Prefeito de cidade do PI anuncia terceira recaída da leucemia Reprodução O prefeito de Angical do Piauí, Bruno Neto (MDB), enfrenta a terceira recaída de uma leucemia diagnosticada em 2024. Desde então, ele já passou por um transplante de medula óssea, realizado em maio de 2025. Quatro meses depois, em setembro daquele ano, a doença voltou pela primeira vez.
A terceira recaída foi anunciada pelo prefeito no domingo (11). Em uma publicação, ele pediu apoio da população para que o plano de saúde autorize um tratamento recomendado pelos médicos. A luta de Bruno contra a doença começou há cerca dois anos.
LEIA TAMBÉM: Prefeito que luta contra leucemia mobiliza campanha por tratamento no PI ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp 🔎 A leucemia mieloide é um câncer que nasce na medula óssea e afeta células que dariam origem a glóbulos vermelhos, plaquetas e a alguns tipos de glóbulos brancos. Quando uma mutação acontece, as células doentes passam a se multiplicar de forma desordenada e substituem as saudáveis. A forma crônica se desenvolve de maneira mais lenta.
Bruno Neto recebeu o diagnóstico da doença em novembro de 2024. Como parte do tratamento, ele retirou o baço em janeiro de 2025 e o estômago no mês seguinte. Em maio do mesmo ano, passou por um transplante de medula óssea.
A primeira recaída ocorreu em setembro de 2025. Após tratamento, o prefeito recebeu alta e voltou para casa em outubro. Em abril de 2026, Bruno anunciou uma segunda recaída da doença após perceber alterações na visão.
Ele iniciou um novo tratamento e retornou para casa em junho. A terceira recaída ocorreu em setembro de 2026. Após avaliação médica, Bruno recebeu duas opções de tratamento: um segundo transplante de medula óssea ou a terapia CAR-T Cell.
Prefeito que luta contra leucemia mobiliza campanha por tratamento no Piauí 💊 O CAR-T Cell é uma terapia que utiliza células de defesa do próprio paciente, chamadas linfócitos. Elas são retiradas do sangue, modificadas em laboratório para identificar e combater as células cancerígenas e, depois, devolvidas à corrente sanguínea do paciente. Segundo Bruno, o tratamento com CAR-T Cell custa cerca de R$ 3 milhões.
Por isso, ele pede que o plano de saúde autorize o procedimento. O g1 entrou em contato com a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi), responsável pelo plano, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. No transplante realizado em 2025, a doação de medula foi feita pelo irmão mais novo do prefeito.
Caso seja necessário um novo procedimento, os possíveis doadores são outro irmão e o filho dele, de 13 anos. Bruno afirmou que o transplante é um procedimento longo e desgastante. Se optar por essa alternativa, deverá permanecer cerca de seis meses em São Paulo para realizar o tratamento.
O prefeito também pediu apoio da população para pressionar o plano de saúde a autorizar o tratamento indicado pelos médicos. "E cada dia que passa as coisas estão ficando um pouquinho mais difíceis, apesar da gente ser muito forte e conseguir superar todas essas batalhas." disse Bruno.
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