5ª Virada Cultural Amazônia de Pé mobiliza ações Amazônia de Pé/Divulgação Uma cobra cenográfica de 30 metros de comprimento vai percorrer o território indígena Borari, em Alter do Chão, Santarém, no oeste do Pará, nesta quinta-feira (3). A ação marca a abertura da 5ª Virada Cultural Amazônia de Pé, uma mobilização nacional que reúne artistas, ativistas e movimentos sociais em defesa da floresta. Batizada de Kamaluhai, a cobra gigante já foi utilizada durante a COP30, em Belém, para cobrar políticas de conservação.

Agora, ela volta às ruas com foco nas eleições de 2026, cobrando que os candidatos apresentem propostas concretas para a proteção do bioma e dos povos tradicionais. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp 'A política começa no território' O tema desta edição busca levar para o debate eleitoral as demandas construídas diretamente pelas comunidades locais. "A política se faz no dia a dia, no território, e deve influenciar o centro do poder, em Brasília.

Cada voto pela Amazônia fará diferença para o Brasil todo", afirma Catarina Nefertari, codiretora executiva do movimento Amazônia de Pé. Segundo a organização, Alter do Chão foi escolhida para abrir o evento devido à histórica mobilização dos moradores em defesa do Rio Tapajós. Um dos marcos recentes foi a articulação comunitária que ajudou a derrubar, em fevereiro deste ano, o decreto que autorizava a dragagem do rio.

Agora no g1 Mais de 300 atividades pelo país A programação oficial da Virada Cultural ocorre entre os dias 4 e 6 de setembro (sexta a domingo), aproveitando o Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro. Estão previstas mais de 300 atividades em todo o Brasil, incluindo: Shows e festivais de música; Apresentações de dança e teatro; Exibições de cinema e debates; Oficinas de gastronomia, esporte e poesia.

"Não é um mero encontro anual: por meio da cultura do nosso povo, geramos encontros, desabafamos, imaginamos, criamos soluções e fazemos política pela e para a Amazônia", destaca Karina Penha, também codiretora do movimento. Cobrança nas eleições de 2026 A menos de um mês do primeiro turno das eleições, a mobilização quer pressionar os candidatos a assumirem compromissos com o enfrentamento da crise climática. Uma das principais bandeiras do movimento é a destinação das Florestas Públicas Não Destinadas (FPNDs).

Por não terem uso definido por lei, essas áreas públicas são hoje as mais vulneráveis ao desmatamento, à grilagem de terras e à degradação na Amazônia. Colaboração Evelen Munhoz/Estagiária