Fisiculturista de Bauru (SP) chegou a pesar 112 kg antes de iniciar processo de emagrecimento Arquivo pessoal Neste domingo (11), é celebrado o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, uma data criada para conscientizar sobre os riscos desse acúmulo de excessivo de gordura corporal que é considerado uma doença crônica pela Organização Mundial de Saúde.
Durante muitos anos, a influenciadora e fisiculturista Bianca Garça, moradora de Bauru (SP), conviveu com os riscos do sobrepeso, até iniciar um processo de emagrecimento que durou 9 anos. Em entrevista ao g1, Bianca revela que o ponto de partida para a virada de chave em sua vida foi o momento em que vestia o tamanho 50 e pesava 112 quilos. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp “Aquilo mexeu muito comigo.
Além do peso, eu estava com manchas escuras no pescoço e embaixo dos seios e já estava em pré-diabetes”, lembra a fisiculturista e influenciadora. LEIA TAMBÉM Canetas emagrecedoras impulsionam busca por alimentação saudável no interior de SP, aponta pesquisa Empresária se torna fisiculturista profissional aos 50 anos e inspira outras mulheres no interior de SP Ela afirma que precisou mudar os hábitos e cuidar da saúde, já que a condição a afetava em diversas áreas da vida.
Com treinos, dieta e exercícios físicos, ela eliminou inicialmente 34 kg. “Não foi da noite para o dia. Foi um processo que exigiu dedicação, constância e muitas mudanças na minha rotina”, acrescenta.
Em março de 2023, Bianca se aventurou pelo fisiculturismo com o foco em emagrecer e transformar os hábitos. No entanto, ela se afeiçoou pelo esporte e o encarou como um novo desafio. Bianca Garça se apaixonou pelo mundo do fisiculturismo após emagrecer Arquivo pessoal “Em 2024, participei do meu primeiro campeonato na categoria Wellness e cheguei aos 57 kg na balança para subir ao palco.
Foi uma experiência muito importante para mim, porque representava muito mais do que o peso que eu tinha alcançado. Era a prova de tudo o que eu havia construído até ali”, recorda. Embora tenha conseguido alcançar o peso necessário para a competição, ela enfrentou um efeito rebote, engordando 27 quilos em menos de 2 meses.
Após esse primeiro emagrecimento, a atleta passou de 57 kg para 85 kg. Sobre a variação do peso, ela comenta: “Foi um período em que precisei lidar com mudanças físicas, dificuldades emocionais e a falta de uma estratégia adequada para o pós-competição”. Bianca Garça já venceu prêmios de fisiculturismo Arquivo pessoal “Essa fase mexeu muito comigo.
Depois de tudo o que eu tinha conquistado, ver meu corpo mudar tão rapidamente foi difícil. Durante um tempo, lutei para encontrar meu equilíbrio novamente e entender como continuar sem desistir de mim”, complementa. Após passar o ano de 2025 fora das competições, ela retornou aos palcos e ganhou o título de Campeã Overall Figure.
“Foi uma conquista muito especial, principalmente por tudo o que precisei enfrentar para chegar até ali”, destaca. Inspiração para outras mulheres “Hoje, quero que minha história inspire outras mulheres que estão passando por dificuldades com o peso ou que sentem que perderam o controle do próprio processo”, afirma.
Mulher que emagreceu 55 kg deseja ser referência para outras em processo de emagrecimento Arquivo pessoal Bianca explica que não conta a própria história por ter vivido tudo de uma maneira perfeita, pela contrário, abriu sua narrativa nas redes sociais exatamente pelas imperfeições de seu processo de emagrecimento. “Conto porque sei o que é precisar recomeçar e porque aprendi que um período difícil não apaga tudo o que já conquistamos”, ressalta.
Mudanças após emagrecer Segundo a influenciadora, a qualidade de vida, a saúde e a autoestima são os principais fatores favorecidos depois de ter iniciado o processo de emagrecer. Para ela, subir uma escada sem ficar ofegante, correr e se exercitar são coisas naturais, já que antigamente essas atividades eram obstáculos. Além disso, quando pesava 112 kg, ela estava em pré-diabetes.
Agora, quando vai às lojas, pode escolher a peça que quiser sem qualquer tipo de impedimento. Fisiculturista de Bauru (SP) relata melhora na qualidade de vida e na saúde após emagrecer Arquivo pessoal “Hoje, eu posso escolher o que vestir, porque antes eu não escolhia a roupa, era a roupa que me escolhia. E quem já viveu a obesidade sabe o quanto essa liberdade significa”, salienta.
Muitas vezes, pessoas com obesidade sofrem discriminação até de familiares. A maneira mais explícita de preconceito, segundo ela, não foi sentida, mas percebeu por comentários, que ainda era alvo. “Já ouvi comentários de familiares e pessoas próximas, aquelas brincadeiras de mau gosto que muitos dizem ser inofensivas, mas que acabam machucando.
Às vezes, as pessoas falam sem pensar no impacto que aquilo pode ter na autoestima de alguém”, reconta. O que dizem os especialistas Segundo dados do Ministério da Saúde, o índice de obesidade no Brasil subiu 118% entre os anos de 2006 e 2024. Para o doutor Thiago Viana, há sinais de alerta para aqueles que convivem com o risco da obesidade.
Alterações nos níveis de glicemia, triglicérides e pressão arterial, além de cansaço excessivo, piora da qualidade do sono, ronco e redução da capacidade física estão entre os principais. Médico explica cuidados com o risco da obesidade Divulgação “Entre os hábitos associados ao aumento do risco de obesidade estão o consumo frequente de ultraprocessados e açúcar, sedentarismo, poucas horas de sono e consumo excessivo de álcool.
Genética, fatores psicológicos, medicamentos e algumas doenças também podem contribuir para o desenvolvimento da condição”, explica. Além disso, o médico explica que a obesidade não deve ser avaliada unicamente como algo estético, já que a doença pode gerar outras, como hipertensão, infarto e AVC. “O problema da obesidade não é apenas carregar alguns quilos a mais.
É o que esses quilos podem fazer silenciosamente com a saúde ao longo dos anos [...] Trata-se de reduzir o risco de doenças que podem comprometer a qualidade e a expectativa de vida”, destaca.
Novas diretrizes da OMS para crianças obesas OMS divulga orientações globais para tratar obesidade infantil A doença afeta também os mais novos: a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou uma nova diretriz sobre o tratamento da obesidade infantil, indicando o uso de medicamentos, como as chamadas "canetas emagrecedoras", e a realização de cirurgia bariátrica para crianças a partir dos 10 anos. A medida, no entanto, é restrita a casos específicos e mais graves da doença.
Segundo a OMS, o volume de crianças que sofrem com a obesidade quadruplicou nos últimos 36 anos no mundo. Dados do Sistema Único de Saúde (SUS) mostram que uma em cada três crianças e adolescentes, entre 10 e 19 anos, apresenta sobrepeso. Em 2025, esse índice ultrapassou a marca de 6 milhões de pessoas na faixa etária de 0 a 19 anos.
Para o doutor, essas canetas não funcionam de maneira isolada, sendo necessário complementá-las com outros métodos de emagrecimento. “Ela não substitui alimentação adequada, exercício físico, preservação de massa muscular, sono e mudança de estilo de vida”, ressalta. Initial plugin text *Colaborou sob a supervisão de Mariana Bonora Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região



