Justiça proíbe supermercado em Oiapoque de obrigar funcionários a usarem camisa de candidato. Fecomércio/Divulgação A Justiça do Trabalho proibiu um supermercado no município de Oiapoque, no norte do Amapá, de obrigar ou constranger funcionários a usarem vestimentas com propaganda política ou apoiarem candidatos. A decisão liminar foi concedida na quinta-feira (15) pela 7ª Vara do Trabalho, a pedido do Ministério Público do Trabalho no Pará e Amapá (MPT-PA/AP).

✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Agora no g1 A investigação teve início após a Justiça Eleitoral constatar, durante uma fiscalização no estabelecimento, que os colaboradores trabalhavam vestidos com camisetas de apoio a candidatos. A denúncia foi repassada ao MPT por violação da liberdade de manifestação política e de consciência dos trabalhadores. Na ação, o MPT destacou que utilizar a estrutura da empresa para pressionar empregados fere a Constituição Federal e a dignidade humana.

O órgão enfatizou que normas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proíbem qualquer tipo de propaganda política e assédio eleitoral em empresas públicas e privadas. Proibição e multas A decisão exige que os proprietários do supermercado interrompam imediatamente qualquer manifestação partidária no ambiente de trabalho, seja em uniformes ou materiais da loja. A empresa também está proibida de pressionar funcionários a participarem de campanhas político-partidárias.

Além disso, a direção do supermercado deverá publicar um comunicado interno garantindo que os colaboradores têm total liberdade para escolher seus candidatos sem sofrer qualquer retaliação ou demissão. Em caso de descumprimento, a multa fixada é de R$ 5 mil por infração, com acréscimo de R$ 500 por trabalhador prejudicado. Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá ​