Imagens exclusivas mostram Marcelo Piloto em audiência no Paraguai e na chegada ao Brasil Reprodução/TV Globo O Tribunal Regional Federal da 2ª Região aumentou para 28 anos e 1 mês de prisão em regime fechado a pena aplicada ao traficante Marcelo Fernando Pinheiro da Veiga, o Marcelo Piloto, por um assassinato de uma jovem de 18 anos no Paraguai. Em setembro do ano passado, após quatro dias de julgamento, ele tinha sido condenado pelo Tribunal do Júri Federal do Rio a 24 anos e 9 meses de prisão.
✅ Siga o canal de notícias do g1 Rio no WhatsApp Na decisão, os desembargadores da 1ª Turma Especializada do TRF-2 rejeitaram o recurso da defesa de Piloto contra a condenação, e concordaram em parte com o pedido do MPF para aumentar a pena, ao reconhecerem a circunstância judicial negativa da personalidade do réu.
Considerado um dos mais perigosos traficantes do Comando Vermelho, Marcelo Piloto foi condenado pelo homicídio triplamente qualificado (meio cruel, mediante dissimulação e para assegurar a impunidade dos crimes praticados no Brasil) de uma jovem de 18 anos cometido em 17 de novembro 2018, dentro da cela onde ele estava preso num quartel da Polícia Nacional do Paraguai em Assunção, onde ficam presos perigosos. A vítima, Lidia Meza Burgos, de 18 anos, foi assassinada com 53 golpes de faca.
A jovem, que era garota de programa, foi encontrada por policiais paraguaios com a faca cravada no pescoço. Ela chegou a ser socorrida com vida, mas não resistiu. Lidia Burgos, assassinada por Marcelo Piloto dentro da cela onde estava preso, no Paraguai Polícia Civil do Paraguai/Divulgação Segundo a denúncia do MPF, a jovem foi vítima de uma emboscada arquitetada por Piloto.
Ele atraiu a mulher para o local do crime ao argumento de que queria usufruir de seus préstimos como 'garota de programa'. No entanto, este era apenas um pretexto para que Lídia fosse ao encontro do acusado, no presídio em que se encontrava preso. De acordo com o MPF, após haver mantido relações sexuais com a vítima, no momento em que se encontrava completamente desprevenida, Marcelo Piloto a atacou, sem que Lídia tivesse qualquer chance de defesa.
Autoridades do Paraguai dizem que traficante brasileiro matou jovem em penitenciária A denúncia do MPF afirma que, ao cometer o assassinato, Piloto pretendia responder pelo crime no Paraguai para não ser extraditado para o Brasil, para não cumprir as condenações pelos crimes praticados em território nacional. Marcelo Piloto foi preso em dezembro de 2017 no Paraguai, após passar uma década foragido as autoridades brasileiras.
Ele ficou detido 11 meses no país vizinho até ter sido extraditado para o Brasil, em novembro de 2018. Desde então, ele está preso em presídios federais de segurança máxima. O assassinato de Lidia Burgos chocou a sociedade paraguaia pela brutalidade.
Dois dias depois do crime, o então presidente do Paraguai, Mario Abdo Benitez, expulsou o traficante do país, sem esperar a conclusão do processo judicial de extradição. O que diz a defesa Em nota, a advogada Flávia Froes, que defende Marcelo Piloto, declarou que "Houve um erro no acórdão, a desembargadora violou a decisão do conselho de sentença que absolveu o réu de uma das qualificadoras. Opusemos embargos de declaração e a decisão será corrigida".



