Ministro Flávio Dino, ministro do STF Rosinei Coutinho/STF Nesta terça-feira (15) o Supremo Tribunal Federal (STF) realizou uma sessão extraordinária para analisar o relatório da Polícia Federal (PF) sobre a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. No entanto, o ministro Flávio Dino pediu vista. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia “Eu tenho que interromper esta situação porque nós temos uma questão de ordem.

Nós não temos condições de deliberar. O clima é daí para pior, e a sociedade está assistindo a algo diferente do rito que a lei manda”, alegou Dino, após fazer o pedido. A sessão terminou com 4 votos a 3 para manter separadas as análises pela Corte das condutas de Moraes, na relação com Vorcaro, e de André Mendonça, na condução do relatório do caso Master.

Na prática, ainda não foi definido como os casos serão julgados. Fachin votou para manter a separação. Ele foi acompanhado pelos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Já Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram para que as análises sejam conjuntas. O ministro Flávio Dino, que havia votado com essa corrente, mudou o voto para um pedido de vista, o que suspendeu o julgamento. Agora no g1 O que acontece agora?

Com o pedido de vista, o julgamento foi interrompido por até 90 dias corridos. Após o período, o processo é retomado. Esse tipo de solicitação ocorre quando um ministro de um tribunal solicita mais tempo para analisar um processo antes de votar.

Na prática, o julgamento é suspenso porque o ministro entende que precisa estudar melhor o caso, os argumentos apresentados pelas partes ou os votos dos colegas antes de formar sua decisão. No Supremo Tribunal Federal (STF), o pedido de vista pode suspender a análise de um processo que está sendo julgado pelo plenário ou por uma das Turmas.

O pedido de vista, portanto, não significa que o ministro seja contrário ou favorável à decisão em discussão: significa apenas que ele pediu mais tempo para analisar o caso antes de apresentar seu voto. Ministro Alexandre de Moraes em sessão plenária extraordinária do STF - 15/09/2026 Rosinei Coutinho/STF