A cidade de São Paulo registrou queda de 21,4% nos roubos em agosto de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Foram 6.561 ocorrências, contra 8.355 em agosto de 2025. Segundo a Prefeitura, é o menor número para o mês desde o início da série histórica, em 2001.

A redução também aparece no acumulado do ano. Entre janeiro e agosto de 2026, a capital registrou 58.093 roubos, ante 68.222 no mesmo período de 2025.

Os furtos também recuaram na comparação entre agosto dos dois anos: foram 19.178 ocorrências em 2026, contra 22.001 em 2025, uma queda de 12,8%, de acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) divulgados pela Prefeitura Apesar da redução nos indicadores gerais, os dados regionais analisados pelo g1 apontam que algumas áreas tiveram aumento nos registros de determinados crimes entre janeiro e agosto de 2026.

Furto de celular Pexels/Reprodução Regiões com alta nos roubos No levantamento regional, Capão Redondo aparece com o maior número de registros de roubos em geral, roubos de carga e roubos a banco nos dois períodos analisados. Foram 2.589 ocorrências entre janeiro e agosto de 2025 e 2.344 no mesmo intervalo de 2026, uma redução de aproximadamente 9,5%. Campo Limpo também aparece entre as regiões com mais registros dessas ocorrências.

O número passou de 2.449 em 2025 para 1.947 em 2026. Em algumas áreas, porém, houve aumento. Em Monções, os registros passaram de 973 para 1.212, alta de 24,6%.

Em Santo Amaro, foram de 1.329 para 1.496, crescimento de 12,6%. Na Consolação, o número subiu de 1.155 para 1.262, aumento de 9,3%. Em Pinheiros, os registros passaram de 2.035 para 2.098, uma alta de 3,1%.

Essa categoria reúne roubos em geral, roubos de carga e roubos a banco. Os roubos de veículos são contabilizados separadamente nas estatísticas da SSP-SP. Pinheiros lidera registros de furtos na comparação de 2026 Na categoria de furtos que não são de veículos, Pinheiros aparece com o maior número de registros entre as regiões destacadas no levantamento em 2026.

Foram 6.923 ocorrências de janeiro a agosto, ante 6.134 no mesmo período de 2025, um aumento de aproximadamente 12,9%. Perdizes também registrou crescimento, de 6.411 para 6.714 ocorrências, alta de 4,7%. Em Santo Amaro, os registros passaram de 4.024 para 4.801, aumento de 19,3%.

Outras regiões tiveram altas expressivas na comparação entre os períodos. No Jardim Miriam, os registros passaram de 982 para 1.290, crescimento de 31,4%. Na Vila Sônia, subiram de 2.075 para 2.556, alta de 23,2%.

Na Vila Clementino, foram de 2.363 para 2.716, aumento de 14,9%. Já na região da Sé, os furtos caíram de 6.714 para 5.281, uma redução de aproximadamente 21,3%. Os números dessa categoria não incluem furtos de veículos, que aparecem separadamente nas estatísticas da Secretaria da Segurança Pública.

Queda geral não se repete em todas as regiões Os dados evidenciam que a queda na criminalidade da capital ocorre em ritmos diferentes dependendo da região. Enquanto áreas periféricas como Capão Redondo e Campo Limpo mantiveram tendência de recuo nos roubos, bairros com forte atividade comercial e corporativa registraram avanço nas ocorrências, concentrando os maiores índices absolutos da cidade. Agora no g1 *Com supervisão de Alexandre Bazzan