Líder do coletivo Jamaicaxias, Kbrum lança o terceiro álbum solo, 'Raggaleluia', com 14 faixas calcadas na cultura do ragga e do reggae Wander Scheeffer / Divulgação ♫ NOTÍCIA ♬ Quando Anitta lançou o álbum “Equilibrium II” em 23 de julho, uma voz chamou atenção na faixa “Sal grosso”, funk turbinado com toques de ragga e dancehall. Era a voz do cantor e compositor Paulo Henrique Brum, nascido no Complexo de Mangueirinha, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense (RJ), e conhecido no universo pop como Kbrum.
Líder do coletivo Jamaicaxias, criado há cerca de 10 dez anos para disseminar a cultura do dancehall e do soundsystem na cena periférica fluminense, Kbrum lança o terceiro álbum solo, “Raggaleluia”, no embalo da projeção alcançada com o feat com Anitta. É um álbum no qual o artista põe fé no raggae e no reggae.
Com 14 faixas formatadas sob direção musical de Warmando, com produção de Áfricanoise e Carlo, o álbum “Raggaleluia” chegou ao mundo ontem, sexta-feira, 9 de outubro, com capa que expõe expressiva pintura de Rafael Simba – um retrato de um Cristo alado, envolto em manto com as cores da bandeira jamaicana, empunhando uma espada e uma balança da justiça enquanto imobiliza o algoz demoníaco – e com a missão de difundir o ragga e o reggae como um som de força espiritual apaziguadora.
Daí a junção de palavras no título “Raggaleluia”. “Raggaleluia é uma palavra que eu criei a partir da junção de duas outras, ragga e aleluia, esta última associada ao sagrado. E, realmente, o reggae me salvou.
Para mim, o reggae é um milagre. É um milagre mesmo. É um canto gospel, de louvor, regozijo e gratidão”, caracteriza Kbrum, crescido em lar evangélico, mas atualmente convertido às religiões de matriz africana.
Composto com inspiração no movimento de reggae entranhado na cultura da Baixada Fluminense, terra de bandas como Cidade Negra, o repertório do álbum “Raggaleluia” também transita pelo samba no interlúdio “Na cabeça”, pelo rock em “Bye bye bye”, pelo dancehall jamaicano em “Fora da lei” e pelo amapiano em “Manipula”.
Ao longo das 14 faixas, Kbrum interage com Bruno Kroz, Clara Ribeiro, Chediak, Gugs, Ludom, Mascotte e Maui, convidados de “Raggaleluia”, álbum que sucede “Puro suco” (2024) na discografia solo de Kbrum. Capa do álbum 'Raggaleluia', de Kbrum Pintura de Rafael Simba



