Grupo suspeito de dar golpe de mais de R$ 2 milhões em idosa paranaense é preso no Ceará Quinze pessoas foram presas suspeitas de aplicar um golpe que deixou um prejuízo de R$ 2 milhões a uma idosa do Paraná. O grupo, detido nesta quinta-feira (8) no Ceará, teria se passado por um advogado e começou a pedir valores para a vítima, que acabou depositando uma quantia superior ao que ganharia no processo judicial.
De acordo com a Polícia Civil do Paraná, a mulher foi abordada pelos suspeitos por meio de um aplicativo de conversas. No esquema, os suspeitos acessavam processos judiciais, no qual obtinham as informações das vítimas. Depois, entravam em contato se passando por advogados, usando o nome de escritórios e até mesmo a logo das empresas, para passar mais credibilidade.
✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp “Eles forjam documentos judiciais, afirmando que a sentença foi favorável, que pode ser feito o pagamento já no valor da demanda específica, só que tem que ser pago um alvará para levantar esse dinheiro e as vítimas acabam fazendo pagamentos. Nesse caso, a vítima fez pagamentos de R$ 2 milhões”, detalhou o delegado Emmanoel David, da Polícia Civil do Paraná.
Operação prendeu suspeitos e bloqueou bens Segundo o delegado, foram cumpridos no Ceará 15 mandados de prisão temporária e 17 de busca e apreensão em endereços localizados nas cidades de Fortaleza, Maracanaú e Eusébio (CE). Ainda, a Justiça autorizou o bloqueio de mais de R$ 2 milhões das contas bancárias dos suspeitos.
Operação contra grupo que aplicava golpes de falso advogado Foto: PCPR A Polícia Civil afirmou que, além da idosa, o grupo também teria feito outras vítimas no Paraná e centenas de pessoas foram lesadas no Brasil. Além do golpe do falso advogado, os suspeitos também aplicavam golpes envolvendo leilões e “outros golpes de internet”: “É uma fábrica de aplicar golpes”, definiu David.
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Após receber os depósitos da vítima, eles faziam a “pulverização” do dinheiro por PIX para outras contas, para dificultar o rastreio. “Eles têm um esquema bem grande de lavagem de dinheiro, porque eles fazem transferências geralmente via PIX para uma conta e, posteriormente, essa conta aí ela é pulverizada em várias outras contas PIX”, contou o delegado. Ao todo, a polícia identificou 15 pessoas envolvidas.
Entre elas, 11 beneficiários primários, cujas contas receberam diretamente valores enviados pela vítima. Também foram identificados quatro beneficiários secundários, que recebiam reiteradamente valores provenientes das contas do primeiro grupo. Assista aos vídeos do g1 Paraná: Leia mais no g1 Paraná.



