O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou um novo vídeo nas redes sociais nesta quarta-feira (7), desta vez para cobrar uma posição do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu adversário no segundo turno, sobre o fim da escala de trabalho 6x1. No vídeo, Lula questionou como Flávio Bolsonaro pretende se posicionar sobre a proposta e como vai orientar o PL, sigla da qual é filiado. "Eu quero saber como é que o Flávio Bolsonaro vai votar.

Eu quero saber como é que ele vai orientar o PL para votar", questionou. A publicação ocorre no mesmo dia em que Lula divulgou outro vídeo, também nas redes sociais, no qual convocou apoiadores a irem às ruas e conversarem com eleitores para tentar vencer o segundo turno. O que Lula e Flávio Bolsonaro falaram sobre a PEC do fim da escala 6x1 Após o resultado do primeiro turno, integrantes da campanha passaram a defender uma presença maior do presidente nas redes sociais para aumentar a base de alcance do petista.

Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), que disputam o segundo turno presidencial no dia 25 de outubro Vittor Sales e Ricardo Stuckert Fim da escala 6x1 No novo vídeo, Lula explicou a proposta como uma mudança de seis dias de trabalho e um de descanso para cinco dias de trabalho e dois de folga. "Por que nós queremos que o trabalhador fique dois dias em casa?

Para ele descansar mais, para ele poder viver mais com a família, para passear com os filhos, para visitar os parentes, para ele poder ter um pouco de lazer na sua vida", disse. Lula afirmou ainda que a discussão da proposta permitirá aos eleitores conhecer a posição dos políticos sobre o tema. "Agora chegou a hora do povo saber a verdade.

Quem é quem nesse país", afirmou. Nesta terça (6), Lula já havia voltado a defender o fim da escala 6x1 e afirmado que queria ver a redução da jornada "sair do papel". Na ocasião, o petista disse que Flávio Bolsonaro é contra a mudança.

"Flávio Bolsonaro é contra. Para ele, quem trabalhar menos tem que ganhar menos. Queria ver ele explicar para uma mãe de família qual conta ela deixa de pagar para poder descansar.

A comida? A luz? O aluguel?

Quem vive de salário sabe que isso não é escolha", disse Lula na terça. A proposta em análise no Congresso estabelece jornada máxima de 40 horas semanais, divididas em cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução salarial. O plenário do Senado começou a discutir a PEC nesta terça.

O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), indicou que a primeira votação pode ocorrer na próxima semana. O texto já foi aprovado pela Câmara e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Agora, precisa passar por dois turnos de votação no plenário do Senado.

Entre os governistas, a estratégia é tentar aprovar a proposta antes do segundo turno e expor o posicionamento de integrantes da oposição sobre a medida. Já senadores aliados de Flávio Bolsonaro tentam evitar a votação dessa PEC e defendem que uma proposta alternativa seja analisada.