Professor de universidade federal é investigado por usar expressão racista em e-mail no RS A Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no Sul do Rio Grande do Sul, apura um suposto caso de racismo envolvendo um professor da instituição. Segundo a investigação, o servidor utilizou uma expressão de cunho racista em uma troca de e-mails com colegas. O caso veio à tona na segunda-feira (31) e foi registrado na Polícia Civil na quarta-feira (2).
A situação ocorreu, de acordo com a polícia, quando uma funcionária responsável pela compra de materiais de laboratório recebeu um e-mail com uma demanda do professor. No histórico da mensagem, de 28 de agosto, o servidor usou a expressão de cunho racista ao se referir ao setor, que é composto por duas funcionárias negras. As servidoras registraram dois boletins de ocorrência.
📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O professor não teve a identidade divulgada. A delegada Márcia Chiviacowsky, da Polícia Civil, informou que o caso será encaminhado à Polícia Federal, uma vez que o assunto envolve servidores ligados a uma universidade federal. Em nota, a UFPel afirmou que tomou conhecimento do caso, acionou as instâncias responsáveis e ressaltou que não tolera práticas racistas, reafirmando o compromisso com o enfrentamento às violências.
A apuração interna segue um fluxo previsto para casos de preconceito e discriminação. A ocorrência é avaliada pelo gabinete da reitoria e pode passar por uma comissão de processos administrativos. Em seguida, a investigação é encaminhada à Procuradoria Federal junto à universidade para avaliação jurídica, antes de retornar à reitoria.
A instituição informou que os procedimentos são sigilosos e que não divulgará os desdobramentos adotados. O caso foi relatado pelo UFPreta, movimento de combate à violência dentro da universidade. O representante docente do grupo, Gilson Porciúncula, explicou o apoio prestado às funcionárias.
“A UFpreta tenta acolher essas vítimas e dá o suporte necessário para depois sim haver as ações necessárias jurídicas e encaminhamentos necessários para o combate ao racismo em si.” Professor de universidade federal é investigado por suspeita de racismo em e-mail para colegas no RS Reprodução/RBS TV O que diz a UFPel "UFPel aciona Política Bem Viver em caso de racismo A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) acionou, na noite desta terça-feira (1º), o fluxo previsto na Política Bem Viver UFPel: Prevenção e Combate às Violências, após tomar conhecimento de um caso de racismo envolvendo integrante da comunidade universitária.
Para viabilizar o acolhimento, a apuração e o encaminhamento do caso, a Universidade acionou as instâncias responsáveis, incluindo a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), e deu início aos procedimentos institucionais previstos pela Política Bem Viver para situações de racismo e outras formas de violência.
A UFPel não tolera práticas racistas em seus espaços e reafirma seu compromisso com o enfrentamento às violências e com a construção de um ambiente universitário seguro, democrático e livre de violências. Em razão do caráter sigiloso dos procedimentos administrativos em andamento, a Universidade não pode divulgar informações sobre as medidas ou encaminhamentos específicos adotados no caso.
A UFPel seguirá acompanhando o caso e adotando as providências cabíveis, de acordo com a legislação e com os procedimentos institucionais estabelecidos pela Política Bem Viver." VÍDEOS: Tudo sobre o RS



