José Maria Ferreira de Oliveira esfaqueou a ex-companheira na residência onde ela trabalhava Reprodução A Justiça do Acre condenou a 31 anos, três meses e 13 dias de prisão José Maria Ferreira de Oliveira, de 48 anos, pelo crime de tentativa de feminicídio contra a ex-mulher, Ocileide Alipe Coutinho, de 41, atingida com 16 facadas em Sena Madureira, no interior do Acre, em 18 de fevereiro deste ano. O réu também foi condenado pelo descumprimento de medidas protetivas de urgência contra a ex-companheira.
A sentença, proferida nessa quarta-feira (23), determinou ainda o cumprimento da pena em regime inicial fechado, com execução provisória imediata e fixou indenização mínima por danos morais à vítima no valor equivalente a 10 salários mínimos. ✅ Participe do canal do g1 AC no WhatsApp O réu permanece preso e não pode recorrer em liberdade. O g1 entrou em contato com a Defensoria Pública do Acre (DPE-AC), responsável pela defesa do acusado, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
A sentença foi proferida pela Comarca de Sena Madureira. O júri reconheceu a materialidade das lesões, a autoria atribuída ao réu e a intenção de matar. Os jurados pontuaram ainda a responsabilidade do réu e que o crime ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar.
Suspeito de desferir 16 facadas na ex é preso pela polícia de Sena Madureira LEIA MAIS: Mulher com medida protetiva é esfaqueada pelo ex-marido no AC; suspeito fugiu Mais de 7 meses após crime, família reveza cuidados com filha que viu mãe ser morta em via pública no AC: 'Justiça' Jovem de 22 anos que estava desaparecida há 2 dias é achada morta no AC; ex é preso suspeito pelo crime Também foi rejeitada a possibilidade de absolvição do acusado.
A sentença registrou ainda que o júri reconheceu que houve uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e o descumprimento de medidas protetivas de urgência. Além disso, foi considerado as consequências deixadas pela agressão, como sequelas físicas. As medidas protetivas, concedidas anteriormente à vítima, também foram mantidas.
"Some-se a isso que o réu respondeu ao processo preso preventivamente, permanecendo íntegros os fundamentos da segregação cautelar, notadamente a garantia da ordem pública e a proteção da integridade física da vítima, evidenciadas pela escalada de violência iniciada com o descumprimento deliberado de medida protetiva vigente, poucos dias após a sua intimação", frisou o juiz Eder Jacoboski Viegas. O crime A tentativa de feminicídio ocorreu em fevereiro deste ano.
A vítima foi esfaqueada dentro da casa onde trabalha, após o ex-marido ir até o local sob a justificativa de conversar. Segundo a Polícia Militar (PM-AC), ele iniciou uma discussão, entrou na residência e desferiu os golpes contra a ex-esposa. Os gritos foram ouvidos pela dona do imóvel, que conseguiu intervir e conter o homem por alguns instantes, mas ele fugiu em seguida.
José se entregou à polícia na tarde do dia seguinte. A vítima foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada ao Hospital João Câncio Fernandes. Conforme informado pela polícia, apesar das 16 facadas, duas perfurações foram consideradas mais profundas, mas não atingiram órgãos vitais, a maioria dos ferimentos foi superficial e atingiu principalmente o braço e a região abdominal.
Além disso, Ocileide já havia denunciado o ex-companheiro por lesão corporal e tinha uma medida protetiva em vigor contra ele. Homem entrou em contato com a PM-AC para se entregar Arquivo/Polícia Militar de Sena Madureira Postagem no WhatsApp De acordo com o delegado Thiago Parente na época do crime, José publicou uma mensagem nos status do WhatsApp afirmando que 'fez uma besteira' e se despediu de amigos e familiares.
A publicação foi feita logo após o crime e o conteúdo é interpretado como uma confissão do que aconteceu. “Depois do crime, ele fez essa postagem. De certa forma, é uma confissão ”, declarou.
Na publicação, José Maria escreveu que aquele era o pior dia da vida dele, que 'fez uma besteira e acabou com a própria vida'. Ainda no texto, o suspeito diz que estava se despedindo e também mencionou que não sabia se um dia ainda seria visto novamente. 'Adeus para todos', finaliza a mensagem.
A PM do Acre disponibiliza os seguintes números para denunciar casos de violência contra a mulher: (68) 99609-3901 (68) 99611-3224 (68) 99610-4372 (68) 99614-2935 Veja outras formas de denunciar: Polícia Militar - 190: quando a mulher está correndo risco imediato; Samu - 192: para pedidos de socorro urgentes; Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres; Qualquer delegacia de polícia; Secretaria de Estado da Mulher (Semulher): recebe denúncias de violações de direitos da mulher no Acre.
Telefone: (68) 99930-0420. Endereço: Travessa João XXIII, 1137, Village Wilde Maciel. Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos.
A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa; Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia; WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656- 5008; Ministério Público; Videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras). Reveja os telejornais do Acre



