Montanha de dinheiro: vídeo de preso em operação contra agiotas impressiona Um vídeo divulgado pela polícia mostra um homem preso suspeito de fazer parte de um grupo de agiotas ostentando notas de dinheiro, que formam uma "montanha" (veja acima). Adailton Fernandes de Oliveira é quem aparece nas imagens, contando dinheiro em cima do sofá. O esquema seria chefiado pelo sargento aposentado da Polícia Militar de Goiás José Luiz Silva Sá.
A defesa do sargento e de Adailton Fernandes de Oliveira disse que não teve acesso integral ao inquérito que está em sigilo, mas que vai entrar com um pedido de habeas corpus para que eles respondam em liberdade. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp A Polícia Militar de Goiás disse que o sargento está na reserva remunerada, sem qualquer vínculo com o serviço ativo da Corporação. A Corregedoria da PM acompanha o caso e disse que vai adotar todas as medidas pertinentes no momento oportuno.
A operação aconteceu nesta quinta-feira (10) e prendeu 11 pessoas em Goiás e no Distrito Federal (DF). De acordo com a polícia, o grupo emprestava dinheiro com juros abusivos, de 20% ao mês, e cobrava os devedores de forma violenta. Montanha de dinheiro: vídeo de preso em operação contra agiotas impressiona Reprodução/TV Anhanguera No sofá, Adailton aparece ao lado do montante e até brinca sobre o trabalho que teria para conseguir contar todo o dinheiro.
De acordo com apuração da TV Anhanguera, ele é apontado como o "financeiro do grupo". "Olha o saco aí que eu despejei, tem que contar, vou passar a noite todinha contando dinheiro. Antigamente eu corria atrás do dinheiro, agora o dinheiro corre atrás de mim, tenho que agradecer a Deus.
A gente junta de saco. Dinheiro rápido, olha a potência de Goiânia", disse ele. O g1 questionou a Polícia Civil do Distrito Federal se o vídeo foi encontrado no celular de Adailton e aguarda retorno.
Os investigados devem responder por extorsão, organização criminosa armada e lavagem de dinheiro. Na operação, foram apreendidos oito carros de luxo, celulares, armas e o bloqueio de bens no valor de R$ 10 milhões.
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Em prints, membros do grupo usavam até mesmo o fato de o esquema ser supostamente chefiado por um ex-policial como forma de intimidação. "Minha equipe vai receber de você de qualquer jeito. Qualquer coisa, meu chefe é policial, faz uma denúncia e abre processo também.
[...] Vai ser mais caro para uma garota trapaceira e desonesta que não tem palavra", diz uma das mensagens. Em outra mensagem, um dos integrantes diz: "Ele vai procurar você aí loirinha. A dívida tem que ser paga".
Cheques, documentos e computador apreendidos com suspeitos de agiotagem no DF Polícia Civil/Divulgação De acordo com a apuração das autoridades, o sargento José Luiz fazia essas cobranças presencialmente armado e de forma violenta. Ainda segundo a polícia, o grupo movimentou R$ 10 milhões em cerca de oito meses. A investigação começou no ano passado, quando um comerciante da Feira dos Goianos pegou dinheiro emprestado com o grupo e não conseguiu pagar.
Com isso, o grupo teria ameaçado o comerciante e familiares dele. A polícia solicitou que quem pegou dinheiro com o grupo não apague as mensagens, pois as conversas servem como prova do crime. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.
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