Renan Santos em Balneário Camboriú Reprodução Renan Santos, candidato do partido Missão à Presidência da República, criticou neste domingo (20) o que chamou de “cinismo” de parte dos eleitores que foram às ruas contra a corrupção em 2016 e pediam a prisão de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL.
Em ato em Balneário Camboriúe, no Litoral Norte de Santa Catarina, o candidato afirmou que parte desses eleitores hoje apoia políticos ligados a Valdemar e adota comportamentos semelhantes aos que antes criticava entre os eleitores de Lula. "E aí eu fico muito curioso em perceber que o mesmo cinismo que é adotado pelo eleitor do Lula, que aceita toda a roubalheira, passou a ser adotado pelo eleitor que pediu a cabeça da Dilma", disse, na Praça Almirante Tamandaré.
✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp ➡️ Presidente nacional do PL, partido do candidato à presidência Flávio Bolsonaro, Valdemar foi aliado do PT no passado e, em 2002, apoiou a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Hoje as pessoas saem na rua para parabenizar o Valdemar da Costa Neto, que até ontem estava com tornozeleira por roubar em três escândalos de corrupção diferentes", afirmou Renan.
Agora no g1 Em julho, uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), apontou que Valdemar é suspeito dos crimes de desvio de dinheiro e de associação criminosa. Na ocasião, Dino determinou a suspensão de R$ 119 milhões em emendas e detalhou que as investigações da Polícia Federal encontraram indícios de que, mesmo sem mandato de parlamentar, Valdemar Costa Neto influenciava, de forma clandestina, o direcionamento de verbas de emendas.
Para isso, o dirigente contava com servidores da Câmara dos Deputados, que destinavam verbas públicas de acordo com os interesses do presidente do PL. Valdemar negou, na época, a prática de qualquer crime e afirmou não haver prova ou indício de que tenha "aderido conscientemente a um suposto esquema criminoso". Campanha em Santa Catarina O candidato chegou à Praça Almirante Tamandaré, na Avenida Atlântica, vindo no ônibus de uma caravana da campanha que percorre cidades do Sul e do Sudeste do país.
No palanque, esteve com o candidato ao governo de Santa Catarina pelo Missão, Marcelo Brigadeiro, e atendeu a imprensa em seguida. Entre os temas abordados, criticou o STF, a polarização política, a corrupção e à ideia do "menos ladrão". "Nada significa que um roubou menos do que o outro.
Todos são qualitativamente bandidos. Não importa quantitativamente o que foi roubado. Não se vota em ladrão", disse.
Após o ato, Renan se deslocou para a academia de Marcelo Brigadeiro, ainda na cidade. Depois, vai cumprir agenda em Blumenau, no Vale do Itajaí. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias



