Criminosos se passam por funcionários de cooperativas para criar abordagens convincentes e induzir as vítimas a compartilhar informações ou realizar transferências. Assessoria/CrediSIS Golpistas têm utilizado, cada vez mais, abordagens que simulam contatos de instituições financeiras para ganhar a confiança das vítimas.
Entre essas estratégias está o golpe do falso funcionário de cooperativa, quando criminosos se apresentam como colaboradores, geralmente por mensagens ou ligações, e alegam a existência de algum problema na conta para induzir a vítima a realizar procedimentos que podem comprometer sua segurança. A abordagem costuma começar com uma mensagem aparentemente simples, informando sobre uma suposta atualização cadastral, bloqueio, movimentação incomum ou necessidade de regularização.
A partir daí, o criminoso conduz a conversa de forma a transmitir legitimidade e criar uma sensação de urgência, buscando fazer com que a vítima tome uma decisão antes de verificar a informação. Segundo Aniellen Bispo, coordenadora de Jurídico e Compliance do Sistema CrediSIS, os criminosos procuram reproduzir características de um atendimento verdadeiro para tornar a abordagem mais convincente.
Para isso, podem utilizar nome, foto e informações disponíveis publicamente, além de argumentos relacionados à rotina financeira do cliente. “O golpista apresenta uma situação que exige atenção imediata e, na sequência, orienta a vítima a realizar alguma ação para, supostamente, resolver o problema. É nesse momento que podem surgir pedidos de informações, códigos, acesso a links ou transferências.
O objetivo é fazer com que a pessoa aja pela urgência, sem tempo para conferir se o contato realmente é da cooperativa”, explicou Aniellen. Em muitos casos, o contato evolui para um pedido de acesso a uma página, compartilhamento de códigos recebidos por SMS ou aplicativos de mensagens e até realização de um Pix para “testar”, “validar” ou “regularizar” a conta. A utilização de links com endereços desconhecidos ou perfis que imitam canais oficiais também pode fazer parte da tentativa de fraude.
Outro fator que favorece esse tipo de golpe é a aparência de normalidade. O criminoso pode utilizar uma linguagem semelhante à de um canal de atendimento oficial e apresentar informações que ajudam a construir uma narrativa coerente. Por isso, mesmo quando o contato parece legítimo, a orientação é interromper a interação e confirmar a informação diretamente com a cooperativa.
Anderson Galvão Ribeiro, gerente de Segurança da Informação do Sistema CrediSIS, explica que algumas atitudes simples ajudam a evitar que a abordagem avance. “Ao receber uma mensagem ou ligação inesperada, principalmente quando existe pedido de urgência, não clique em links, não compartilhe senhas ou códigos e não faça transferências por orientação daquele contato.
A melhor medida é interromper a conversa e procurar a cooperativa por um canal oficial, utilizando um telefone ou meio de atendimento obtido diretamente nas fontes da instituição ou, até mesmo, ir à cooperativa”, orienta Anderson. Também é importante desconfiar de pedidos para ignorar procedimentos habituais ou para manter a situação em segredo. Instituições financeiras não devem ser confirmadas apenas pelo número, pelo nome ou pela foto exibida no aplicativo de mensagens.
A validação precisa ocorrer por um canal oficial e independente daquele utilizado pelo suposto funcionário. Informações que ajudam a prevenir golpes Para levar informações de forma acessível e ampliar a conscientização sobre segurança digital, o Sistema CrediSIS conta com o Rivaldo Golpp, personagem criado inicialmente para a comunicação interna com os colaboradores. A proposta era apresentar orientações sobre segurança da informação de maneira mais simples e próxima das situações do dia a dia.
Com o tempo, o personagem também passou a integrar a comunicação externa do Sistema, levando dicas de prevenção de golpes e cuidados digitais para o público nas redes sociais. Nas redes sociais, o personagem mostra exemplos de golpes e traduz comportamentos que podem passar despercebidos, como a chegada de uma mensagem aparentemente enviada pela cooperativa seguida de pedidos para clicar em links, compartilhar códigos ou fazer um Pix.
A iniciativa busca transformar recomendações de segurança da informação em situações fáceis de reconhecer, ajudando o público a identificar sinais de alerta antes de tomar decisões que possam gerar prejuízos. “O Rivaldo nasceu para ajudar na comunicação interna e aproximar os colaboradores dos temas de Segurança da Informação. Com o tempo, percebemos que essa mesma linguagem poderia levar orientações importantes para o público externo.
A partir daí, o personagem passou a fazer parte das nossas redes sociais, ajudando a explicar os golpes de uma forma mais simples, leve e próxima da realidade das pessoas”, destacou Anderson.



