18ª Parada LGBTQIAP+ de Taguatinga Divulgação/Parada LGBTQIAP+ de Taguatinga A organização da 19ª Parada LGBTQIAP+ de Taguatinga anunciou, nesta quarta-feira (16), o adiamento da edição deste ano – prevista originalmente para este domingo (20). Segundo os organizadores, o motivo da decisão está relacionado ao bloqueio, pelo governo do DF, da verba pública destinada ao evento. No início da semana, o g1 mostrou que a Secretaria de Cultura do DF não liberou a verba prevista.
Os recursos viriam de uma emenda parlamentar aprovada em março e autorizada pelo próprio governo em junho deste ano. Nas redes sociais, a equipe assegurou que o evento vai ocorrer, mas em outra data. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp.
Agora no g1 "A Parada já atravessou diferentes governos e gestões do Distrito Federal. Nunca enfrentamos um cenário de tamanho cerceamento do direito da população LGBTQIAP+ à cultura, à visibilidade e à ocupação da cidade", diz o comunicado. Os organizadores afirmam ainda que vão seguir cobrando o GDF sobre o desbloqueio da verba.
"A comunidade LGBTQIAP+ não pode pagar a conta de uma crise que não criou", afirma a publicação. Secretaria alega falta de capacidade operacional Em nota ao g1 (leia íntegra abaixo), a secretaria reconheceu o bloqueio da verba e disse que falta "capacidade operacional" para executar o valor. O subsecretário de Difusão e Diversidade Cultural, Leandro Oliveira, afirmou que é "inviável" o desbloqueio da verba na data prevista.
Diulio Garcia, um dos coordenadores da programação, explica que a equipe tenta seguir com os trâmites desde março, sem sucesso. "O recurso estava previsto, a programação está construída e a parada tem data. O que falta é o GDF liberar.
E, sem essa liberação, não é apenas a parada que fica ameaçada, mas toda uma agenda de cultura, cidadania, trabalho e direitos da população LGBTQIA+ do Distrito Federal”, declarou. Segundo Garcia, a parada de Taguatinga é realizada há 19 anos e já teve problemas com documentação, mas nunca com o financiamento já liberado. O bloqueio da verba afeta ainda outros eventos do tipo, como as paradas LGBTQIA+ de Ceilândia e do Paranoá e a Parada do Orgulho PcD.
Atinge, ainda, ações de acolhimento a essas populações. "Envolve toda uma estrutura. Banheiros químicos, brigadistas, seguranças, alimentação, hidratação, ambulância, trio", enumera Garcia.
O problema dos repasses ocorre em uma edição simbólica para o público. Em outubro do ano passado, a Parada de Taguatinga passou a integrar o calendário oficial de eventos do DF.
O que diz o governo Confira a íntegra da nota divulgada pela Secretaria de Cultura nesta segunda: A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal pauta sua atuação pelo estrito respeito às normas vigentes, aos princípios da Administração Pública e, sobretudo, pela responsabilidade na execução das políticas culturais.
Ao longo de 2026, a Pasta executou importantes ações e parcerias, entre elas o Brasília Orgulho 2026 e, na sequência, o Patrimônio Brincante, circunstância que, diante da concentração temporal das iniciativas, inviabilizou a execução do Orgulho Taguá na data definida por seus organizadores. Considerando, ainda, a impossibilidade de prorrogação ou alteração dessa data, restou inviabilizada a formalização e execução da parceria por meio de Termo de Fomento.
A legislação que rege o MROSC é clara ao exigir da Administração a observância de sua capacidade operacional para análise técnica, acompanhamento e gestão das parcerias, justamente para assegurar uma execução responsável, eficiente e segura, evitando a assunção de obrigações em volume incompatível com a estrutura administrativa disponível e prevenindo eventuais falhas ou prejuízos à regular execução dos projetos. Existem dezenas de emendas desbloqueadas.
Contudo, a capacidade operacional da Secretaria a obriga a estabelecer uma sequência de análise na qual respeite uma quantidade humanamente razoável. E, ainda assim, a SECEC é a campeã dos últimos anos em quantidade de termos executados no GDF, conforme transparência da Plataforma MROSC 27ª Parada LGBTQIAPN+ reúne público na Esplanada dos Ministérios, em Brasília Falta de repasses para a cultura Além do evento em Taguatinga, Brasília enfrenta uma série de polêmicas relacionadas a iniciativas culturais.
Em agosto, a 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro esteve ameaçada por falta de verbas. Na ocasião, a equipe do evento trabalhava sem receber desde março. O Cine Brasília, maior cinema de rua do país e palco do Festival, também esteve sob risco de fechar as portas.
A crise derivada das transações entre BRB e Banco Master também impactou o Fundo de Apoio à Cultura (FAC). O DF chegou a suspender o edital em agosto por falta de verba para a banca que examinaria os projetos. A Secretaria anunciou a retomada do processo e anunciou outro edital.
De acordo com o Diário Oficial, o recurso — cerca de R$ 1 milhão — foi obtido após "alterações orçamentárias realizadas no Quadro de Detalhamento de Despesas do Fundo de Apoio à Cultura". Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.



