Ministério Público do Tocantins Ronaldo Mitt/MPE-TO O Ministério Público do Tocantins (MPTO) denunciou 25 pessoas investigadas na Operação Falsum Imperium por suspeita de envolvimento em um esquema de fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 10 milhões. A denúncia foi apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça de Araguatins.

Segundo o MPTO, o grupo criava páginas e anúncios falsos que imitavam sites e serviços de empresas conhecidas para atrair consumidores interessados principalmente em passagens aéreas e rodoviárias, pacotes turísticos e outros produtos. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Os nomes dos investigados não foram divulgados e o g1 não conseguiu contato.

Anúncios falsos nas redes sociais De acordo com a investigação, as campanhas fraudulentas chegaram a alcançar mais de três milhões de usuários nas redes sociais. Foram identificadas 1.310 transações relacionadas ao pagamento de publicidade digital, que somaram R$ 55,8 mil. A estratégia, segundo o MPTO, era impulsionar as ofertas falsas e direcionar as vítimas para páginas de pagamento ou canais que simulavam o atendimento das empresas, inclusive pelo WhatsApp Business.

Os pagamentos eram feitos principalmente por Pix e boletos e enviados para contas utilizadas pelo grupo. VEJA TAMBÉM Jornalista é agredido por pastor dentro da Câmara de Vereadores de Palmas; VÍDEO Inscrições para a Supermaratona 2026 estão abertas; veja como participar Rick, da dupla com Renner, morre em queda de helicóptero em SC; relembre a trajetória do cantor Agora no g1 Quatro núcleos O MPTO afirma que o esquema funcionava de forma organizada e com divisão de tarefas.

A denúncia aponta quatro núcleos: comando; recrutamento e gestão de contas; movimentação e triangulação financeira; e núcleo familiar e de blindagem patrimonial. Ainda conforme a investigação, terceiros eram recrutados para fornecer documentos e dados pessoais utilizados na abertura de empresas e contas digitais. Depois de receber os valores dos golpes, o grupo teria utilizado diferentes contas, transferências e operações financeiras para dificultar o rastreamento do dinheiro.

Parte dos recursos teria sido convertida em criptoativos. Outra parcela teria sido incorporada a atividades comerciais ou utilizada na compra de veículos e imóveis. Movimentações financeiras A apuração identificou movimentações consideradas atípicas em diferentes contas.

Entre elas, estão mais de R$ 4,4 milhões movimentados por uma empresa comercial, R$ 2,37 milhões em uma conta ligada a um policial penal e R$ 732 mil relacionados a um técnico em enfermagem. Os 25 denunciados respondem, conforme a participação atribuída a cada um, por crimes relacionados à organização criminosa, estelionato qualificado por fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.

A denúncia individualiza as condutas atribuídas aos investigados e os organiza de acordo com as funções que teriam desempenhado no esquema. O Ministério Público também pediu à Justiça a prisão preventiva de investigados, a perda de bens relacionados aos crimes e a perda alargada de patrimônio, com o objetivo de recuperar valores apontados como provenientes das atividades ilícitas. Em relação aos servidores públicos denunciados, o MPTO também requereu a perda dos cargos em caso de condenação.

As acusações ainda serão analisadas pela Justiça. A denúncia do Ministério Público não significa condenação, e os denunciados terão direito à defesa e ao contraditório. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Mari Silva é integrante do programa de estágio entre a Rede Anhanguera e Universidade Federal do Tocantins (UFT), sob supervisão de Patricio Reis.