Juliana Brizola (PDT) Reprodução/RBS TV A candidata do PDT ao governo do Rio Grande do Sul, Juliana Brizola, afirmou nesta quinta-feira (17), em entrevista ao Jornal do Almoço, da RBS TV, que pretende ampliar gradualmente a oferta de escolas de tempo integral no estado. Segundo Juliana, o modelo deve manter os estudantes por pelo menos sete horas na escola e oferecer, além das disciplinas regulares, atividades esportivas e culturais, atendimento odontológico e quatro refeições diárias.
📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp "A escola de tempo integral que eu defendo não é um depósito de crianças para passar lá o tempo para os pais poderem trabalhar. Ela é uma escola realmente para formar um cidadão", afirmou. Juliana também falou sobre a dívida do Rio Grande do Sul com a União, concessões e privatizações, financiamento de hospitais, prorrogação do Funrigs e criação de um fundo constitucional para a Região Sul, além de prevenção a enchentes e ao feminicídio.
A entrevista teve duração de 25 minutos. Agora no g1 Juliana Brizola tem 51 anos. Natural de Porto Alegre, é advogada.
Neta do ex-governador Leonel Brizola, foi eleita vereadora da capital gaúcha em 2008. Na Assembleia Legislativa, foi eleita para três mandatos consecutivos. Em 2020 e 2024, candidatou-se à prefeitura de Porto Alegre.
Também foi candidata a deputada federal em 2022. A entrevista integra a série do Jornal do Almoço com os candidatos ao governo do Rio Grande do Sul nas eleições de 2026. Os candidatos de partidos, coligações e federações que possuem pelo menos cinco representantes no Congresso Federal participam ao vivo.
Os demais são entrevistados em reportagens gravadas. A ordem das entrevistas foi definida em sorteio na presença de representantes dos partidos. Veja o calendário: 14 de setembro: Luciano Zucco (PL), ao vivo; 15 de setembro: Gabriel Souza (MDB), ao vivo; 16 de setembro: Marcelo Maranata (PSDB), ao vivo; 17 de setembro: Juliana Brizola (PDT), ao vivo; 18 de setembro*: entrevistas gravadas com Rejane de Oliveira (PSTU), Cesar Pontes (PCO) e Priscila Voigt (UP).
*A ordem será definida por sorteio. Cada candidato terá 1 minuto e 30 segundos. Escola de tempo integral Juliana defendeu a ampliação gradual das escolas de tempo integral no Rio Grande do Sul.
A candidata afirmou que o modelo deve ir além do aumento da carga horária e oferecer uma estrutura mais ampla aos estudantes. Segundo ela, as escolas devem contar com professores com carga horária de 40 horas, reforço escolar, esporte, cultura, atendimento médico e odontológico e quatro refeições diárias. "Não é só a escola de tempo integral que eu defendo, não é só a carga horária.
É professor 40 horas, é cultura, é esporte, é reforço, é dentista, é médico e quatro refeições diárias", afirmou. Questionada sobre quantos estudantes pretende atender, Juliana citou uma lei que previa alcançar 50% das matrículas em um prazo de 10 anos. Juliana afirmou que a implantação seria gradual e financiada inicialmente pelo orçamento estadual.
A candidata também defendeu concursos públicos e uma carreira mais atrativa para os professores. Dívida e contas estaduais Juliana afirmou que pretende pedir a prorrogação do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) por até três anos e aderir ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Segundo a candidata, as medidas dariam fôlego às contas estaduais e permitiriam manter no Rio Grande do Sul recursos para educação, saúde e infraestrutura.
"Nós vamos prorrogar o Funrigs por até três anos, para nos dar um fôlego. Nós vamos também assinar o Propag", afirmou. Juliana criticou o modelo fiscal adotado pelo estado nos últimos 12 anos.
Ela citou aumentos de impostos, privatizações e mudanças nas carreiras dos servidores e afirmou que essas medidas não impediram a previsão de déficit. A candidata também defendeu a articulação para criar um fundo constitucional destinado à Região Sul. Segundo Juliana, o mecanismo seria composto por recursos provenientes de impostos e ofereceria financiamento para projetos regionais.
Juliana afirmou que não é contrária às concessões nem às privatizações, mas defendeu que os processos resultem em serviços melhores e tarifas consideradas justas. Obras contra enchentes Juliana defendeu a criação de protocolos de contingência claros para orientar a população durante episódios de chuva intensa. Segundo a candidata, os avisos precisam informar se os moradores devem permanecer em casa ou deixar as áreas ameaçadas.
A candidata reconheceu que obras estruturantes, como diques, demandam tempo. Juliana criticou, porém, a demora na elaboração dos projetos necessários para liberar os recursos. "A gente precisa de um protocolo claro para a população, de uma orientação clara e que os alertas também sejam confiáveis", afirmou.
"Eu sei que demora para construir um dique, é uma obra imensa. Agora, o projeto levar dois anos, é muita morosidade. Precisamos de agilidade", disse.
Questionada sobre qual obra considera prioritária, Juliana citou a proteção de Eldorado do Sul. Segundo ela, os diques devem ser reconstruídos considerando a possibilidade de eventos climáticos mais intensos. Combate aos feminicídios Juliana afirmou que pretende coordenar, a partir do gabinete da governadora, as ações de combate aos feminicídios.
A candidata disse que a Secretaria da Mulher seria mantida para cuidar de outras políticas destinadas às mulheres. Entre as propostas, Juliana defendeu ampliar as Patrulhas Maria da Penha, dobrar o efetivo das delegacias especializadas e criar as chamadas casas da mulher gaúcha, com atendimento integrado. A candidata também propôs um sistema de classificação e acompanhamento das vítimas conforme o nível de risco.
Segundo ela, as mulheres responderiam a perguntas sobre fatores como presença de arma de fogo e ocorrência de violência física ou psicológica. Questionada sobre a existência de um questionário no atendimento atual, Juliana afirmou que o instrumento é utilizado para a concessão de medidas protetivas, mas não para o acompanhamento posterior das mulheres. "A partir disso, essa avaliação vai dizer: é baixo risco, é médio risco, é alto risco.
E o monitoramento do estado vai ser conforme o risco", afirmou. "Não basta dar a medida protetiva. Esse sistema funciona muito, mas ele é só na concessão da medida protetiva e não depois.
E eu acredito que a gente precisa monitorar, é dever do Estado proteger", disse. Juliana também defendeu o monitoramento dos agressores com tornozeleiras eletrônicas. A candidata afirmou que o poder público precisa acompanhar tanto o autor da ameaça quanto a mulher em situação de risco.
Filas na saúde Juliana propôs a realização de mutirões e a abertura de um terceiro turno nos hospitais para reduzir as filas por consultas, exames e cirurgias. A ideia seria utilizar também o período da noite para ampliar os atendimentos. A candidata citou ainda o Pró-Hospitais, projeto que, segundo ela, permite às empresas destinar até 5% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) a Santas Casas e hospitais filantrópicos.
Juliana afirmou que a iniciativa poderia destinar quase R$ 1 bilhão às instituições. A candidata também defendeu que o estado volte a cumprir o percentual mínimo constitucional de investimentos na saúde. "Vamos fazer mutirões para zerar essa fila e vamos também abrir o terceiro turno nos hospitais, para que a gente possa realizar consultas, exames e cirurgias também no turno da noite", afirmou.
"O meu combate é direto à fila. Todo o dinheiro que entrar para a saúde vai ser diretamente para o combate à fila", disse. Juliana também propôs ampliar a regionalização da saúde para reduzir a concentração dos atendimentos de média e alta complexidade na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Segundo a candidata, a distribuição dos serviços evitaria o deslocamento de pacientes do interior e reduziria a lotação das instituições da capital e de municípios vizinhos. VÍDEOS: Tudo sobre o RS



