Príncipe 'furioso' e residência privada: o que se sabe sobre a volta de Harry e Meghan A família real do Reino Unido reiterou nesta semana que o príncipe Harry e sua esposa, Meghan Markle, continuam sendo membros não atuantes da realeza britânica. O casal afirmou nesta terça-feira (8) estar "surpreso" com o anúncio, o que expôs as tensões em meio a seu retorno ao país.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A carta, enviada na segunda-feira (7) em nome do rei Charles III a autoridades governamentais e militares de alto escalão, reiterou que Harry e Meghan continuariam a não utilizar seus títulos reais formais, como Sua Alteza Real, como fazem desde que se afastaram das funções oficiais da realeza, em 2020.
Ainda segundo o documento, qualquer trabalho beneficente realizado pelo casal será feito em caráter privado, e decisões sobre segurança operacional caberão às respectivas forças policiais. O comunicado do Palácio de Buckingham foi publicado também "para ajudar a evitar dúvidas ou confusão" neste momento, afirmou o lorde camareiro, Richard Benyon, autoridade não-real de mais alto escalão da realeza britânica.
Harry e Meghan voltaram a morar no Reino Unido em agosto, em um movimento de grande repercussão e que gerou surpresa ao redor do mundo, além de reações de autoridades dos Estados Unidos —onde eles moravam— e europeias e também da família real britânica. Príncipe Harry fala em uma mesa-redonda sobre apoio a veteranos, na quarta-feira, 19 de agosto de 2026, em Washington.
Alex Brandon/AP O casal, no entanto, afirmou nesta terça que foi pego de surpresa pelo comunicado do Palácio de Buckingham, em parte porque eles tiveram pouco tempo para analisar ou comentar seu conteúdo, segundo uma pessoa familiarizada com as discussões ouvida pela agência de notícias Associated Press. Os representantes do casal receberam uma cópia da carta apenas uma hora e 12 minutos antes de ela ser enviada aos veículos de comunicação, disse a fonte à AP.
Isso deixou pouco tempo para que eles reagissem, até porque não conseguiram falar com Harry por ele estar em uma reunião que acabou apenas dois minutos antes da divulgação do documento. A reação do casal à carta real, que confirma que seu status permanece inalterado, evidencia as tensões em torno de seu retorno ao Reino Unido.
Alguns observadores do palácio manifestaram preocupação de que a presença de Harry e Meghan no país possa permitir que eles estabeleçam uma espécie de corte real paralela, que competiria com os membros da família real que exercem funções oficiais. Harry e Meghan se afastaram das funções reais em 2020, quando se mudaram para os EUA para construir privada uma vida longe da realeza, onde firmaram acordos lucrativos com a Netflix e o Spotify.
Na época, a rainha Elizabeth II deixou claro que o casal não poderia ser membro da realeza apenas de forma parcial e, por isso, teria que abrir mão de suas funções reais. Charles III reiterou essa posição após se tornar rei, em 2022. A questão da segurança é particularmente delicada porque Harry trava há anos uma batalha com o governo britânico para recuperar a proteção policial custeada pelo Estado, que foi retirada quando o casal abriu mão de suas funções reais.
Qualquer decisão sobre a possibilidade de restabelecer a proteção policial 24 horas por dia para o casal cabe a um painel do governo conhecido como RAVEC, sigla em inglês para Comitê Executivo Real e de VIPs. O comitê deve se reunir nesta semana, segundo a pessoa familiarizada com as discussões.
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