Membros do grupo terrorista Houthi posam com destroços de jato F-15 saudita derrubado em 16 de setembro de 2026. Divulgação/Houthis Os Houthis afirmaram nesta quarta-feira (16) que abateram um jato de guerra da Arábia Saudita e divulgaram fotos dos destroços da aeronave. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O grupo do Iêmen afirmou que derrubou um F-15 da Força Aérea saudita que sobrevoava a cidade de Marib e realizava o que chamou de "operação hostil".
Membros do grupo terrorista posaram com os destroços do caça em fotos divulgadas em seus canais oficiais. (Veja no destaque e também abaixo) A Arábia Saudita não havia se pronunciado sobre o assunto até a última atualização desta reportagem. Membros do grupo terrorista Houthi posam com destroços de jato F-15 saudita derrubado em 16 de setembro de 2026.
Divulgação/Houthis Destroços de jato F-15 saudita derrubado pelo grupo terrorista Houthi em 16 de setembro de 2026. Divulgação/Houthis O porta-voz houthi Yahya Saree disse também que a Arábia Saudita realizou novos ataques aéreos contra posições do grupo no território iemenita, e que os sauditas já fizeram 450 bombardeios nesta semana.
Horas depois, os Houthis afirmaram que realizaram novos bombardeios contra a Arábia Saudita, que tiveram como alvo uma refinaria de petróleo na cidade portuária de Yanbu e uma base aérea no sul do país. Agora no g1 Ataque a Meca A Arábia Saudita acusou nesta quarta-feira o grupo terrorista iemenita de atacar a cidade sagrada de Meca no dia anterior e disse que o incidente "cruzou a linha vermelha".
"Este ataque covarde contra a Cidade Santa é uma repetição das práticas da milícia terrorista Houthi de atacar e violar os sentimentos sagrados e provocar os muçulmanos em todas as partes do mundo", afirmou o governo saudita em comunicado. Riade afirmou que abateu um drone que voava em direção à cidade, que é considerada a mais sagrada do islamismo, e prometeu resposta. Os Houthis negaram ter lançado um ataque contra Meca e afirmaram que "não atacam locais sagrados".
Ainda na terça, o país havia emitido um alerta de perigo à população da cidade sagrada em meio a um ataque aéreo houthi no território saudita. O alerta, no entanto, foi retirado minutos depois. Centenas de milhares de peregrinos realizam orações de sexta-feira na grande mesquita de Meca, Arábia Saudita, sexta-feira, 14 de janeiro de 2005.
Reprodução AP Photo/Amr Nabil Esta foi a primeira vez que acusações sobre um ataque contra Meca surgiram desde início da escalada nos combates entre a Arábia Saudita e os Houthis —que por sua vez foi deflagrada pela guerra do Oriente Médio entre Estados Unidos e Irã. Essa escalada inclui avanços territoriais dos Houthis pelo Iêmen, em que o grupo se aproximou de controlar o Estreito de Bab el-Mandeb, que dá acesso ao Mar Vermelho. Leia mais abaixo.
Um sinal de que os combates expandidos entre Houthis e Arábia Saudita representa uma piora do panorama de segurança do Oriente Médio foi os Estados Unidos endurecerem o alerta de viagem para o país árabe, em que proibiu funcionários do governo de viajar para áreas situadas a menos de 30 km da fronteira com o Iêmen. Ofensiva dos Houthis Navio navega no Estreito de Bab el-Mandeb em abril de 2026.
Reuters Os avanços dos Houthis nos últimos dias, incluindo a tomada de diversas cidades-chave na costa do Iêmen e a ilha de Perim, no Estreito de Bab el-Mandeb, que dá acesso ao mar Vermelho, aumentaram a pressão sobre a Arábia Saudita. O país teve suas exportações de petróleo afetadas nas últimas semanas por conta de um bloqueio marítimo houthi e por um bombardeio de drone vindo do Iraque que interrompeu a operação o oleoduto leste-oeste, o principal do país.
Riade atribuiu o ataque ao oleoduto a milícias apoiadas pelo Irã no Iraque. Na atual conjuntura, os Houthis estão próximos de controlar Bab el-Mandeb, segundo a agência de notícias Reuters. O Catar afirmou na terça que isso seria "catastrófico".
Em resposta à ofensiva dos Houthis, as Forças Aéreas saudita e iemenita intensificaram os bombardeios contra alvos do grupo, inclusive nas proximidades do histórico porto de Moca, no mar Vermelho. Mas o grupo terrorista manteve o controle efetivo de quase toda a costa oeste do país ao longo do mar Vermelho, segundo autoridades do governo iemenita reconhecido internacionalmente.



