Caçapava: comissão que investiga Yan Lopes ouve testemunhas O prefeito de Caçapava, Yan Lopes (Podemos), não compareceu nesta quinta-feira (24) ao depoimento marcado pela Comissão Processante da Câmara, que investiga o uso de R$ 2,1 milhões do Fundo Municipal de Transporte e Trânsito para subsidiar a tarifa de ônibus na cidade. A denúncia diz que o uso da verba para essa finalidade é ilegal, com base em uma regra do Código de Trânsito Brasileiro. O prefeito nega irregularidade, dolo ou má-fé - leia mais abaixo.
A oitiva de Yan estava agendada para a tarde desta quinta. Assim como os demais convocados, o prefeito não é obrigado a participar do depoimento. Os depoimentos foram realizados entre quarta (23) e quinta-feira (24) e 12 das 20 testemunhas chamadas não compareceram para prestar os esclarecimentos.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Além dos depoimentos, a Comissão Processante analisa documentos solicitados a secretarias municipais e à empresa Cidade Natureza. O material e os depoimentos serão parte da elaboração do relatório final da investigação.
Em nota, a Prefeitura de Caçapava informou que, "neste momento, o prefeito Yan Lopes não irá se manifestar sobre os trabalhos da Comissão Processante em andamento na Câmara Municipal." A nota diz ainda que "o prefeito acompanha o processo e respeita o regular andamento dos trabalhos, bem como os procedimentos previstos na legislação. Eventuais manifestações serão realizadas oportunamente, caso sejam necessárias". Prefeito de Caçapava, Yan Lopes (Podemos), em entrevista à Rede Vanguarda.
Reprodução/Rede Vanguarda Investigação A Comissão Processante foi aberta em 11 de agosto, após a Câmara aprovar por unanimidade o recebimento de uma denúncia contra o prefeito. A denúncia aponta supostas irregularidades na utilização de cerca de R$ 2,1 milhões do Fundo Municipal de Transporte e Trânsito. A denúncia diz que os recursos foram utilizados de forma irregular para o pagamento de subsídios da tarifa de ônibus.
Ela se baseia em uma regra prevista no Código de Trânsito Brasileiro. A Prefeitura de Caçapava nega irregularidades e afirma que o dinheiro foi utilizado no transporte público, com respaldo técnico e jurídico. Em sua defesa, apresentada à comissão em agosto, Yan Lopes negou irregularidades e afirmou que os recursos foram aplicados no transporte.
O prefeito também disse que a defesa apresentou leis, jurisprudências e documentos para justificar a utilização dos valores. A Comissão Processante é presidida pela vereadora Fran Miranda (PL) e formada também pelos vereadores Dani Galdino (Republicanos) e Pablo Fernandes (DC). O prazo máximo para conclusão do processo é de 90 dias, com término previsto para 11 de novembro.
Ao final da investigação, a comissão vai apresentar um relatório. Com base nesse documento, os vereadores vão decidir, em votação, se o prefeito deve ou não perder o mandato. Yan Lopes (Podemos) concedeu entrevista à TV Vanguarda nesta quarta-feira.
Reprodução/Rede Vanguarda Entrevista à Vanguarda Em entrevista à TV Vanguarda no mês de agosto, o prefeito afirmou que a defesa apresentada cita leis, jurisprudências e julgados anteriores. Ele também disse que foram indicadas testemunhas que poderiam contribuir para esclarecer os fatos. "A defesa cita várias leis e jurisprudências e julgados anteriores.
Nós arrolamos testemunhas que vão poder falar mais sobre isso, o processo tem um rol de documentos que precisam ser analisados. É o que a gente já apresentou, os balancetes, a lei municipal que autoriza o uso desses subsídios. A gente segue muito tranquilo e está à disposição da Comissão", afirmou Yan.
O prefeito também declarou que não teme uma eventual cassação. "Sigo muito tranquilo. Eu faço tudo certinho, nós aplicamos o recurso do Fundo de Transporte no transporte, renovamos a frota municipal não permitindo que a passagem aumentasse.
Não temo minha cassação e estou à disposição da Câmara Municipal e toda a população de Caçapava", disse. Prefeito Yan Lopes (Podemos) não compareceu à oitiva na Câmara de Caçapava nesta quinta-feira. Bruna Capasciutti/Rede Vanguarda Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina



