Funcionários do cemitério de Esteio são suspeito de fraude A Polícia Civil indiciou três pessoas, sendo duas delas servidoras da prefeitura de Esteio, na Grande Porto Alegre, em investigação sobre um suposto esquema de cobranças irregulares e realização de serviços particulares no Cemitério Municipal da cidade. O caso foi revelado pelo Jornal do Almoço, da RBS TV, em maio de 2025.
Anexada ao inquérito, a reportagem mostrou registros de pagamentos feitos diretamente a servidores, suspeitas de desvio de valores e cobranças por reformas em sepulturas com suspeita utilização de materiais desviados da secretaria de Obras do município. Relembre o caso na reportagem acima. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O relatório final foi assinado pelo delegado Augusto Zenon de Moura Rocha, da 1ª Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública Municipal (Dercap).
O ex-coordenador do cemitério, Taiguara Almeida da Cunha, e os sepultadores Adilson Silva da Silva e Deives Roberto Soares Teixeira Bottino foram indiciados por peculato e associação criminosa. Taiguara, que foi exonerado após processo administrativo, também foi indiciado por falsidade ideológica. A Polícia Civil afirma que Taiguara teria recebido diretamente valores pagos por usuários, sem que os recursos fossem arrecadados aos cofres da prefeitura.
Em alguns casos, familiares constataram a existência de débitos ainda registrados junto ao município, mesmo tendo quitado as taxas. Cobranças a familiares de mortos Foi o que aconteceu com a professora Daiana dos Santos Chaves, que, após perder a mãe em julho de 2024, relata recebido uma cobrança de R$ 750 em taxas, que pagou via PIX, no momento do sepultamento. “Nos disseram que, se não pagássemos, não fariam o enterro.
Tivemos que nos virar na hora. Só depois descobrimos que pagamos para uma conta que nem era da prefeitura”, disse a professora, que perdeu tudo na enchente de 2024. A situação só foi percebida quando a prefeitura voltou a cobrar a taxa oficial — que nunca havia sido registrada como paga.
Para o delegado Augusto Zenon de Moura Rocha, os elementos reunidos indicam que não se tratava de episódios isolados, mas de uma atuação coordenada. “Taiguara, Adilson e Deives mantinham vínculo associativo estável e permanente, com divisão de tarefas e finalidade comum de obtenção de vantagens econômicas.”, afirma o delegado no relatório. Além da demissão de Taiguara, a prefeitura aplicou pena de suspensão de 10 dias aos dois sepultadores.
Perguntada sobre as razões de a pena ser mais branda se comparada àquela aplicada ao ex-coordenador, alegou que foi definida a partir da “análise individualizada das condutas, das provas produzidas e dos demais elementos constantes no processo”. O g1 contatou Taiguara e a prefeitura de Esteio para manifestação a respeito dos indiciamentos, e aguarda retorno. Agora, remetido ao Judiciário, o caso chegará ao Ministério Público, que pode pedir mais investigações, oferecer denúncia ou arquivar.
Cemitério de Esteio Reprodução/RBS TV VÍDEOS: Tudo sobre o RS



