Rodovia Índio Tibiriçá, em Suzano Reprodução / TV Diário Cinco pessoas morreram em quatro acidentes de trânsito na Rodovia Índio Tibiriçá (SP-031), em Suzano, entre outubro de 2025 e setembro de 2026. No período, foram registrados 35 acidentes na via, segundo dados do Sistema de Informações Gerenciais de Sinistros de Trânsito (Infosiga). ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp Do total de acidentes, quatro tiveram mortes e outros 31 não registraram vítimas fatais.
Em um levantamento feito pelo g1 com base no indicador de gravidade dos acidentes (UPS), disponível no Infosiga, a Índio Tibiriçá aparece no topo do ranking entre as vias de Suzano. 🔎 O que é UPS? A Unidade Padrão de Severidade (UPS) é um indicador que considera a quantidade e a gravidade dos acidentes de trânsito.
O cálculo atribui pesos diferentes às ocorrências, dando maior importância àquelas com vítimas. Apesar dos números, houve uma redução dos acidentes e das mortes em relação aos 12 meses anteriores. Entre outubro de 2024 e setembro de 2025, a rodovia registrou 61 acidentes e sete mortes.
Na comparação, a quantidade de acidentes caiu 42,6%, enquanto o número de mortes diminuiu 28,6%. Na altura do Parque Samambaia, em Suzano, moradores que perderam familiares em acidentes na rodovia cobram mais fiscalização e medidas de segurança. Uma das principais reclamações é o desrespeito à sinalização por motoristas que fazem conversões proibidas.
Motoristas não respeitam a sinalização na rodovia Índio Tibiriçá Reprodução / TV Diário A TV Diário flagrou motoristas desrespeitando a sinalização. No local, uma placa permite a conversão para quem segue em direção a Palmeiras, mas proíbe a manobra para motoristas que trafegam no sentido de Suzano. Famílias de vítimas cobram medidas de segurança Filho de Maria Vitória morreu após acidente na SP-031 Reprodução / TV Diário Maria Vitória Dias da Silva perdeu o filho de 27 anos em um acidente na rodovia.
O jovem era engenheiro e, segundo a mãe, havia saído em um sábado para ir a Suzano quando sofreu o acidente no caminho de volta. Ela afirma que a família cobra a ampliação das muretas de proteção até a região do Nova América para impedir que motoristas façam conversões em locais proibidos. "Só Deus sabe o que eu tô passando com a perda do meu filho.
Era meu único filho homem, ele era meu braço direito e hoje eu vivo sem ele. É muito difícil, muito", contou Maria Vitória. Outra moradora que perdeu o filho na rodovia foi Maria das Graças Duarte.
Daniel morreu em um acidente no dia 9 de setembro de 2024, depois de sair de casa de moto para comprar arroz. Filho de Maria das Graças Duarte morreu em acidente na SP-031 Reprodução / TV Diário Segundo a mãe, ele havia acabado de voltar do trabalho quando decidiu sair novamente. Como demorou para retornar, ela pediu que outro filho fosse procurá-lo.
Antes disso, porém, Maria das Graças recebeu uma ligação de uma conhecida informando que havia ocorrido um acidente na Rodovia Índio Tibiriçá e que a vítima poderia ser Daniel. A confirmação da morte veio pouco depois, por telefone, quando um dos filhos foi até o local. "Mãe, o Daniel tá morto", relembrou Maria das Graças, ao contar o que ouviu do filho.
Carla Aparecida também perdeu um familiar em um acidente na estrada. O sogro morreu no dia 6 de outubro de 2024, na altura do quilômetro 64. Segundo ela, o homem havia saído de casa para se divertir e não voltou.
Na manhã seguinte, a família tentou encontrá-lo. Carla contou que o marido fez uma ligação e foi atendido por uma funerária, que informou sobre a morte. A família afirma que não havia sido avisada do acidente.
Sogro de Carla Aparecida morreu em acidente da rodovia Índio Tibiriçá Reprodução / TV Diário Moradores reclamam da falta de segurança em ponto de ônibus Além das conversões proibidas, moradores reclamam das condições de segurança para pedestres na altura do quilômetro 63, onde há um ponto de ônibus. Segundo os relatos, o local não conta com sinalização e estruturas de proteção adequadas, o que dificulta a travessia da rodovia para chegar ao ponto.
Ponto de ônibus na rodovia Índio Tibiriçá é de difícil acesso para moradores do bairro Parque Samambaia Reprodução / TV Diário "Não sinaliza, não tem uma mureta de proteção", afirmou Carla. Os moradores também apontam riscos para ciclistas e motociclistas que circulam pela região e pedem medidas para evitar novos acidentes.
Rodovia recebeu muretas e teve instalação de radares anunciada No início de 2026, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) anunciou a instalação de três radares na Rodovia Índio Tibiriçá, na altura dos quilômetros 56, 63 e 67,5. A velocidade máxima permitida varia entre 40 e 80 km/h, dependendo do trecho.
Placa de fiscalização eletrônica na rodovia Índio Tibiriçá, em Suzano Reprodução / TV Diário Segundo o DER, a escolha dos pontos levou em consideração o histórico de acidentes, os registros de excesso de velocidade e a existência de áreas de travessia de animais silvestres. Muretas de proteção também foram instaladas em alguns trechos da rodovia. No entanto, os moradores consideram as medidas insuficientes para impedir manobras irregulares.
Maria Vitória afirma que, mesmo com a sinalização, os motoristas continuam desrespeitando as regras de trânsito. "Eles sabem que tem a rotatória. Eles falaram, 'ah, tem que botar câmera'.
Eles não obedecem. Você mesma está vendo. A gente aqui, na hora que a gente tá aqui, presenciamos vários entrando ao contrário", relatou.
O que diz o DER O Departamento de Estradas de Rodagem (DER), responsável pela administração da Rodovia Índio Tibiriçá, informou que vai realizar um estudo técnico para avaliar a possibilidade de instalar uma faixa de pedestres na altura do quilômetro 63 da via. Segundo o órgão, foram feitas melhorias na sinalização entre os quilômetros 62 e 64, incluindo a instalação de placas de advertência e regulamentação, além de marcações no asfalto para incentivar os motoristas a reduzir a velocidade.
Em relação às conversões irregulares registradas na via municipal do Parque Samambaia, o DER informou que reforçou a sinalização de sentido proibido para evitar infrações de trânsito. Assista a mais notícias sobre o Alto Tietê



