Candidatos ao debate por Pernambuco g1 O debate promovido pelo g1 nesta quarta-feira (2) entre candidatos ao Senado por Pernambuco foi marcado por discussões sobre medidas de combate à violência contra a mulher, regras para emendas parlamentares e a relação entre o governo, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF).

Os candidatos também trocaram acusações e fizeram defesas principalmente nas discussões sobre os governos Lula (PT) e Raquel Lyra (PSD), o impeachment de Dilma Rousseff (PT) e os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Participaram do encontro Eduardo da Fonte (PP), Humberto Costa (PT), Marília Arraes (PDT), Mendonça Filho (PL), Paulo Rubem Santiado (Rede) e Túlio Gadêlha (PSD).

O debate foi transmitido ao vivo, do Recife, pelo site e pelos perfis do g1 no YouTube, Tiktok e Instagram. Foram convidados os candidatos de partidos e federações com representação mínima de cinco parlamentares no Congresso, ou que alcançaram ao menos 5% de intenções de voto na última pesquisa Quaest. Seis temas foram previamente definidos e comunicados às campanhas antes do debate.

A ordem dos assuntos foi sorteada antes do início do encontro, bem como a posição das cadeiras durante o encontro e a ordem das considerações finais. Os participantes tiveram 15 minutos de tempo de fala para administrar ao longo da discussão, com intervenções de até 1 minuto e 30 segundos por vez. Ao final, todos tiveram direito a um minuto para as considerações finais.

Confira o que falaram os candidatos sobre os temas estabelecidos: Responsabilidade fiscal Interiorização da saúde Violência contra a mulher Relação entre poderes Emendas parlamentares [Esta reportagem está em atualização] Primeiro tema: responsabilidade fiscal Candidatos ao Senado de Pernambuco respondem sobre responsabilidade fiscal Os candidatos ao Senado por Pernambuco discutiram responsabilidade fiscal, equilíbrio das contas públicas, impostos, juros e investimentos sociais durante o primeiro tema de debate.

A discussão teve divergências entre os candidatos sobre a forma de equilibrar as contas do governo e também troca de acusações entre representantes de campos políticos diferentes. Eduardo da Fonte foi o primeiro a falar. Ele afirmou que a responsabilidade fiscal é um tema fundamental e defendeu a organização das contas públicas.

Para exemplificar o impacto do tema na vida da população, citou os juros do cartão de crédito. Segundo ele, quando uma pessoa atrasa a fatura, pode pagar mais de 13% ao mês. O candidato defendeu ainda o fortalecimento da política e afirmou que o Senado Federal tem papel fundamental na discussão das contas públicas.

Disse que, se eleito, vai defender o ajuste fiscal para contribuir para a redução da taxa de juros e do impacto dela na vida das pessoas. Na sequência, Marília Arraes afirmou que responsabilidade fiscal não é sinônimo de gastar menos. Ela comparou a organização das contas públicas à administração do orçamento de uma casa.

A candidata disse que o presidente Lula (PT) tem como objetivo melhorar a situação financeira do país, e não simplesmente reduzir gastos. Marília criticou o que chamou de posição da direita de defender cortes de recursos destinados à população pobre e a investimentos sociais. Ela citou resultados que, segundo ela, ocorreram durante o governo Lula, como aumento do Produto Interno Bruto (PIB), redução do desemprego e da inflação, e afirmou que isso ocorreu sem cortes na área social.

Marília também destacou o papel do Senado na política econômica. Ela afirmou que cabe ao Senado escolher a diretoria do Banco Central, responsável pela definição da taxa Selic, e relacionou a taxa de juros a financiamentos, como o de imóveis. Segundo ela, um Senado com mais parlamentares que defendam a população mais pobre poderia influenciar essa escolha.

Paulo Rubem foi o terceiro candidato a falar. Ele questionou o próprio conceito de responsabilidade fiscal e afirmou que a expressão foi criada para dar nome a uma lei complementar de 2000. Ao criticar a legislação, chamou a responsabilidade fiscal de "papangu de Bezerros", dizendo que, por fora, ela aparenta ser uma coisa e, por dentro, outra.

Paulo Rubem afirmou que o artigo 9º da lei estabelece regras relacionadas à reserva de receita para o pagamento de juros da dívida pública. O candidato afirmou que, desde então, as finanças do país foram "sequestradas" pelo pagamento de juros da dívida pública. Ele citou um valor de R$ 1,1 trilhão em juros pagos no ano passado e comparou esse montante aos investimentos em educação e saúde.

Paulo Rubem disse que, se chegar ao Senado, pretende apresentar uma nova lei complementar para a gestão das finanças públicas, que chamou de "Lei de Responsabilidade para o Desenvolvimento". Segundo ele, a proposta teria como objetivo aumentar a arrecadação de quem tem mais recursos e direcionar o dinheiro para investimentos sociais, na economia e em infraestrutura. Em seguida, Humberto Costa afirmou que ele, o PT e Lula são defensores do equilíbrio fiscal.

Segundo o candidato, Lula afirmou que, durante os oito anos de sua primeira administração, registrou superávit primário em todos os anos e cumpriu as metas de equilíbrio fiscal, sem abrir mão de investimentos em políticas sociais. Humberto afirmou que foi durante o governo Lula que o Brasil solucionou uma "dívida externa gigantesca", fez empréstimos ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e ampliou as reservas cambiais. Também criticou os governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL).

O candidato defendeu que o equilíbrio fiscal não seja buscado às custas da população mais pobre. Para isso, propôs o fim de privilégios, como os que atribuiu ao Poder Judiciário, além da revisão de isenções fiscais concedidas a empresas e empresários que, segundo ele, deveriam pagar impostos. Túlio Gadêlha afirmou que Lula recebeu o Brasil com um déficit de aproximadamente R$ 117 bilhões e que o presidente ajustou as contas e tem entregue um país superavitário a cada ano, sem retirar direitos dos trabalhadores.

Em Pernambuco, Túlio citou a gestão da governadora Raquel Lyra (PSD). Segundo ele, a governadora retirou contratos e investimentos que considerou desnecessários, economizando R$ 2 bilhões para investir em obras estruturantes no estado. Ele citou obras em estradas, hospitais e creches e defendeu a união entre os governos Lula e Raquel Lyra para dar continuidade, segundo ele, a gestões que estão dando certo.

Mendonça Filho foi o último candidato da primeira rodada. Ele defendeu que a discussão sobre responsabilidade fiscal seja feita a partir da realidade dos cidadãos e dos efeitos do desequilíbrio entre receitas e despesas do governo no dia a dia. O candidato afirmou que o desequilíbrio fiscal provoca aumento da inflação e do custo de vida.

Também disse que o governo, ao gastar mais do que arrecada, contribui para o aumento da taxa de juros, que chega ao consumidor por meio de empréstimos, cheque especial e cartão de crédito. Mendonça afirmou que o governo "suga e retira dinheiro" de empresários, empreendedores e trabalhadores por meio do aumento da inflação dos alimentos e do custo dos juros. Na segunda rodada de intervenções, Marília Arraes voltou a criticar a posição da direita.

Ela afirmou que o objetivo desse campo político seria "cortar direitos dos trabalhadores para simular um equilíbrio das contas". A candidata defendeu a chamada justiça tributária e afirmou que o crescimento da economia pode ocorrer de baixo para cima, com aumento real do salário mínimo e redução do desemprego e da inflação. Segundo ela, com mais renda, a população consome mais e isso também aumenta a arrecadação.

Paulo Rubem reiterou a proposta de criar a "Lei de Responsabilidade para o Desenvolvimento". Segundo ele, o Brasil pratica há 26 anos uma política monetária e fiscal que "sequestra impostos da maioria da sociedade" e prejudica setores empresariais interessados em investir. Eduardo da Fonte, assim como Túlio Gadêlha, falou sobre a gestão de Raquel Lyra e citou o programa Mães de Pernambuco, que ofererce auxílio de R$ 300 para mulheres chefes de família em situação de vulnerabilidade.

Ele defendeu a criação de cursos profissionalizantes para as mulheres atendidas pelo programa, com o objetivo de ajudá-las a conquistar uma profissão e independência financeira. Mendonça Filho respondeu afirmando que o governo do PT gosta de aumentar impostos. Segundo ele, foram adotadas 137 medidas de aumento de impostos durante a atual gestão de Lula.

Ele também citou o déficit das empresas estatais e afirmou que os Correios acumulam mais de R$ 5 bilhões em déficit. O candidato voltou a defender o fim de privilégios nos Poderes Judiciário, Legislativo e Executivo e afirmou que Marília Arraes estaria "vivendo num mundo completamente distante da realidade do Brasil". No encerramento do bloco, Humberto Costa afirmou que o Congresso Nacional também tem responsabilidade pelo equilíbrio fiscal.

Ele questionou o tamanho da participação do Congresso no Orçamento da União e criticou as chamadas "pautas-bomba", que, segundo ele, são apoiadas pela extrema direita e podem criar problemas para as contas públicas. Humberto também acusou a extrema direita de ter "problema de memória" ao citar o pagamento de R$ 100 bilhões em precatórios. Ele afirmou que o grupo deu um "calote" em pessoas que tinham valores a receber.

O candidato também afirmou que recursos dos estados foram "confiscados" para reduzir o preço dos combustíveis e terminou dizendo que a tentativa de integrantes da extrema direita de se apresentarem como responsáveis pela política fiscal "não cola". Segundo tema: interiorização da saúde No segundo tema do debate, os candidatos ao Senado por Pernambuco discutiram a interiorização da saúde e apresentaram propostas para ampliar o atendimento fora da Região Metropolitana do Recife.

O tema também provocou troca de críticas entre os candidatos, principalmente sobre investimentos em hospitais, prevenção de doenças, formação de médicos e uso de medicamentos para emagrecimento. Eduardo da Fonte foi o primeiro a falar. Ele afirmou que a interiorização da saúde é uma das prioridades de sua atuação no Congresso Nacional e citou a abertura do Hospital do Câncer do Sertão do Araripe.

Segundo ele, a unidade terá estrutura para quimioterapia e está sendo construída uma área para oferecer radioterapia. O objetivo, afirmou, é evitar que moradores do Sertão precisem percorrer cerca de 800 quilômetros para realizar tratamento contra o câncer. O candidato também destacou a abertura de unidades voltadas ao atendimento de crianças e mães autistas em diferentes regiões de Pernambuco, incluindo o Sertão do Araripe, o Sertão do São Francisco, o Agreste, a Zona da Mata e a Região Metropolitana.

Eduardo da Fonte defendeu ainda a oferta de cirurgias cardíacas no Sertão e a instalação de equipamentos de última geração em hospitais que atendem exclusivamente pelo SUS. Como exemplo, citou um equipamento de radioterapia instalado no Hospital de Câncer de Pernambuco que, segundo ele, tem a mesma qualidade de um equipamento existente em um hospital particular de São Paulo.

Na sequência, Túlio Gadêlha elogiou a gestão da governadora Raquel Lyra (PSD) e afirmou que o estado zerou filas de alguns exames, incluindo tomografias e ressonâncias magnéticas, em dez regionais de saúde. Segundo ele, os resultados são fruto de investimentos do governo estadual e de uma parceria com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Túlio também destacou o programa Carreta da Mulher e afirmou que o governo estadual tem feito busca ativa de pacientes.

Segundo ele, quando uma mulher precisa de acompanhamento ou de exames adicionais, o estado procura a paciente e dá continuidade ao atendimento. O candidato afirmou ainda que vários hospitais de Pernambuco não tinham contratos de manutenção e que a gestão Raquel Lyra passou a fazer esses contratos. Ele citou reformas em unidades como o Hospital da Restauração, no Recife, e defendeu a construção de pontes entre os governos estadual e federal.

Segundo Túlio, "política não se resolve no grito". Eduardo da Fonte pediu novamente a palavra e afirmou que 19% das emendas parlamentares de seu mandato são destinadas à saúde pública. Ele voltou a citar o Hospital Infantil do Agreste e disse que trabalha para ampliar o atendimento da unidade, que atualmente atende crianças com câncer, para que passe a receber todas as crianças do Agreste.

O candidato também abordou a dependência de jogos e apostas esportivas e afirmou que pretende defender ações de saúde mental relacionadas ao vício em bets. Ele voltou a defender a ideia de levar o atendimento de saúde para perto das pessoas. Humberto Costa afirmou que a saúde é um tema central em sua trajetória política e lembrou que foi ministro da Saúde.

Ele citou a criação do Samu, da Farmácia Popular e do Brasil Sorridente, além da implantação da Hemobrás em Goiana, na Zona da Mata. O candidato afirmou que mais da metade de suas emendas parlamentares foi destinada à saúde e que enviou recursos para mais de 117 municípios pernambucanos. Entre as instituições citadas por ele estão o Hospital de Câncer, a Fundação Altino Ventura e o Imip.

Segundo Humberto, algumas dessas instituições estão ampliando a atuação no interior com apoio de suas emendas. Paulo Rubem criticou a forma como os candidatos vinham tratando o tema e afirmou que "parece que a gente não está compreendendo o que é o SUS". Ele defendeu que a política de saúde não seja concentrada apenas na construção ou ampliação de hospitais, mas também em ações de promoção da saúde e prevenção de doenças.

O candidato defendeu investimentos em reforma agrária, agroecologia, oferta de alimentos saudáveis e expansão das cozinhas comunitárias. Também propôs a ampliação de equipamentos esportivos e o fortalecimento da educação física nas escolas como forma de combater a obesidade e doenças cardiovasculares.

Paulo Rubem afirmou ainda que as crianças deveriam aprender desde cedo, nas escolas, sobre os efeitos dos alimentos sobre a saúde e criticou o que chamou de "invasão de uma indústria alimentícia" que estaria adoecendo crianças e jovens. Marília Arraes afirmou que um dos principais gargalos da saúde em Pernambuco é a concentração dos serviços de média e alta complexidade na Região Metropolitana do Recife.

Segundo ela, a situação sobrecarrega o sistema na capital e obriga moradores do interior a recorrer ao Tratamento Fora de Domicílio (TFD), com deslocamentos de 500, 600 e até 800 quilômetros. A candidata prometeu articular com o governo Lula ações para interiorizar o acesso à saúde e citou o programa Agora Tem Especialistas. Ela defendeu a requalificação dos hospitais regionais e a presença de mais médicos especialistas no interior.

Eduardo da Fonte rebateu Marília e afirmou que a interiorização já está acontecendo. Ele voltou a citar o Hospital do Câncer do Sertão do Araripe e disse que a unidade "já é uma realidade". O candidato também falou sobre um projeto que, segundo ele, tramita no Congresso para criar um prontuário eletrônico do SUS.

A proposta permitiria, de acordo com Eduardo, que o histórico de saúde de um paciente pudesse ser acessado em diferentes unidades da rede pública. Ele citou ainda o projeto Enfermeiro Navegador, que, segundo ele, já está sendo implementado no Hospital Oswaldo Cruz. A iniciativa, afirmou, acompanha pacientes com câncer durante a realização de exames e procedimentos.

Mendonça Filho afirmou ter um histórico de atuação nas áreas de saúde e educação. Ele citou a entrega do Procape, hospital especializado em doenças cardíacas, durante o período em que governou Pernambuco, em 2006. Também lembrou sua passagem pelo Ministério da Educação, durante o governo Michel Temer, e citou investimentos no Hospital das Clínicas da UFPE e na Policlínica da Univasf, em Petrolina.

Como deputado federal, disse ter destinado recursos para instituições como o Imip e o Hospital de Câncer. Mendonça defendeu a descentralização da rede de saúde e citou a necessidade de ampliar serviços como hemodiálise e tratamento contra o câncer no interior. Ele também defendeu apoio a unidades de saúde em Bezerros e Belo Jardim, além de um programa de cirurgias eletivas.

Humberto Costa voltou a falar e afirmou que pretende trabalhar com qualquer governador que seja eleito, embora tenha declarado apoio à candidatura de João Campos (PSB). Ele citou parcerias com a atual gestão estadual e voltou a defender sua atuação no combate à pandemia de Covid-19. Na sequência, Humberto criticou governos anteriores pela posição em relação ao programa Mais Médicos.

Em uma referência a Mendonça Filho, afirmou que o governo Michel Temer recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar derrubar o programa. "E agora diz que tem compromisso com a saúde", afirmou. Túlio Gadêlha pediu a palavra e defendeu a importância de discutir também o que está sendo feito atualmente.

Ele citou o programa de cozinhas comunitárias e solidárias do governo Raquel Lyra e afirmou que a ideia foi levada por ele à governadora. Segundo Túlio, atualmente são entregues mais de 70 mil refeições para pessoas em situação de fome. Ele também afirmou que o programa contribuiu para uma redução de 29% nas internações por desnutrição no primeiro ano da gestão estadual.

Marília Arraes voltou a falar e destacou a saúde da mulher. Ela afirmou que existem quase 13 milhões de mulheres na menopausa no Brasil e defendeu que o SUS ofereça apoio e tratamento para os sintomas desse período. A candidata lembrou ainda que é autora da lei que criou a distribuição de absorventes pelo poder público e afirmou que a medida foi regulamentada durante o governo Lula.

Marília também defendeu a oferta de medicamentos para emagrecimento pelo SUS, por meio da Farmácia Popular. Ao falar sobre as chamadas "canetas emagrecedoras", citou o Mounjaro e afirmou que pessoas com dinheiro já têm acesso ao medicamento para emagrecer e cuidar da saúde. Segundo ela, a oferta pelo SUS poderia reduzir despesas futuras do poder público com problemas relacionados à obesidade.

Eduardo da Fonte voltou a destacar equipamentos de radioterapia instalados no Hospital de Câncer do Recife. Segundo ele, um dos equipamentos pode reduzir o número de sessões de radioterapia de 13 para até cinco, dependendo do caso. Ele afirmou ainda que o Ministério da Saúde anunciou outros quatro equipamentos semelhantes para hospitais que atendem pacientes do SUS em Pernambuco, incluindo o Imip, o Hospital Português e o Hospital Oswaldo Cruz.

Paulo Rubem criticou novamente o rumo da discussão e afirmou que o debate parecia uma "competição para ver quem leva mais hospitais para o interior". Ele defendeu que a política de saúde seja regionalizada e hierarquizada e voltou a cobrar investimentos em prevenção. O candidato citou a epidemia de Zika vírus e os casos de microcefalia registrados no estado.

Segundo ele, problemas de saneamento básico e abastecimento de água também devem ser tratados como questões de saúde pública. Mendonça Filho defendeu a descentralização da rede hospitalar e afirmou que, se eleito senador, pretende trabalhar por uma política de saúde integrada com o governo estadual. Ele também respondeu à crítica de Humberto Costa sobre o Mais Médicos.

Mendonça afirmou que prefere defender a abertura de cursos de medicina no estado para formar médicos brasileiros. Citou cursos em Arcoverde, Goiana, Jaboatão e no Araripe e criticou a presença de médicos cubanos no programa. Eduardo da Fonte voltou a defender a ampliação de cursos de medicina no interior.

Ele também questionou o alto custo das mensalidades dos cursos particulares e afirmou que pretende discutir o tema no Senado. Humberto Costa respondeu que prevenção e atenção básica são importantes, mas que o principal gargalo atualmente está no atendimento especializado. Ele defendeu o programa Agora Tem Especialistas, com atuação em áreas como câncer, cardiologia e endocrinologia.

Humberto também voltou a defender o Mais Médicos e afirmou que o programa foi criado porque não havia profissionais brasileiros dispostos a atender em determinadas localidades mais distantes. No encerramento do tema, Paulo Rubem voltou a criticar Mendonça Filho. Ao mencionar a passagem do adversário pelo Ministério da Educação, afirmou que ele chegou ao cargo "através de um golpe" e criticou a abertura de faculdades privadas de medicina.

Paulo Rubem também atacou a proposta de Marília Arraes de distribuir medicamentos para emagrecimento pelo SUS. Para ele, oferecer as chamadas "canetas emagrecedoras" seria "ceder à tentação do mercado para cuidar da saúde das pessoas". O candidato voltou a defender prevenção, educação em saúde, orientação nutricional e atividade física.

Terceiro tema: violência contra a mulher No terceiro bloco, os candidatos ao Senado por Pernambuco discutiram a violência contra a mulher. Entre os pontos mencionados estão críticas aos orçamentos destinados ao enfrentamento do problema, sugestões de ações de educação e prevenção e propostas de punições mais rígidas para agressores e feminicidas. Humberto Costa (PT) foi o primeiro a falar sobre o tema e elogiou a criação do Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, lançado pelo presidente Lula.

Segundo o candidato, é preciso enfrentar a violência contra as mulheres por meio de ações preventivas, assistência social, atendimento de saúde e apoio psicológico e financeiro às vítimas. Humberto também citou um projeto de lei apresentado por ele e aprovado no Senado, que está em análise na Câmara dos Deputados e prevê um benefício durante seis meses para mulheres vítimas de violência, para que possam reorganizar a vida e reconstruir sua independência. Mendonça Filho (PL) foi o segundo a responder.

O candidato lembrou que foi relator da PEC da Segurança na Câmara dos Deputados e afirmou ter contribuído para incluir no texto uma medida relacionada a feminicídio e estupro. Segundo ele, condenados por esses crimes perderiam o direito à progressão de pena e teriam que cumprir a pena integralmente. Mendonça também criticou o que classificou como leniência e passividade de parte da esquerda brasileira diante da criminalidade.

Ele defendeu o endurecimento das punições para crimes contra mulheres e crianças e afirmou ser favorável à redução da maioridade penal para 16 anos, de acordo com a gravidade do crime. Paulo Rubem criticou o que classificou como omissão do Estado brasileiro no combate à violência contra as mulheres. Ele defendeu a profissionalização das mulheres e a criação de um programa nacional de educação para crianças e jovens voltado à prevenção do feminicídio.

Para o candidato, o combate à violência deve começar nas escolas, por meio da educação. "Ninguém nasce feminicida, estuprador", afirmou. Paulo Rubem também disse que faltam recursos para enfrentar o problema e defendeu mudanças no orçamento federal para ampliar o financiamento das políticas de combate à violência contra as mulheres.

Marília Arraes afirmou que "nenhuma mulher pode buscar o Estado e encontrar a porta fechada". A candidata defendeu ações de prevenção para evitar a naturalização da violência, com educação de meninos e meninas para que saibam reconhecer situações de agressão. Marília também criticou o funcionamento das Delegacias da Mulher em Pernambuco.

Segundo ela, mais da metade das unidades funciona apenas em horário comercial. "Por acaso, o agressor só agride a mulher em horário comercial?", questionou. A candidata afirmou que, caso eleita, vai atuar para garantir recursos para que todas as Delegacias da Mulher funcionem em horário integral e para ampliar a rede de atendimento às vítimas.

Ela também defendeu apoio psicológico, qualificação profissional e acesso a crédito para mulheres que rompem ciclos de violência. Eduardo da Fonte defendeu o monitoramento de agressores de mulheres por meio de tornozeleiras eletrônicas. O candidato afirmou ter votado a favor de uma lei que permite que o delegado determine o uso do equipamento ainda na delegacia.

Eduardo também citou ações do governo de Raquel Lyra para fortalecer as políticas de combate à violência contra a mulher. Ele defendeu ainda a profissionalização das vítimas como forma de ampliar a independência financeira. Túlio Gadêlha afirmou que, no início do governo Raquel Lyra, o orçamento destinado às políticas públicas de combate à violência contra a mulher era de R$ 22 milhões por ano.

Segundo ele, o valor foi ampliado para mais de R$ 85 milhões. O candidato também citou a criação de novos Centros de Referência da Mulher. Segundo Túlio, esses espaços oferecem assistência psicológica, jurídica e social às vítimas de violência e ajudam mulheres a se qualificarem e a romperem o ciclo de violência.

Na sequência, Paulo Rubem afirmou que as mulheres "não foram atendidas adequadamente" e voltou a defender mudanças no orçamento federal para compensar, segundo ele, a ineficiência dos estados e municípios no atendimento às vítimas. O candidato afirmou que Pernambuco tem 184 municípios e disse que menos de 20% deles contam com cidades-polo com Delegacias da Mulher abertas 24 horas. Também afirmou que menos de 10% possuem casas de abrigo funcionando 24 horas para mulheres vítimas de violência.

Paulo Rubem criticou ainda o percentual do orçamento estadual destinado à Secretaria da Mulher e disse que, se eleito, pretende atuar no orçamento federal para ampliar os recursos destinados às políticas de enfrentamento à violência. Marília Arraes afirmou que é preciso ampliar a representatividade feminina nas discussões sobre políticas públicas. Ela voltou a defender uma parceria entre o Senado, o governo estadual e o governo federal para garantir recursos para o funcionamento das Delegacias da Mulher 24 horas.

A candidata também propôs ampliar o número de delegacias e criar, em cada município, uma sala de acolhimento para mulheres vítimas de violência. Ela defendeu ainda políticas de acesso ao crédito e qualificação profissional para ampliar a independência econômica das mulheres. Marília também criticou a misoginia que, segundo ela, é praticada pela extrema direita e defendeu ações de educação para impactar as novas gerações.

Mendonça Filho encerrou o bloco defendendo a ampliação da atuação das Delegacias da Mulher e o endurecimento das penas para feminicidas e agressores. O candidato afirmou que pretende defender medidas para restringir a liberdade provisória, a saída temporária e o livramento condicional para condenados por feminicídio e outros crimes de violência contra mulheres.

Segundo Mendonça, feminicidas e homicidas de mulheres não deveriam ter benefícios que acelerem o cumprimento da pena e deveriam cumprir a condenação integralmente. Quarto tema: relação entre poderes No quarto bloco, os candidatos ao Senado por Pernambuco discutiram a relação entre os Poderes da República.

Entre os pontos abordados estiveram a independência entre Executivo, Legislativo e Judiciário, a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), as acusações envolvendo ministros da Corte, os atos de 8 de janeiro de 2023 e o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Eduardo da Fonte (PP) começou defendendo a independência dos Poderes e o respeito às instituições. Ele afirmou que o Congresso Nacional deve cumprir o papel de legislar e dar suporte a políticas importantes do Executivo.

O candidato defendeu ainda a criação de mandatos para ministros do Judiciário e propôs limitar a oito anos o período de atuação de ministros do STF e do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo ele, as escolhas deveriam ser discutidas também no Senado Federal, responsável pela sabatina dos ministros. Túlio Gadêlha (PSD) discordou da proposta de limitar o mandato dos ministros e afirmou que a medida poderia trazer insegurança jurídica e instabilidade ao país.

Segundo ele, com mandatos de oito anos, o presidente eleito poderia indicar novos ministros com frequência, fazendo com que a composição do Supremo refletisse a vontade do governo de cada momento. Túlio defendeu ainda a investigação de denúncias envolvendo ministros do STF e afirmou que eventuais irregularidades devem ser apuradas com rigor, independentemente de quem esteja envolvido. Ele também disse que o STF precisa ser protegido e não atacado.

Paulo Rubem (Rede) afirmou que a relação entre os Poderes deve ser pautada pela Constituição e pelas leis de finanças públicas e do orçamento. O candidato criticou a existência de benefícios e vantagens que, segundo ele, não são acessíveis aos trabalhadores comuns.

Ele lembrou que criou, em 2004, a Frente Parlamentar de Combate à Corrupção e defendeu que indícios de corrupção, irregularidades, ilícitos ou privilégios em instituições como STF, STJ, Tribunal de Contas da União (TCU) e Congresso Nacional sejam investigados. Paulo Rubem também criticou o orçamento secreto, as emendas Pix e o orçamento impositivo. Humberto Costa (PT) defendeu a autonomia e a independência entre os Poderes como princípios previstos na Constituição.

Ele citou a reação do governo brasileiro às tarifas anunciadas pelo governo dos Estados Unidos e afirmou que o país deve preservar a própria soberania. Humberto também criticou setores da extrema direita que, segundo ele, transformaram o STF em um inimigo político durante o governo Jair Bolsonaro (PL). Mendonça Filho (PL) afirmou que existe um desequilíbrio entre os Poderes e disse que o STF atualmente tem mais poder do que o Executivo e o Congresso Nacional.

Ele criticou o que classificou como desrespeito ao devido processo legal e citou denúncias envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. O candidato também comparou os processos judiciais enfrentados por Lula e Bolsonaro e criticou o que considera diferenças no tratamento dado aos dois casos. Marília Arraes (PDT) afirmou que existe uma tentativa de enfraquecimento das instituições e da democracia.

Ela classificou os atos de 8 de janeiro de 2023 como uma tentativa de golpe de Estado e criticou a depredação dos prédios dos Três Poderes. A candidata também criticou a relação entre o Legislativo e o Executivo em torno de emendas parlamentares e defendeu que o Senado atue com maturidade e equilíbrio na relação entre os Poderes. Humberto Costa afirmou que qualquer irregularidade deve ser analisada com base na lei e negou que a esquerda deixe de responsabilizar integrantes do STF.

Ele disse que, caso um processo legal comprove que um ministro cometeu crime ou quebrou o decoro, poderá votar pelo impeachment. Por outro lado, afirmou que não é favorável à banalização do mecanismo por razões de disputa política. Marília Arraes concordou com Humberto e disse que eventuais denúncias contra ministros devem ser analisadas caso a caso, com respeito ao devido processo legal.

Ela citou também o ministro André Mendonça e afirmou que ele foi acusado de receber um “terninho” de Daniel Vorcaro. A candidata defendeu ainda que o Senado tem papel importante na escolha de integrantes de órgãos como o Banco Central e das agências reguladoras. Paulo Rubem voltou a defender uma política estruturante de combate à corrupção.

Ele criticou a chamada PEC da Blindagem e afirmou que não faz sentido defender a investigação de ministros do Supremo enquanto se tenta proteger deputados e senadores de investigações. O candidato também defendeu o combate ao crime organizado nas esferas política, jurídica e legislativa. Eduardo da Fonte afirmou que, se eleito, vai defender a Constituição e a isonomia entre os cidadãos.

Segundo ele, a Constituição deve valer para todos, do presidente da República aos trabalhadores responsáveis pela limpeza urbana. O candidato disse ainda que quem tiver culpa deve ser responsabilizado e defendeu a autonomia dos Poderes com responsabilidade e isonomia. Túlio Gadêlha voltou a falar sobre os atos de 8 de janeiro e afirmou que esteve na Praça dos Três Poderes no dia seguinte aos ataques.

Ele disse que não se tratou apenas de depredação, mas de uma tentativa de golpe de Estado. Túlio também criticou uma tentativa de mudança nas regras de responsabilização de parlamentares e afirmou que a Câmara tentou se blindar de investigações. Mendonça Filho respondeu dizendo que já foi vítima de depredação quando era ministro da Educação.

Ele afirmou que manifestantes ligados ao PT, ao MST e a organizações sindicais destruíram equipamentos e instalações do ministério durante sua gestão. O candidato disse, no entanto, que sempre foi contra ações desse tipo e que também se posicionou contra os atos de 8 de janeiro. Mendonça voltou a defender o respeito ao devido processo legal e criticou procedimentos adotados nos processos relacionados aos atos golpistas.

Eduardo da Fonte afirmou que os atos de 8 de janeiro foram graves e que não se pode admitir depredação, baderna ou instabilidade política. Ele defendeu, porém, que as pessoas sejam julgadas individualmente, “pelo seu CPF e não pelo seu CNPJ”. O candidato disse ser favorável à condenação de quem participou das ações contra a democracia, desde que sejam respeitadas a Constituição e a isonomia.

Marília Arraes voltou a criticar Mendonça Filho e afirmou que ele participou do que classificou como um golpe contra Dilma Rousseff. A candidata defendeu a democracia, a soberania nacional e a responsabilização dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Paulo Rubem afirmou que a Federação Rede e PSOL condena tanto a tentativa de golpe de 8 de janeiro quanto o que classificou como golpe contra Dilma Rousseff em 2016.

Ele também criticou a aprovação do teto de gastos durante o governo Michel Temer (MDB). Mendonça Filho respondeu dizendo que o impeachment de Dilma ocorreu de acordo com a Constituição e citou a posição de João Campos (PSB), candidato ao governo de Pernambuco e aliado de Marília Arraes, que, segundo ele, apoiou o processo de impeachment. Paulo Rubem afirmou que não considerava coerente a posição de Mendonça e voltou a criticar o impeachment de Dilma e medidas adotadas durante o governo Temer.

Mendonça respondeu defendendo sua atuação no Congresso e afirmou que a reforma trabalhista não retirou direitos dos trabalhadores. Ele citou ainda seu voto pelo piso salarial dos enfermeiros e pelo fim da escala 6x1. Marília Arraes afirmou que Mendonça fazia parte da “tropa de elite do golpe” contra Dilma e destacou a coalizão política formada em defesa da democracia desde 2022.

Segundo ela, essa aliança, que inclui João Campos e outros partidos, deve ser consolidada com a reeleição do presidente Lula. Humberto Costa voltou a defender a tese de que o impeachment de Dilma foi um golpe político. Ele afirmou que a ex-presidente não foi acusada de corrupção nem processada por improbidade administrativa e que o processo ocorreu por acusações relacionadas a irregularidades orçamentárias.

Eduardo da Fonte afirmou que, em 2017, votou contra a reforma trabalhista e também contra a reforma da Previdência. Ele destacou ainda sua atuação como coautor de propostas pelo fim da escala 6x1 e disse que defende os trabalhadores e aposentados. Túlio Gadêlha afirmou que nunca deu voto contra o trabalhador nem para se blindar de crimes e disse que sua bancada é aliada ao presidente Lula no Congresso Nacional.

Ele também citou ações do governo de Raquel Lyra (PSD) em Pernambuco, como obras de infraestrutura e entrega de creches. Marília Arraes afirmou que Eduardo da Fonte votou a favor de um dos dispositivos da reforma trabalhista relacionado à prevalência de acordos e convenções coletivas sobre a legislação em determinadas situações. Eduardo da Fonte respondeu afirmando que sempre votou ao lado dos trabalhadores e de quem produz no país.

Quinto tema: emendas parlamentares No penúltimo tema definido para o debate, os candidatos ao Senado abordaram questões relacionadas a emendas parlamentares. Primeiro a falar, o candidato Eduardo da Fonte lembrou que está na Câmara dos Deputados desde de 2007. Ele afirmou que sempre destinou a maior parte das emendas para a área da saúde.

O candidato defendeu ainda a transparência para o envio das emendas parlamentares. O candidato Paulo Rubem lembrou que quando foi deputado estadual, participou da Comissão Mista de Orçamento, Planos e Fiscalização. Ele afirmou que a partir de 2015 o processo de destinação de emendas se transformou em “grande condomínio de propina e corrupção”.

Ele prometeu que, se eleito, quer propor a suspensão da prática de emendas parlamentares por dois anos. Paulo Rubem prometeu ainda trabalhar pela implantação de um código de ética do orçamento público e criticou o Orçamento Secreto e os ex-presidentes da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha e Arthur Lira.

Falando na sequência, o candidato Túlio Gadelha destacou sua atuação na Câmara dos Deputados e afirmou que seu mandato faz consultas públicas antes de destinar as emendas parlamentares, com editais e modelos de orçamento participativo, separados em várias áreas. O candidato disse ainda que é importante o estímulo da democracia e a participação da população na formação do orçamento.

Túlio Gadelha disse ainda que é o deputado federal que mais destinou emendas para a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) na atual legislatura. O candidato Humberto Costa disse que não achava correto “demonizar as emendas parlamentares” e que a maior importância é discutir os critérios. Ele criticou o tamanho do valor das emendas e a falta de relação com o orçamento e os programas do governo federal.

Ele ainda disse que no mandato de senador tem promovido mecanismo de transparência sobre o envio de emendas parlamentares. Humberto disse ainda que muitos municípios precisam das emendas para fecharem suas contas. Mendonça Filho defendeu a importância das emendas parlamentares, mas defendeu os critérios de transparência e limite de cada emenda.

Ele prometeu, se eleito, destinar emendas para as cidades e para a saúde pública do estado. Ele defendeu recursos para instituições de “credibilidade” e disse que será o “senador dos municípios”. A candidata Marília Arraes disse que as emendas parlamentares precisam ser trabalhadas com responsabilidade e criticou parlamentares que, segundo ela, usam do mecanismo de barganha.

A candidata prometeu, se eleita, estar de portas abertas para os prefeitos e que “nenhum pernambucano vai pagar a conta de intriga política”, afirmou. O candidato Túlio Gadelha disse que seu mandato de deputado federal é transparente e que sempre mostra a votação dos demais parlamentares. Ele criticou o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e a prática das emendas do relator e disse que não usou desse expediente enquanto deputado.

Túlio Gadelha reforçou novamente os laços com a governadora Raquel Lyra e com o presidente Lula. O candidato Paulo Rubem reforçou novamente a defesa da criação de um código de ética do orçamento público. Ele disse que não adianta dizer que será feito diferente, mas não se comprometer com a criação de uma nova forma de fazer a política das emendas.

Sexto tema: mudanças climáticas/enchentes No último bloco temático, que tratou de meio ambiente e prevenção de desastres climáticos, os candidatos citaram os problemas provocados por enchentes e deslizamentos de barreiras em Pernambuco. Humberto Costa foi o primeiro a pedir a palavra e criticou o governo anterior ao do presidente Lula, que classificou como negacionista. Ele afirmou que a atual gestão federal tem compromisso com a preservação ambiental.

O candidato destacou ações voltadas à transição energética, com a substituição de combustíveis fósseis por novas fontes de energia, e disse que essas iniciativas são reconhecidas internacionalmente. Humberto também lembrou de sua participação em conferências do clima, as COPs, e afirmou que uma de suas prioridades é ampliar as políticas de enfrentamento às mudanças climáticas.

Túlio Gadelha foi o segundo a falar e destacou a importância de políticas públicas e de obras estruturantes para prevenir os efeitos das chuvas. Ele citou a parceria entre a governadora Raquel Lyra e o presidente Lula e mencionou as obras de recuperação no Jardim Monte Verde, em Jaboatão dos Guararapes, região atingida por um desastre em 2022. Segundo Túlio, a intervenção resolveu um problema histórico e transformou a área em um ponto turístico.

O candidato também afirmou que a governadora fez mais estradas do que o governo anterior em oito anos, além de destacar a construção de creches e investimentos em segurança pública. Marília Arraes afirmou que as vítimas das tragédias climáticas têm “CEP, cor e gênero” e disse que a maioria é formada por mulheres negras e pobres que vivem nas periferias. A candidata criticou os negacionistas e afirmou que as políticas de prevenção precisam priorizar a população mais vulnerável.

Marília também defendeu o compromisso do governo federal com Pernambuco e citou a conclusão das cinco barragens previstas para o estado, além das obras dos piscinões, que, segundo ela, podem ajudar a evitar alagamentos nas cidades. Paulo Rubem criticou a supressão de áreas de mata para a construção de empreendimentos, como a Escola de Sargentos do Exército (ESE), em uma área de preservação ambiental.

O candidato afirmou ser quem mais atua na defesa do meio ambiente e disse ter apresentado diversas propostas, incluindo propostas de emenda à Constituição, que foram rejeitadas. Segundo Rubem, ele pretende reapresentar essas medidas. Ao falar sobre as vítimas das enchentes, afirmou: “Quem vê suas casas alagadas tem pressa”.

Eduardo da Fonte defendeu a construção de uma barragem na Zona da Mata de Pernambuco para evitar alagamentos em municípios como Timbaúba. Mendonça Filho afirmou que atua na área de prevenção de desastres há anos e citou ações realizadas durante o governo Jarbas Vasconcelos, além do projeto Viva o Morro, desenvolvido em parceria com o ex-prefeito do Recife João Paulo. O candidato também mencionou obras de contenção e barragens previstas pelo governo Raquel Lyra.

Na sequência, Túlio Gadelha criticou o PSB e afirmou que o partido teve 16 anos para solucionar os problemas provocados pelas chuvas em Pernambuco. O candidato disse ainda que Recife é a capital brasileira com pior índice de resiliência climática. Túlio também criticou a falta de renovação política e afirmou que não se pode defender uma candidatura de alguém que estaria em seu “terceiro emprego”.

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