Especialista explica sinais e como identificar o câncer de mama Conhecer o próprio corpo e ficar atenta a mudanças nas mamas são medidas importantes para identificar possíveis sinais de câncer de mama. Sinais como nódulos, alterações na pele, inversão do mamilo e caroços nas axilas estão entre os indícios que precisam ser investigados por um profissional de saúde. 🎀 O Dia Internacional de Combate ao Câncer de Mama foi lembrado no último dia 19, data que integra a campanha Outubro Rosa.

O dia, assim como o mês, é dedicado à conscientização e prevenção à doença. Durante o período, são feitas diversas atividades com o objetivo de divulgar informações sobre a doença. ✅ Participe do canal do g1 AC no WhatsApp O g1 conversou com o médico mastologista Sidney Rogério que explicou que observar as características habituais das mamas ajuda a perceber alterações.

Segundo ele, ao notar alguma mudança persistente, a orientação é procurar atendimento médico para fazer uma avaliação. “Primeiro, inicialmente, a paciente tem que se conhecer. Então, começando como o básico, é o autoexame.

Ela fazendo o autoexame de rotina, vai perceber quando tem a primeira alteração”, afirmou. Especialista explica sinais e como identificar o câncer de mama Crédito: Divulgação De acordo com ele, essas alterações não significam necessariamente a presença de câncer, porém, elas precisam ser avaliadas.

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A avaliação médica, segundo ele, é importante para determinar quais exames devem ser necessários, de acordo com os sinais apresentados e as características de cada paciente. Outro ponto que o especialista destaca é em relação a mamografia. De acordo com Sidney, o exame pode ser solicitado mesmo em mulheres mais jovens, quando existe a indicação clínica.

O especialista explica que é necessário diferenciar o exame feito para investigar sintomas daquele feito como rastreamento, voltado a pessoas sem sinais suspeitos. “A mamografia aos 40 anos significa exames de rastreio. O que é isso?

São exames feitos populacionais para você fazer um diagnóstico precoce nas pacientes assintomáticas”, explicou. Mastologista Sidney Rogério explica quais sinais e cuidados devem ser tomados para identificar o câncer de mama Jhenyfer de Souza/g1 AC O médico destaca que a mamografia pode identificar alterações pequenas, como microcalcificações, antes que evoluam para lesões que possam ser percebidas pelo toque. Quando há sintomas, a escolha dos exames depende da avaliação médica.

“Então, quando a gente fala em exames, dependendo da fase que você chegar ao médico, se você chegar com sintomas, pode ser que uma mamografia já não seja necessária”, disse. Em setembro do ano passado, o Ministério da Saúde (MS) padronizou as informações de acesso ao exame de mamografia no Sistema Único de Saúde (SUS). Pela primeira vez, o exame passa a ser recomendado “sob demanda” para mulheres de 40 a 49 anos, mediante vontade da paciente e indicação médica.

Atualmente, o exame de rastreamento é recomendado para mulheres de 50 a 74 anos, a cada dois anos. Já mulheres fora dessa faixa etária podem ter indicação após orientação profissional. A investigação de sintomas suspeitos pode ser feita em qualquer idade, conforme avaliação médica.

O histórico de câncer de mama na família também deve ser considerado durante a avaliação médica. Segundo Sidney, a idade em que os familiares receberam o diagnóstico e a quantidade de casos entre parentes ajudam a identificar situações que podem exigir acompanhamento diferenciado.

Tratamento no Acre Além das orientações sobre sinais e diagnósticos, o médico também detalhou sobre como funciona o atendimento de pacientes com câncer de mama na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), na Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), em Rio Branco. Conforme o mastologista, a unidade recebe pacientes que já passaram pela etapa de confirmação de diagnóstico, geralmente com biópsia e resultado de análise anatomopatológica.

A partir disso, segundo Sidney, a equipe hospitalar avalia a situação clínica e define as próximas etapas do tratamento. “Lá é feito todo o tratamento após o diagnóstico. O paciente já chega com o diagnóstico feito por biópsia, resultado anatomopatológico e, muitas vezes, também imuno-histoquímica”, reiterou.

Ainda de acordo com o médico, o tipo e sequência do tratamento varia de acordo com cada caso, a depender do estágio da doença e do estágio da doença. “O paciente decide qual é a fase do tratamento que ele está. Nós vamos determinar o estadiamento e ele vai ver se começa pela cirurgia, se começa o tratamento pela quimioterapia ou qual é situação do paciente.

Então, todo o tratamento é feito aqui no estado do Acre, lá no Unacon sem problema nenhum, sem restrições”, explicou. Pacientes de diferentes municípios do Acre são atendidos na unidade Diego Gurgel/Secom O g1 entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) para obter os dados de quantos casos foram registrados no estado em 2025. Conforme a pasta, até outubro do ano passado 115 pacientes receberam o diagnóstico*.

Em 2024 foi registrado a maior quantidade de diagnósticos da doença, o número era de 126, em 2023, foram 108. (Confira abaixo o gráfico com os números nos últimos anos). *A Sesacre informou que, devido a uma transição no sistema da pasta, não foi possível recuperar os dados completos referentes ao ano de 2025.

Com relação ao quantitativo mensal de Autorizações de Procedimento Ambulatorial (APCs) de quimioterapia, hormonioterapia e radioterapia para câncer de mama em 2026, a Sesacre informou que em setembro, mês mais atualizado com as contagens, foram feitos 190 atendimentos. Reveja os telejornais do Acre