A Procuradoria-Geral da República (PGR) deu parecer favorável ao pedido de Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do extinto Banco Master, para realizar exames médicos fora da unidade prisional onde está detido. Em manifestação enviada nesta sexta-feira (18) ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o órgão defendeu a autorização para os procedimentos solicitados pela defesa.
Segundo os advogados, Henrique Vorcaro apresentou sintomas de uma possível crise de diverticulite e procurou uma unidade de pronto atendimento próxima ao presídio. O pedido de autorização para os exames ocorre dois dias após a defesa solicitar ao STF a revogação da prisão preventiva de Henrique Vorcaro (leia mais abaixo).
PF intima Daniel e Henrique Vorcaro para 30 de setembro Na petição apresentada na quarta (16), os advogados argumentaram que ele está preso há mais de 90 dias sem que o Supremo tenha analisado recursos contra a medida. A defesa afirmou, na manifestação desta sexta, que ele pediu autorização para ser atendido pelo coloproctologista Fábio Lopes Queiroz e para realizar exames complementares indicados pelo médico.
No parecer assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, a PGR concluiu pelo deferimento do pedido. A decisão final cabe ao ministro relator. Henrique Vorcaro foi preso em maio deste ano sob suspeita de integrar o chamado “núcleo violento” do grupo criminoso associado ao ex-banqueiro preso, segundo uma fonte da Polícia Federal.
A prisão aconteceu em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. PGR é contra soltura de outro investigado Na mesma manifestação, a Procuradoria se posicionou contra o pedido de revogação da prisão preventiva de Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos, investigado na operação "Compliance Zero". Rodrigo é apontado pela Polícia Federal como integrante do grupo conhecido como "Os Meninos", um dos núcleos da Operação Compliance Zero.
Segundo a PF, o grupo atuava em ataques cibernéticos, invasões telemáticas e monitoramento ilegal e teria sido usado para atender interesses da organização investigada. Na decisão que autorizou a operação, ele aparece como colaborador de David Henrique Alves, líder operacional do grupo, e teria executado tarefas como pagamento de boletos e aquisição de domínios de internet.
Ao pedir a soltura, a defesa argumentou que Rodrigo está preso há mais de 90 dias sem oferecimento de denúncia e afirmou que ele não exercia função de comando dentro da organização investigada. Os advogados também sustentaram que não há risco de retomada das supostas atividades criminosas e sugeriram a substituição da prisão por medidas cautelares. A PGR, porém, afirmou que permanecem presentes elementos de materialidade e autoria que justificaram a prisão preventiva.
Segundo o órgão, ainda há diligências em andamento e os fundamentos que embasaram a medida continuam válidos. No parecer, a Procuradoria também citou risco de reiteração criminosa e de fuga. Ao reproduzir trechos da decisão que decretou a prisão, o documento afirma que Rodrigo teria atuado como colaborador técnico e logístico do núcleo "Os Meninos", participando de atividades ligadas à estrutura digital do grupo.
Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro Reprodução



