Vídeo mostra Christa Pike, que sobreviveu à injeção letal, durante julgamento em 1996 Christa Pike, de 50 anos, condenada à morte por assassinato em 1995, sobreviveu a duas injeções letais durante sua execução no Tennessee, nos Estados Unidos, nesta quinta-feira (1º). Ela tinha 18 anos na época do crime e, caso a execução tivesse sido concluída, seria a primeira mulher executada no estado em mais de 200 anos. Um vídeo da época mostra a reação de Pike durante seu julgamento (veja acima).
Pike e o então namorado, Tadaryl Shipp, foram acusados da morte de Colleen Slemmer, de 19 anos, colega dos dois em uma instituição de treinamento profissional em Knoxville. A jovem foi espancada e esfaqueada. O caso teve ampla repercussão porque um pentagrama foi gravado no corpo da vítima, e outros elementos do crime alimentaram temores relacionados a cultos satânicos em meio ao chamado “pânico satânico” das décadas de 1980 e 1990.
'Ela também é uma vítima': quem é Christa Pike, que pode ser a primeira mulher executada no Tennessee em 200 anos Christa Pike estava 'ofegante' após tentativa fracassada de execução no Tennessee, diz testemunha Em 1996, Pike foi condenada à morte. Shipp, que tinha 17 anos na época do crime, recebeu pena de prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional.
Ainda não se sabe o estado de saúde de Christa após a tentativa frustrada de execução, mas ela está hospitalizada após sair da penitenciária em uma ambulância. Christa Pike quando foi sentenciada, em 1996, e em mugshot de 2023 Foto 1: WBIR-TV via AP / Foto 2: TDOC via AP Execução fracassada As autoridades do Tennessee informaram que não conseguiram executar Christa Gail Pike, mesmo após a administração de duas doses de um medicamento letal.
Um especialista em pena de morte afirmou que se trata de uma falha sem precedentes. Pike permaneceu viva e roncando alto após a tentativa de execução por injeção letal e foi retirada da prisão em uma ambulância, segundo seus advogados. Mulher sobrevive a execução por injeção letal no Tennessee, nos EUA Após o incidente, a prisioneira foi levada ao hospital, porém não se havia notícias sobre seu estado de saúde.
"Não fomos informados sobre seu estado de saúde”, disseram os advogados de Pike em comunicado. Após a falha na execução de Pike, o governador do Tennessee, Bill Lee, ordenou uma investigação independente sobre o incidente e também suspendeu as execuções no estado até o fim do ano —havia apenas uma outra pena de morte planejada. Segundo os advogados, as autoridades administraram duas doses de pentobarbital em Pike.
Robin M. Maher, diretora-executiva do Death Penalty Information Center, afirmou que o que ocorreu com Pike é “algo único e sem paralelo”. Pentobarbital: como age a droga usada em execução frustrada de Christa Pike Ela disse que outras sete pessoas sobreviveram a problemas médicos decorrentes da incapacidade das equipes de execução de acessar uma veia para administrar os medicamentos, mas que ninguém havia permanecido vivo após receber as drogas usadas nas execuções.
Os advogados de Pike afirmaram: “Não sentimos satisfação em estar certos, mas as preocupações levantadas pela senhora Pike se mostraram verdadeiras: acesso venoso difícil, veias rompidas, pentobarbital degradado, ausência de atendimento médico de emergência quando as coisas inevitavelmente dão errado, tudo isso sob um protocolo que continua envolto em sigilo.” Christa Pike em 12 de janeiro de 2023. TDOC via AP



