Flávio Bolsonaro fala no Jornal da Globo Reprodução O candidato do PL à presidência, Flávio Bolsonaro (PL), falou na noite desta sexta-feira (23) que vai zerar o desmatamento ilegal e quer órgãos ambientais sem "travas ideológicas" após a sua participação no debate da TV Globo. Ele disputa o segundo turno da eleição presidencial com Lula (PT) e os candidatos se enfrentaram no debate da TV Globo nesta noite.
Questionado se irá manter políticas de proteção ao meio ambiente adotadas pelo atual governo, assim como prometeu fazer com programas sociais, Flávio se comprometeu a acabar com o desmatamento ilegal até 2029, mas sem garantir proteção às atuais ações, e defendeu o uso das Forças Armadas na Amazônia. "Essa questão, às vezes, é muito mais até criminal do que ambiental, e as Forças Armadas vão trabalhar no combate aos crimes na Amazônia.
Por exemplo, a Aeronáutica vai ser reequipada, vai ser aparelhada com tecnologia para fazer sobrevoos, para poder fiscalizar, e as polícias vão ser acionadas para prenderem aquelas pessoas que estão fazendo o desmatamento ilegal", disse o candidato. A jornalista Renata Lo Prete insistiu no tema e questionou se o senador vai manter o trabalho de fiscalização feito por Ibama e ICMbio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade).
Segundo o candidato do PL, ambos os órgãos, "infelizmente, não estão sendo efetivos", e quer que os órgãos ambientais atuem sem "travas ideológicas". "São órgãos que, hoje, tem muitas travas que são ideológicas e eles vão ser órgãos que vão respeitar a lei. Vão parar de perseguir, por exemplo, quem mora lá no Pará e que o Ibama está tomando a propriedade deles na mão grande.
Pessoas que foram estimuladas a irem lá para o Pará, na região de Altamira, todos os municípios que cortam ali a Transamazônica", respondeu. Flávio Bolsonaro fala com Renata Lo Prete após Debate na Globo Debate na TV Globo Os candidatos participaram do debate nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro. Foram quatro blocos de perguntas sobre regiões do Brasil, temas específicos e o embate entre os dois com assunto livre no último bloco.
Lula e Flávio Bolsonaro trocaram críticas e apresentaram propostas sobre salário mínimo, aposentadorias, endividamento da população, investimentos no SUS, saneamento básico, infraestrutura e exportações. O debate foi marcado por ataques pessoais. Flávio chamou Lula de "nove dedos" e questionou se quem governava o país era o presidente ou o Google.
Lula, por sua vez, chamou o adversário de "miliciano" e afirmou que ele ficou "lambendo o Trump" durante a imposição de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Os políticos disputam o segundo turno das eleições presidenciais, e este foi o último debate entre Flávio e Lula antes do dia da votação, no domingo (25). Flávio Bolsonaro busca seu primeiro mandato presidencial, enquanto Lula tenta ser reeleito pela segunda vez e chegar ao quarto mandato.
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