Todas as agências da Caixa no estado estão fechadas devido à paralisação. Ariane Locateli Bancários da Caixa Econômica Federal realizaram um protesto nesta terça-feira (15), em Cuiabá, enquanto a categoria segue em greve desde quinta-feira (10). Os trabalhadores rejeitaram a proposta final apresentada pelo banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e pedem a reabertura das negociações.
Com a decisão, a greve continua por tempo indeterminado. Conforme João Dourado, presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Mato Grosso, 100% das agências da Caixa no estado estão fechadas devido à paralisação. Em nota, o banco informou que mantém diálogo com os sindicatos para chegar a um acordo e reforçou que os canais digitais permanecem ativos neste período.
"A CAIXA informa que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos empregados e retornou à mesa de negociação com o objetivo de construir um entendimento que contemple os interesses de todas as partes envolvidas". 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias de MT em tempo real e de graça Agora no g1 Entre as reivindicações dos trabalhadores estão melhorias nas condições de trabalho, mudanças no plano de saúde e avanços nas negociações do acordo e da convenção coletiva da categoria.
Os funcionários também cobram a realização de concurso público para ampliar o quadro de pessoal nas agências e, assim, melhorar o atendimento à população. Entre os pontos previstos na proposta rejeitada está o pagamento de um prêmio de R$ 3 mil por empregado. O banco também havia previsto o pagamento, em 18 de setembro, do salário reajustado, da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), do Super Caixa e do prêmio.
Outro ponto da proposta era o aumento de 6,5% para 8% da participação da Caixa no custeio do Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários. O benefício está entre as principais divergências entre os trabalhadores e o banco. Antes da votação, a Caixa informou que aquela seria sua proposta final e que, caso os empregados não aprovassem os termos dentro do prazo, poderia retirar a oferta e ingressar com um dissídio coletivo, levando a negociação para a Justiça do Trabalho.
Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), mais de 90% das bases sindicais rejeitaram o texto anterior apresentado pela Caixa.



