Superintendente diz que ataques cibernéticos desviaram R$ 19 milhões de contas do Cismetro Os milhões de reais furtados de contas do Consórcio Intermunicipal de Saúde na Região Metropolitana de Campinas (Cismetro) seriam usados para diferentes fins, desde reserva estratégica até investimentos em estrutura física, administrativa e de desenvolvimento de soluções informatizadas para aprimoramento de processos.
A informação foi trazida nesta terça-feira (8) pelo Cismetro, que ainda revelou que os valores foram arrecadados ao longo dos anos de atividade do consórcio, fundado em 2014. A entidade foi alvo de ataques cibernéticos ocorridos em 22 de julho de 2026. Apesar do incidente, o consórcio garantiu que nenhum serviço ou compromisso financeiro foi ou será prejudicado em razão dos acontecimentos.
Segundo balanço, R$ 19.148.797,18 foram subtraídos das contas do Cismetro. Do total, R$ 7.178.497,62 foram recuperados após as transações serem contestadas na Caixa Econômica Federal. O prejuízo remanescente, portanto, é de R$ 11.970.299,56.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp No boletim de ocorrência, consta o montante de R$ 22.098.097,12. Entretanto, o consórcio informou que esse valor é referente ao total das movimentações financeiras ocorridas no dia do golpe, considerando pagamentos regulares e desvios criminosos.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), o caso foi registrado como furto na Delegacia de Polícia de Holambra (SP), que realiza diligências para esclarecer os fatos e identificar os responsáveis. Ainda de acordo com a pasta, as transferências não foram autorizadas pelo Cismetro e dois computadores utilizados nas movimentações financeiras foram apreendidos para perícia.
LEIA MAIS Superintendente diz que ataques cibernéticos desviaram R$ 19 milhões de contas bancárias de consórcio de saúde Polícia apreende computadores e investiga furto milionário em contas de consórcio de saúde Ataques cibernéticos Sede do Cismetro em Holambra (SP) Cismetro Segundo nota do Cismetro, em 22 de julho as contas bancárias da instituição foram alvo de ataques cibernéticos simultâneos, resultando na transferência criminosa de valores para diferentes contas abertas em diversos estados do país.
Assim que constatada a invasão, o consórcio acionou a Caixa Econômica Federal a fim de contestar as transações, solicitar o bloqueio de uso das contas e dar início a um processo de ressarcimento por parte da instituição financeira. A contestação foi formalizada no dia 23 de julho e, nos dias subsequentes, o caso foi levado à direção regional do banco para cobrança de providências urgentes.
"Seguimos, claro, em contato permanente com a instituição bancária e com as autoridades policiais que acompanham o caso a fim de garantir que todo o valor seja ressarcido aos cofres do consórcio", disse Ana Filomeno, superintendente do Cismetro. Dois boletins de ocorrência foram registrados nos dias 22 e 23 de julho: o primeiro, eletrônico; e o segundo presencialmente em uma delegacia.
Ofício Ofício da Prefeitura de Artur Nogueira ao Cismetro Reprodução A situação foi informada aos municípios consorciados durante reunião em 14 de agosto de 2026. Na oportunidade, representantes do Cismetro explicaram como aconteceram as transferências e o que estava sendo feito para recuperar integralmente os R$ 19 milhões. O g1 teve acesso a um ofício do prefeito de Artur Nogueira, Lucas Sia (PL), enviado ao Cismetro para solicitar esclarecimentos sobre os ataques cibernéticos e os prejuízos.
Sia não conseguiu participar da reunião em agosto, por isso pediu as informações. "Vale ressaltar que o ofício não faz qualquer acusação ou afirma que houve desvio ou subtração de valores. Trata-se de um pedido institucional de esclarecimentos sobre uma situação que ainda precisava ser devidamente apurada", destacou a Prefeitura.
Consórcio O Cismetro, sediado em Holambra (SP), é uma parceria firmada entre as cidades consorciadas com a finalidade de realizar ações conjuntas em saúde. Ele oferece profissionais de saúde, locação de equipamentos hospitalares e locação de veículos. A medida nasceu de uma necessidade de completar o quadro de saúde, colaborar para zerar a fila de exames e melhorar o atendimento em unidades de saúde.
Ao todo, 33 cidades integram o consórcio: Americana (SP) Amparo (SP) Artur Nogueira (SP) Atibaia (SP) Boituva (SP) Bofete (SP) Bom Jesus dos Perdões (SP) Cabreúva (SP) Campo Limpo Paulista (SP) Cosmópolis (SP) Holambra (SP) Hortolândia (SP) Indaiatuba (SP) Itatiba (SP) Itu (SP) Itupeva (SP) Jaguariúna (SP) Jarinu (SP) Jundiaí (SP) Louveira (SP) Mairiporã (SP) Morungaba (SP) Nova Odessa (SP) Paulínia (SP) Piracaia (SP) Pedreira (SP) Pinhalzinho (SP) Santa Bárbara d'Oeste (SP) Salto de Pirapora (SP) Santo Antônio de Posse (SP) Valinhos (SP) Várzea Paulista (SP) Vinhedo (SP) VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas



