O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas na sede da ONU, na cidade de Nova Iorque, EUA, em 22 de setembro de 2026 Brendan McDermid/Reuters O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu nesta terça-feira (22) a todos os membros do Escudo das Américas para designar formalmente as facções narcotraficantes como "ameaças comuns à estabilidade" e aplicassem sanções.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "Escudo das Américas" é uma coalizão lançada pela administração Trump que reúne governos alinhados ao republicano na América Latina, como Argentina, Chile e El Salvador. Mais cedo nesta terça, em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, Trump prometeu extinguir o que chamou de "interferência externa" no Hemisfério Ocidental e disse que pode utilizar o poderio militar norte-americano para isso.
O discurso vai ao encontro da chamada "Doutrina Donroe" que tem marcado a política externa dos EUA no segundo mandato de Trump. "Donroe", um trocadilho que mistura Donald com Monroe, é uma referência à Doutrina Monroe, estabelecida no século 19, que busca manter as Américas como área de influência — ou "quintal" — dos EUA, não deixando que outras potências aprofundem relações com países do continente. O continente é frequentemente mencionado por membros do governo Trump como "nosso quintal".
A fala contrasta com a do presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva, que subiu ao púlpito do plenário da ONU pouco antes do americano. Lula defendeu o multilateralismo, a soberania dos países e o princípio da não interferência em assuntos internos. "O Brasil não cabe no quintal de ninguém", disse Lula, em seu discurso.
Inclusão na lista de terroristas O governo Trump classi Escudo das Américas O grupo fundado por Trump com outros países americanos promoveu uma única reunião de cúpula, em março de 2026. A iniciativa é vista por analistas como uma tentativa de afastar a América Latina da esfera de influência da China.



