EPTV 1 entrevista Gabriel Azevedo (MDB), candidato ao governo de Minas Gerais O candidato ao governo de Minas Gerais Gabriel Azevedo (MDB) afirmou, em entrevista à EPTV Sul de Minas, que pretende descentralizar a administração estadual por meio da criação de arranjos regionais e governos regionais. Para o Sul de Minas, ele anunciou a formação de um arranjo regional envolvendo cidades da região e a instalação de dois governos regionais, em Poços de Caldas e Pouso Alegre.
Na entrevista, também defendeu a meta de feminicídio zero em Minas Gerais e abordou temas como dívida pública, concessões rodoviárias, educação, saúde e turismo. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Gabriel Azevedo (MDB) foi o quinto candidato ao governo de Minas Gerais a ser entrevistado pela EPTV Sul de Minas, Afiliada Rede Globo. A emissora entrevistou os cinco candidatos melhores colocados na pesquisa Quaest divulgada em 25 de agosto.
EPTV 1 entrevista Gabriel Azevedo (MDB), candidato ao governo de Minas Gerais Lorena Lemos/g1 Leia também: Patrus defende revisão de tarifas de pedágio e diz que manterá privatização da Copasa, mas reavaliará termos de acordo Cleitinho defende reforma administrativa, revisão de isenções e câmeras para agentes públicos em entrevista à EPTV Kalil defende articulação com governadores no debate da reforma tributária e promete ampliar efetivo da PM em MG Mateus Simões defende privatização da Gasmig e promete ampliar leitos para reduzir filas na saúde O candidato Gabriel Azevedo (MDB) disse que, se eleito, pretende reorganizar a presença do Estado no interior por meio da criação de arranjos regionais e governos regionais.
Segundo ele, a proposta busca aproximar o governo dos municípios e facilitar a articulação de políticas públicas voltadas ao transporte, meio ambiente e desenvolvimento econômico. Ao falar sobre o Sul de Minas, o candidato anunciou a criação de um arranjo regional com municípios como Poços de Caldas, Pouso Alegre, Varginha, Passos e Lavras.
"Ele vai ser um arranjo regional diferente, policêntrico, porque aqui a gente está falando de Poços de Caldas, de Pouso Alegre, de Varginha, de Passos, de Lavras, que tem que se pensar de maneira coletiva como um grande arranjo regional. Para além desse arranjo regional que vai pensar o cuidado com o meio ambiente, o transporte entre as cidades, eu quero os governos regionais", disse o candidato. Ele também defendeu a instalação de duas estruturas regionais de governo na região.
"Para esses governos regionais acontecerem, eu vou diminuir a quantidade de pessoas que estão lá na cidade administrativa. Tem quase 3 mil cargos de livre nomeação do governador, que está tudo concentrado na capital. E eu quero levar o governo para as regiões.
No Sul de Minas, eu quero dois governos regionais. Um sediado em Poços de Caldas e outro em Pouso Alegre", disse o candidato. Além desses temas, o candidato comentou a situação financeira do estado e defendeu a adesão ao Propag como forma de equacionar a dívida mineira, posicionou-se contra o modelo atual de concessões rodoviárias, defendeu a valorização dos professores, prometeu mais transparência nas filas do SUS e afirmou que não pretende privatizar a Cemig.
Segurança pública e feminicídios Na área da segurança pública, Gabriel Azevedo também destacou o compromisso de combater a violência contra as mulheres e defendeu a meta de alcançar o feminicídio zero em Minas Gerais. Segundo ele, o enfrentamento passa por ações de conscientização, monitoramento de medidas protetivas e ampliação da rede de apoio às vítimas. "Não adianta você sair distribuindo medidas protetivas, são mais de 60 mil, sem que essa medida protetiva seja mais do que um papel na mão da mulher.
Tem que ter um processo eletrônico com acompanhamento dos casos de maior risco, inclusive com tornozeleira naquele que pode ser o agressor, porque o Estado tem que chegar antes do bandido", disse o candidato. "Feminicídio zero não é ousadia, é necessidade. Nenhuma mulher pode ser morta por ser mulher".
Dívida de Minas e Propag Ao comentar a situação financeira do estado, Gabriel Azevedo defendeu a adesão ao Propag e classificou a modalidade escolhida pelo governo mineiro como a melhor entre as opções disponíveis. O candidato disse que pretende revisar benefícios fiscais concedidos pelo estado e ampliar mecanismos de fiscalização dos gastos públicos. "Primeiro ponto, o Propag é o caminho.
Tem muito candidato esbravejando, dizendo que vai chegar em Brasília e vai bater a mão na mesa. Minas Gerais, cuidado. Está na hora de alguém sensato, sem gritaria e que compreende bem o que é o Propag.
Das oito modalidades, eu não tenho dúvida que a melhor foi a escolhida. Sem juros. E agora o dever de casa é nosso", disse o candidato.
"Não dá para você gastar mais do que arrecada dando benefício para amigo do governo. Essa lista tem que ser revista. Mas não só isso.
Temos que acabar com o desperdício. Não gastar mais do que arrecada, não dar benefício sem retorno e recompor essa lista com muita transparência". Rodovias e concessões Questionado sobre concessões rodoviárias, o candidato criticou o modelo atualmente adotado pelo estado.
A proposta apresentada por ele prevê contratos focados na manutenção das rodovias, com fiscalização permanente da qualidade das estradas. Gabriel Azevedo também defendeu a participação dos usuários na avaliação da infraestrutura por meio de ferramentas digitais e monitoramento contínuo. "O que nós vamos fazer para mudar isso?
Primeiro, é uma diferença de entregar o patrimônio mineiro pela substituição para um contrato de manutenção por performance. Ou seja, a qualidade tem que estar fiscalizada o tempo inteiro. O cidadão mineiro deve fazer o mesmo junto com esse nosso anuário.
E a partir dessa coparticipação e também das análises do DER e do próprio governo, a gente cria um mapa de identificação dos principais problemas." "Eu sou contrário ao modelo atual porque ele beneficia quem está recebendo o pedágio e não beneficia o cidadão. E a gente tem que governar para o povo e não para os empresários que estão lucrando nesse sentido.
Sobretudo quando a manutenção não é positiva." Gabriel Azevedo prevê descentralizar gestão estadual com arranjos e governos regionais no Sul de Minas Reprodução EPTV Educação Na educação, o candidato destacou a necessidade de melhorar os níveis de aprendizagem e ampliar o apoio a estudantes neurodivergentes. Ele propôs a criação de uma rede mineira de apoio às famílias atípicas, articulando educação, saúde e assistência social. Gabriel Azevedo também afirmou ser contrário ao modelo de escolas cívico-militares.
"Você não pode ficar com uma pasta embaixo do braço repetindo a sua história a qualquer porta que o governo tem. É uma conversa com o sistema de saúde, é uma conversa com o sistema educacional, é implorar por medicamento. Não, tem que ter uma rede mineira de apoio à família atípica." "O que é escola cívico-militar?
É colocar apenas policiais aposentados para garantir que não haja confusão. Isso ensina as pessoas a lerem melhor? Não.
Isso educa mais matemática? Não. Não, isso engana as famílias, porque diz para elas que está fazendo o que é o colégio militar, mas não é.
Então, o que a gente precisa na escola é professor." Turismo e Circuito das Águas Ao falar sobre as estâncias hidrominerais do Sul de Minas, Gabriel Azevedo citou problemas observados durante visita a Caxambu e disse que a região possui potencial para fortalecer o turismo de bem-estar. Segundo ele, municípios, governo estadual, governo federal e iniciativa privada devem atuar de forma integrada para promover o Circuito das Águas. "Eu visitei o Parque das Águas de Caxambu, lago completamente assoreado.
Dá uma tristeza para as pessoas dali. Você entra no que deveria ser o spa e o prédio tem uma piscina que parece um filme assombrado. Como é que a gente explora?
Primeiro, eu não acho que deve ser uma obrigação do Estado. O município está muito afim de cuidar daquele parque. E, claro, nós temos que ter iniciativa privada, evidente que nós temos que ter iniciativa privada, para manter a boa condição do nosso patrimônio histórico, para manter um bom serviço para a população", disse o candidato.
"Porque se a gente está indo a Caxambu, sente que a situação turística lá é pior do que a que está em Poços ou em São Lourenço. Tem que ser um circuito só, com estrada, com boa qualidade, com gastronomia." Cemig e ferrovias Gabriel Azevedo afirmou que não pretende privatizar a Cemig. O candidato também destacou investimentos em infraestrutura ferroviária e disse defender a implantação da chamada Ferrovia do Café.
Segundo ele, a ampliação das conexões ferroviárias é importante para fortalecer a logística regional, incluindo o Porto Seco de Varginha. "Cemig, comigo não vai ser privatizada. A Copasa foi e temos que ter a Cemig cuidando.
Eu quero ser o governador das ferrovias. Eu sei que ferrovia leva tempo e custa caro, mas se alguém não começar, nunca fica pronto. Eu defendo a Ferrovia do Café, que a nossa Fecomércio está defendendo e eu vou começar a fazer." Entrevistas ao EPTV 1 A EPTV Sul de Minas, Afiliada da Rede Globo, exibiu de 31 de agosto até o dia 9 de setembro uma série de entrevistas com os candidatos da disputa pelo governo de Minas nas eleições 2026.
As entrevistas foram ao vivo e aconteceram no EPTV 1. Conforme definido em reunião com os representantes dos partidos que disputam o pleito esse ano, a escolha dos candidatos convidados seguiu o critério de quem apresentou 5% ou mais das intenções de voto na pesquisa Quaest divulgada em 25 de agosto. A duração das entrevistas foi de 30 minutos sem intervalo.
Os candidatos estiveram ao vivo no estúdio do telejornal com os apresentadores Suzana Siega e Velber Viana. O sinal da entrevista também foi aberto na página do g1 Sul de Minas. A ordem das entrevistas foi definida em comum acordo com os assessores dos partidos e foi a seguinte: Agenda das entrevistas: 31/08 - Patrus Ananias (PT) 01/09 - Cleitinho Azevedo (Republicanos) 03/09 - Alexandre Kalil (PDT) 04/09 - Mateus Simões (PSD) 09/09 - Gabriel Azevedo (MDB) Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas



