De clube escolar a animação: alunos dão vida à Revolta das Letrinhas Crédito: Divulgação. Uma história que começou dentro da escola ganhou novos formatos e passou a reunir quadrinhos, animação e tecnologia. O projeto “A Revolta das Letrinhas” envolve estudantes que transformaram o livro escrito por Cleyde Agnoletto Vaz de Almeida, mãe do prefeito de Jaborandi, Silvio Vaz de Almeida, em uma produção audiovisual e, posteriormente, em um jogo digital.
A trajetória começou em junho de 2024, quando os alunos criaram um clube na escola com o objetivo de desenvolver uma história em quadrinhos. Depois de finalizar a HQ, o grupo apresentou o trabalho a Silvio Vaz de Almeida, buscando uma forma de divulgar a produção. Junto com a história em quadrinhos, os estudantes produziram um pequeno trailer para apresentar o projeto.
A animação chamou a atenção do prefeito, que então propôs um novo desafio ao grupo: transformar em animação o livro “A Revolta das Letrinhas”, escrito por Cleyde Agnoletto Vaz de Almeida. Da história para a animação O grupo aceitou o desafio e começou a trabalhar na adaptação da história para o formato audiovisual. Os próprios estudantes ficaram responsáveis por diferentes etapas da produção, desde o roteiro e as ilustrações até a animação.
Participaram da produção da animação Zaqueu Mellin Borges, Vitor Hugo do Nascimento, Santhiago Moreira Cardoso dos Santos e Rhuan Pereira. Rhuan Pereira atuou como roteirista; Zaqueu Mellin Borges e Santhiago Moreira Cardoso dos Santos trabalharam como ilustradores; e Vitor Hugo do Nascimento ficou responsável pela animação. Um dos aspectos que mais chama atenção no projeto é que a produção foi feita inteiramente pelo celular.
Os estudantes desenvolveram a animação sem a necessidade de um computador, utilizando um dispositivo simples e colocando a criatividade como principal ferramenta para transformar a história em imagens em movimento. A animação foi concluída e entregue ao prefeito em 31 de março de 2025, quando também foi publicada. De clube escolar a animação: alunos dão vida à Revolta das Letrinhas Crédito: Divulgação.
Um novo desafio: transformar a história em jogo Depois da animação, surgiu um novo desafio. Silvio Vaz de Almeida convidou os estudantes a desenvolverem também um jogo inspirado em “A Revolta das Letrinhas”. A proposta representou uma nova etapa para o grupo, já que os estudantes ainda não tinham experiência com desenvolvimento de jogos.
Mesmo sem saber inicialmente como criar um jogo, eles aceitaram o desafio e começaram a aprender durante o próprio processo de desenvolvimento. Atualmente, o projeto está em sua fase final. A equipe do jogo é formada por Vitor Hugo do Nascimento, Zaqueu Mellin Borges, Gabrielly da Costa Freitas e Anna Luiza Bezerra, sendo Anna Luiza estudante da ETEC Coronel Raphael Brandão.
Na produção, Vitor Hugo atua como animador e designer; Zaqueu Mellin Borges e Gabrielly da Costa Freitas trabalham com ilustração; e Anna Luiza Bezerra é responsável pela programação. Quando a criatividade vira aprendizado O projeto mostra como uma iniciativa criada pelos próprios estudantes pode ganhar novas dimensões quando encontra espaço para experimentação.
O que começou como um clube voltado à criação de uma história em quadrinhos passou por diferentes etapas: primeiro a HQ, depois um trailer, a animação de “A Revolta das Letrinhas” e, agora, um jogo digital. Para os alunos envolvidos, cada etapa também representou uma oportunidade de aprender novas habilidades e assumir diferentes funções dentro de uma produção. Além do resultado final, o processo colocou os estudantes em contato com áreas como roteiro, ilustração, animação, design e programação.
De clube escolar a animação: alunos dão vida à Revolta das Letrinhas Crédito: Divulgação. Uma produção feita com criatividade e poucos recursos A história da animação também chama atenção pela forma como foi produzida. Todo o trabalho foi desenvolvido utilizando apenas um celular, sem a necessidade de um computador.
A experiência demonstra como ferramentas acessíveis podem ser utilizadas para desenvolver projetos criativos quando combinadas com conhecimento, dedicação e trabalho em equipe. O projeto também aproximou os estudantes de áreas que fazem parte do universo da tecnologia e da produção digital, permitindo que eles experimentassem funções diferentes e descobrissem novas possibilidades ao longo do caminho.
Agora, com o jogo de “A Revolta das Letrinhas” entrando na etapa final, a história iniciada dentro de um clube escolar ganha mais um capítulo — desta vez, levando os personagens para uma experiência interativa criada pelos próprios estudantes.



