‘Não sou bandida ou marginal’, diz ex-vereadora Veronica Costa ao ser presa Veronica Costa, a Mãe Loira do Funk, trocou de número de telefone enquanto fugia para dificultar a localização pela polícia. A empresária foi presa na última quinta-feira (24), após ser considerada foragida pela condenação por tortura contra o então marido. Ela está no Presídio Tavalera Bruce, em Bangu, unidade destinada a detentas com penas a cumprir.
O padrasto dela, Sebastião de Oliveira Evangelista, segue foragido. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Foto do sistema de Veronica Costa ao ser presa Reprodução Dois sítios em Araras A Polícia Civil do RJ já tinha descoberto que Veronica havia usado 4 carros no trajeto entre o Rio de Janeiro e a Região Serrana fluminense. No meio da fuga, a Mãe Loira também descartou o celular e ativou novas linhas, com aparelhos recém-comprados, para não ser rastreada.
Mas a Polinter já sabia que Veronica tinha deixado a capital rumo a Petrópolis. Lá, a Mãe Loira esteve em pelo menos 2 sítios. Em um deles, agentes encontraram 2 caixas de iPhone vazias.
O cerco prosseguiu, e no 2º endereço a polícia localizou Veronica e 3 parentes — todos condenados pelo crime. Com eles, policiais acharam os iPhones com chips novos.
LEIA TAMBÉM: Veja as versões da acusação e da defesa sobre o caso Entenda os 15 anos do processo em 4 instâncias na Justiça ‘Não sou bandida, marginal, homicida ou corrupta’ Bruno Chaves Ribeiro, Veronica Costa, Tatiane Chaves Ribeiro e e Bruno Marcelo Bahia Reprodução Revisão do processo A nova defesa de Veronica anunciou um pedido de revisão criminal no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
A advogada criminalista Maíra Fernandes sustenta que documentos anteriores ao episódio que levou à condenação precisam ser considerados na análise do caso. Entre eles, está um boletim de ocorrência registrado em 2010, no qual, segundo a defesa, Veronica relatou episódios de violência praticados pelo então marido. De acordo com o documento apresentado pela advogada, Veronica afirmou à polícia que sofria agressões físicas e psicológicas e que era ameaçada com uma arma de fogo.
Em um dos episódios relatados, o marido teria apontado uma arma para a cabeça dela e feito uma espécie de roleta-russa. A defesa de Márcio Costa, representada pelo advogado Leandro Bessa, afirmou que o processo durou mais de uma década, que foram usados todos os recursos previstos em lei e que a condenação se baseou na comprovação de que ele foi submetido a um ritual de tortura com requintes de crueldade.



