Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Ricardo Stuckert O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu em defesa do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, em entrevista ao SBT nesta quinta-feira (10). "O Andrei é um policial federal muito competente, tem mais de 30 anos de carreira, é o companheiro que possivelmente fez a maior busca e apreensão da história do crime organizado deste país.
É o companheiro que fiscalizou o Banco Master, que prendeu Vorcaro [Daniel Vorcaro]", afirmou o presidente Lula. Na terça-feira (8), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento preventivo Andrei.
Segundo Mendonça, a cúpula da PF promoveu monitoramento ilegal e "arapongagem" contra ele próprio e contra o advogado-geral da União, Jorge Messias, ao produzir relatórios de inteligência que, posteriormente, embasaram medidas tomadas pelo ministro Alexandre de Moraes. Mendonça solicitou que a Segunda Turma do STF analisasse a decisão em uma sessão virtual. O colegiado formou maioria de três votos para manter os afastamentos, mas o julgamento foi interrompido após um pedido de vista de Gilmar Mendes.
Na quarta-feira (9), o ministro Flávio Dino reverteu o afastamento de Andrei em outra decisão. A decisão atendeu a um pedido formulado pelo diretor-geral da PF. No mesmo dia, o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu as duas decisões, mantendo, por ora, Andrei no cargo.
Segundo o presidente Lula, Andrei incomoda "porque a Polícia Federal nunca trabalhou tanto". "Ele é um funcionário do estado brasileiro e, portanto, nós temos responsabilidade sobre ele. Ele fez um trabalho extraordinário.
Aliás, acho que ele incomoda muita gente porque a Polícia Federal nunca trabalhou tanto, nunca prendeu tanto, nunca resgatou tanto dinheiro e tanta droga nesse mandato do Andrei. Por isso, eu quero dizer em alto e bom som o Andrei é da minha total confiança, é um companheiro, sabe, perito, como poucos delegados na história desse país", disse Lula.
Na decisão, Fachin disse que Andrei poderia prestar informações em até 48 horas. Depois desse prazo, o presidente do STF decidirá sobre a permanência dele no cargo.



