Expedicionários da Saúde voltam a Iauaretê após 22 anos e iniciam projeto de atendimento a indígenas no AM Divulgação Os Expedicionários da Saúde (EDS) iniciaram no sábado (31) uma nova expedição médica em Iauaretê, em São Gabriel da Cachoeira, no Alto Rio Negro, no interior do Amazonas. A ação marca o início do projeto "Cuidar para Preservar", que prevê quatro anos de atendimento a comunidades indígenas da região. O local foi escolhido por ter recebido a primeira expedição da organização, em abril de 2004.
Os atendimentos seguem até 7 de novembro. Cerca de 60 profissionais e voluntários, entre médicos, enfermeiros e equipes de apoio, participam da ação. A 59ª expedição oferece serviços em quatro áreas: oftalmologia, cirurgia geral, saúde da mulher e pediatria.
📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Na oftalmologia, estão previstas cirurgias de catarata e pterígio. Já na cirurgia geral, a equipe dará atenção especial a pacientes com hérnia. Na saúde da mulher, o trabalho inclui prevenção e diagnóstico precoce do câncer do colo do útero.
Também serão realizados exames, avaliações e ações de prevenção e acompanhamento de pacientes, conforme as necessidades das comunidades. Agora no g1 Projeto prevê quatro anos de atendimento O projeto "Cuidar para Preservar" tem duração prevista de quatro anos e conta com apoio do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Além das expedições médicas e cirúrgicas, a iniciativa prevê atendimento odontológico, consultas a distância, capacitação de profissionais locais e melhorias na estrutura dos polos de saúde indígena. O projeto também inclui atendimento a pessoas amputadas, com fornecimento de próteses por meio do programa Floresta em Movimento. A proposta é ampliar o acesso a serviços especializados e fortalecer o atendimento de saúde nas comunidades indígenas do Alto Rio Negro.
Estrutura leva centro cirúrgico à região Para realizar os atendimentos, a organização mobiliza uma estrutura hospitalar móvel, com centro cirúrgico e equipamentos usados em hospitais de grandes cidades. A operação envolve cerca de 20 toneladas de equipamentos, medicamentos e materiais. O transporte até Iauaretê exige trechos por rios e deslocamentos terrestres, devido à dificuldade de acesso à região.
Na primeira expedição, em 2004, a equipe era formada por quatro médicos e transportava cerca de 100 quilos de materiais. Atualmente, a organização mobiliza dezenas de profissionais e uma estrutura capaz de realizar cirurgias em áreas remotas. Mais de 11 mil cirurgias realizadas Em mais de 20 anos de atuação, os Expedicionários da Saúde realizaram 58 expedições, mais de 11 mil cirurgias, 80 mil atendimentos e 170 mil exames.
O projeto é desenvolvido em parceria com instituições de saúde e organizações indígenas que atuam na região, entre elas o Distrito Sanitário Especial Indígena do Alto Rio Negro (DSEI-ARN) e a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN). Expedicionários da Saúde (EDS) oferece serviços de oftalmologia no Alto Rio Negro, no interior do Amazonas Divulgação Expedicionários da Saúde (EDS) mobiliza uma estrutura hospitalar móvel para atendimentos no Alto Rio Negro, no interior do Amazonas Divulgação



