Dezenas de tendas instaladas na Praça do Rossio, em Lisboa, em Portugal, em manifestação contra crise de moradia em 19 de outubro de 2026. Patricia de Melo Moreira/AFP A polícia desmantelou na manhã desta terça-feira (20) um acampamento de um protesto a favor do direito à moradia em Lisboa, em Portugal, e prendeu mais de 50 manifestantes.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Manifestantes que ocupavam a Praça do Rossio, no centro da capital portuguesa, entraram em confronto com os policiais após formarem uma corrente humana para tentar atrasar a intervenção policial. A confusão foi registrada pelas emissoras de televisão portuguesas. A polícia prendeu 55 manifestantes e tomou mais de 200 tendas.
Os porta-vozes da manifestação denunciaram que cerca de 30 pessoas ficaram feridas e informaram que 100 pessoas decidiram prosseguir com o protesto. Os manifestantes acusam o governo de não agir para enfrentar a crise da habitação e de querer facilitar os despejos de inquilinos por meio de uma reforma do mercado de aluguéis.
Agora no g1 O Parlamento aprovou em setembro, em primeiro turno, uma reforma para acelerar os despejos de inquilinos em caso de inadimplência, como parte de uma flexibilização do mercado de locação. A polícia montou um dispositivo na manhã de terça-feira no centro da capital e a estação de metrô do Rossio foi fechada. No Porto, os manifestantes desmontaram o acampamento devido às ameaças de uma intervenção policial.
Os manifestantes portugueses se inspiraram nos acampamentos pelo direito à moradia organizados em Espanha. Manifestação contra crise de moradia na Praça do Rossio, em Lisboa, em Portugal, em 19 de outubro de 2026. Patricia de Melo Moreira/AFP Manifestação contra crise de moradia na Praça do Rossio, em Lisboa, em Portugal, em 17 de outubro de 2026.
Filipe Amorim/AFP Manifestação contra crise de moradia na Praça do Rossio, em Lisboa, em Portugal, em 19 de outubro de 2026. Patricia de Melo Moreira/AFP Manifestação contra crise de moradia na Praça do Rossio, em Lisboa, em Portugal, em 17 de outubro de 2026. Filipe Amorim/AFP



