Brigadistas do IBAMA tentam controlar pontos de queimadas durante um incêndio em Apui, no Amazonas Bruno Kelly/Reuters Nos primeiros nove meses de 2026, o Amazonas já registrou 27% mais focos de calor do que o total contabilizado durante todo o ano passado, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apresentados no painel do Programa Queimadas. Até esta quarta-feira (23), o estado soma 5.771 focos de calor em 2026. Em todo 2025, foram registrados 4.545 focos.

A diferença é de 1.226 focos entre os dois períodos analisados. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp 🔎Focos de calor são pontos identificados por satélites que apresentam temperatura mais alta do que as áreas ao redor e podem indicar a ocorrência de queimadas. No entanto, cada foco não corresponde necessariamente a um incêndio, já que o mesmo fogo pode gerar mais de um registro e outras fontes de calor também podem ser detectadas pelos satélites.

Em 2026, os dados apresentados no painel mostram: Janeiro: 18 focos; Fevereiro: 31 focos; Março: 41 focos; Abril: 8 focos; Maio: 39 focos; Junho: 41 focos; Julho: 122 focos; Agosto: 2.231 focos; Setembro: 3.240 focos; Total: 5.771 focos.

Fiscalização para combate às queimadas é intensificado em áreas remotas do AM Em 2025, o estado terminou o ano com 4.545 focos, distribuídos da seguinte forma: Janeiro: 60 focos; Fevereiro: 11 focos; Março: 24 focos; Abril: 9 focos; Maio: 25 focos; Junho: 91 focos; Julho: 278 focos; Agosto: 1.842 focos; Setembro: 942 focos; Outubro: 874 focos; Novembro: 271 focos; Dezembro: 118 focos; Total: 4.545. Série histórica Os dados apresentados na imagem também mostram registros de anos anteriores no Amazonas.

O maior número da série foi registrado em 2024, com 25.499 focos de calor. Em 2023, foram 19.601; em 2022, 21.217; e em 2021, 14.848. Já o total de 2025, de 4.545 focos, aparece como o menor entre os anos completos apresentados na série.

Fumaça volta a encobrir Manaus Manaus registrou, nesta quarta-feira, o sexto episódio de fumaça e altos índices de poluição do ar em 15 dias. O monitoramento do aplicativo Selva apontou concentrações de partículas acima da faixa máxima da escala em diferentes pontos da capital. No Distrito Industrial I, na Zona Sul, o índice chegou a 587,9 µg/m³ por volta das 5h15.

Segundo a Prefeitura de Manaus, a fumaça é proveniente de áreas de queimadas em diferentes regiões da Amazônia, principalmente em municípios da Região Metropolitana de Manaus e do leste do Amazonas. A situação também foi registrada em cidades da região metropolitana. Em Autazes, por exemplo, a concentração de partículas chegou a 576,6 µg/m³ na manhã desta quarta-feira.

ENTENDA: Por que Manaus amanheceu coberta por fumaça? Órgãos apontam queimadas, calor e baixa umidade FUMAÇA: Rede de saúde do AM registra 132 atendimentos por problemas respiratórios em quase 3 meses Manaus amanhece coberta por fumaça pela 6ª vez em 15 dias; poluição passa limite máximo