EUA se preparam para as eleições de meio de mandato Milhares de eleitores irão às urnas em 3 de novembro para as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, conhecidas como midterms. A votação vai renovar quase todo o Congresso americano e é crucial para o presidente Donald Trump. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ▶️ Contexto: Diferentemente do Brasil, o Congresso dos Estados Unidos é renovado parcialmente a cada dois anos.
Quando ocorrem na metade do mandato presidencial, essas eleições são chamadas de midterms, ou eleições de meio de mandato. Os deputados norte-americanos têm mandatos de dois anos, enquanto os senadores, de seis. Com isso, a cada dois anos, o país renova toda a Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado.
Sendo assim, em novembro, estarão em disputa todas as 435 cadeiras da Câmara e 35 das 100 do Senado. Nas eleições de 2024, o Partido Republicano garantiu maioria nas duas Casas do Congresso, mas por uma margem pequena. O resultado deu base para Trump avançar com a agenda no Congresso, já que também é do Partido Republicano.
Por outro lado, a maioria apertada limitou essa força e expôs divisões dentro do próprio partido em temas mais sensíveis. Diante desse cenário, Trump tem investido pesado e feito promessas para tentar manter o controle da Câmara e do Senado. Veja, a seguir, um guia de perguntas e respostas sobre as eleições de 2026: O que são as midterms e por que elas têm esse nome?
Quando será a eleição? Quais cargos estão em disputa? Trump não está nas urnas, mas por que essa eleição é crucial para ele?
Desaprovação recorde: como Trump chega às midterms? Como funciona o sistema eleitoral americano? Como será a apuração nos EUA e quando sai o resultado?
Como está a disputa pelo Senado? Quantas cadeiras cada partido precisa para obter maioria no Senado? Quais são os estados-chave na disputa pelo Senado?
Como está a disputa pela Câmara? Quantas cadeiras da Câmara estão em disputa competitiva? Eleição para governador: quantos cargos estão em disputa?
Em quais estados a disputa está em aberto? Em quais estados uma vitória republicana ou democrata é dada como certa? Voto pelo correio: como funciona e por que virou um dos principais temas da campanha?
A guerra dos mapas eleitorais: por que republicanos e democratas entraram nessa disputa? Financiamento de campanha: como está a disputa por recursos? 1.
O que são as midterms e por que elas têm esse nome? Midterms - Eleitora preenche cédula de votação em Harrisburg, na Pensilvânia (EUA) REUTERS/Mike Segar As midterms são as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Elas recebem esse nome porque acontecem na metade do mandato presidencial.
As últimas eleições ocorreram em 2024. Trump tomou posse em janeiro de 2025, assim como os deputados e senadores eleitos naquele ano. Em novembro de 2026, Trump estará na metade do mandato presidencial, enquanto os deputados eleitos em 2024 e os senadores eleitos em 2020 estarão perto do fim do mandato.
Os parlamentares eleitos nas midterms tomarão posse em janeiro de 2027. Trump não disputa a eleição, e o mandato presidencial dele termina em janeiro de 2029. A próxima eleição presidencial será em 2028.
Na mesma data, haverá eleições para renovar todas as cadeiras da Câmara dos Representantes e cerca de um terço das vagas do Senado. Voltar ao início. 2.
Quando será a eleição? A eleição está marcada para 3 de novembro. No entanto, a votação antecipada já começou em alguns estados, e parte dos eleitores já votou pelo correio.
Voltar ao início. 3. Quais cargos estão em disputa?
O presidente dos EUA, Donald Trump, faz o discurso do Estado da União no plenário da Câmara do Capitólio dos Estados Unidos Kevin Lamarque/Reuters Estão em disputa: Todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil. Os americanos também vão eleger 35 senadores. Ao todo, o Senado tem 100 cadeiras.
Também haverá eleições para governador em 36 estados americanos. Voltar ao início. 4.
Trump não está nas urnas, mas por que essa eleição é crucial para ele? O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa em um comício de campanha em apoio ao candidato republicano ao Senado, Mike Collins, e ao candidato a governador, Rick Jackson, em Dalton, Geórgia, EUA, em 16 de outubro de 2026 REUTERS/Kevin Lamarque Nas eleições de 2024, o Partido Republicano, o mesmo de Trump, conquistou a maioria das cadeiras da Câmara e do Senado. Com isso, a legenda passou a controlar a pauta e as votações nas duas Casas.
Isso permitiu que Trump aprovasse pautas importantes para o governo dele. Ainda assim, ele enfrentou dificuldades, já que a maioria republicana é pequena e alguns parlamentares do partido contrariaram o presidente em votações. Agora, Trump quer manter a maioria para continuar tendo apoio no Congresso.
Uma derrota na Câmara, no Senado ou em ambas as Casas poderia dificultar a aprovação de projetos do presidente e abrir espaço para os parlamentares barrarem ações do governo. Voltar ao início. 5.
Desaprovação recorde: como Trump chega às midterms? O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa na Assembleia Geral da ONU, em 22 de setembro de 2026 Mike Segar/Reuters Uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na segunda-feira (19) apontou que 66% dos americanos desaprovam o governo de Donald Trump. O índice está entre os mais altos da série histórica para os dois mandatos do presidente.
Além disso, o levantamento apontou que 31% aprovam o governo Trump. O índice é o mais baixo registrado por uma pesquisa Reuters/Ipsos nos dois mandatos do republicano e está abaixo do registrado pelo antecessor dele, Joe Biden. Segundo a pesquisa, a insatisfação dos eleitores está ligada principalmente à forma como Trump conduz a economia e ao alto custo de vida nos Estados Unidos.
Voltar ao início. 6. Como funciona o sistema eleitoral americano?
Cédula de votação nas eleições presidenciais de 2020 Reuters O sistema eleitoral dos Estados Unidos tem diferenças importantes em relação ao brasileiro. No Congresso, por exemplo, o Senado e a Câmara dos Representantes seguem regras diferentes. No Senado, cada um dos 50 estados tem direito a duas cadeiras, independentemente do tamanho da população.
Por isso, a Casa tem 100 senadores no total. Já na Câmara dos Representantes, as 435 cadeiras são distribuídas entre os estados de acordo com a população. Cada deputado representa uma região, chamada de distrito eleitoral.
Os distritos são áreas dentro de cada estado que podem reunir cidades inteiras ou apenas parte delas. O 11º distrito de Nova York, por exemplo, reúne apenas alguns bairros da cidade de Nova York. Esses distritos são desenhados com base na população.
Em geral, cada um deve ter um número parecido de habitantes. Isso significa que cada deputado representa uma fatia semelhante da população dentro do estado. Como o número de deputados de cada estado depende da população, estados mais populosos têm mais representantes na Câmara.
Antes das midterms, os partidos realizam eleições primárias para escolher os candidatos que vão disputar cada cargo. Sendo assim, na maioria dos estados e distritos, a disputa acaba concentrada em dois candidatos: um republicano e um democrata que venceram as primárias dos respectivos partidos. Candidatos independentes também podem participar das eleições.
No entanto, em geral, eles têm menos visibilidade e recebem menos votos. Voltar ao início. 7.
Como será a apuração nos EUA e quando sai o resultado? Trabalhadores eleitorais participam do processo de contagem de votos para a eleição presidencial dos EUA de 2024 no dia da eleição REUTERS/Eduardo Munoz Cada estado é responsável por apurar os próprios votos. Ao contrário do Brasil, os Estados Unidos não têm um órgão nacional como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável por coordenar as eleições em todo o país.
Em geral, a apuração começa assim que os locais de votação fecham. O horário varia de estado para estado. Na Flórida, por exemplo, a votação termina às 19h.
Em Nova York, os eleitores têm até as 21h. No Tennessee, o horário varia de acordo com o condado. Os primeiros resultados devem ser divulgados ainda na noite de 3 de novembro.
No entanto, pode levar dias até que seja possível saber qual partido terá o controle da Câmara e do Senado. Em 2022, por exemplo, a disputa pelo controle da Câmara só foi definida mais de uma semana após a eleição. A demora ocorreu, entre outros fatores, porque alguns estados levam mais tempo para contar os votos enviados pelo correio.
Voltar ao início. 8. Como está a disputa para o Senado?
Foto do Senado dos EUA, no Capitólio, em Washington, na madrugada de terça-feira, 8 de novembro de 2022 J. Scott Applewhite/AP Pesquisas e projeções recentes indicam que os democratas podem conquistar a maioria do Senado nas eleições de novembro. Atualmente, os republicanos têm 53 cadeiras na Casa, enquanto os democratas contam com 47 senadores, incluindo dois independentes que costumam votar junto com o partido.
As projeções indicam que esse cenário pode mudar a partir de 2027. Veja a seguir. 📊 Center for Politics da Universidade da Virgínia O centro acadêmico acompanha as eleições nos EUA e reúne projeções sobre as disputas.
Na última atualização, de 14 de outubro, o cenário era o seguinte: Democratas: 49 cadeiras Republicanos: 46 cadeiras Disputas indefinidas: 5 cadeiras 📊 Race to the WH A plataforma do jornalista político Logan Phillips projeta os resultados eleitorais com base em pesquisas.
Em 20 de outubro, a previsão era a seguinte: Democratas: 52 ou 53 cadeiras Republicanos: 47 ou 48 cadeiras Chance de vitória dos democratas: 72,9% 📊 270toWin O site reúne projeções de diferentes fontes e apresenta cenários para a composição do Senado após as eleições. Na projeção consultada, o cenário era o seguinte: Democratas: 48 cadeiras Republicanos: 47 cadeiras Disputas indefinidas: 5 cadeiras Voltar ao início. 9.
Quantas cadeiras cada partido precisa para obter maioria no Senado? Senado dos EUA decide pela absolvição de Trump em processo de impeachment Senate Television via AP Isso varia por um motivo: o vice-presidente dos Estados Unidos também preside o Senado. Em caso de empate em uma votação, cabe a ele dar o voto de desempate.
Como o atual vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, é republicano, o partido precisa de 50 cadeiras para manter o controle do Senado. Para os democratas, são necessárias 51 cadeiras para ter maioria sem depender do voto de desempate do vice-presidente.
Voltar ao início. 10. Quais são os estados-chave na disputa pelo Senado?
Bandeira dos EUA Reuters/Vincent Alban A imprensa americana considera que a disputa pelo Senado está indefinida em sete estados: Maine, Iowa, Michigan, Alasca, Kansas, Ohio e Texas. Em outros sete estados, as pesquisas eleitorais indicam uma pequena vantagem dos democratas em quatro disputas, enquanto os republicanos lideram nas outras três. Voltar ao início.
11. Como está a disputa para a Câmara? Câmara dos Representantes dos EUA.
Office of the Speaker of the House De acordo com as pesquisas, o Partido Democrata é favorito para conquistar o controle da Câmara. Uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na segunda-feira (19) apontou que 47% dos eleitores disseram que pretendem votar em um candidato democrata, enquanto 35% afirmaram que pretendem escolher um republicano. Atualmente, os republicanos têm 218 cadeiras na Casa, enquanto os democratas contam com 214 deputados.
Há ainda um deputado independente e duas vagas em aberto. Assim como no Senado, as projeções indicam que esse cenário pode mudar a partir do ano que vem. Confira abaixo.
📊 Center for Politics da Universidade da Virgínia O centro acadêmico acompanha as eleições nos EUA e reúne projeções sobre as disputas. Na última atualização, de 20 de outubro, o cenário era o seguinte: Democratas: 223 cadeiras Republicanos: 200 cadeiras Disputas indefinidas: 12 cadeiras 📊 Race to the WH A plataforma do jornalista político Logan Phillips projeta os resultados eleitorais com base em pesquisas.
Em 20 de outubro, a previsão era a seguinte: Democratas: 234 cadeiras Republicanos: 201 cadeiras Chance de vitória dos democratas: 88,9% 📊 270toWin O site reúne projeções de diferentes fontes e apresenta cenários para a composição da Câmara após as eleições. Na projeção consultada, o cenário era o seguinte: Democratas: 220 cadeiras Republicanos: 200 cadeiras Disputas indefinidas: 15 cadeiras Voltar ao início. 12.
Quantas cadeiras da Câmara estão em disputa competitiva? Câmara dos Deputados dos EUA em foto de 20 de outubro de 2023 Jonathan Ernst/REUTERS Segundo o jornal The New York Times, o cenário está indefinido em 21 disputas pela Câmara, distribuídas por 14 estados. Além disso, outros 25 distritos têm disputas acirradas: em 13 deles, há vantagem republicana, enquanto os democratas lideram nos outros 12.
Voltar ao início. 13. Eleição para governador: quantos cargos estão em disputa?
A bandeira dos Estados Unidos sobre o Capitólio no primeiro dia da paralisação do governo, em Washington, 1º de outubro de 2025. AP Photo/J. Scott Applewhite Haverá eleições para governador em 36 estados americanos.
Além disso, eleitores de três territórios americanos que não são considerados estados também vão escolher um governador: Guam, Ilhas Virgens Americanas e Ilhas Marianas do Norte. Também haverá eleição para o governo do Distrito de Colúmbia. Nesse caso, será escolhido o prefeito de Washington, D.C.
Voltar ao início. 14. Em quais estados a corrida eleitoral está em aberto?
Agregadores de pesquisas indicam que a disputa pelo governo está acirrada em seis estados: Alasca, Geórgia, Ohio, Oregon, Nevada e Wisconsin. Voltar ao início. 15.
Em quais estados uma vitória republicana ou democrata é dada como certa? Imagens da bandeira dos EUA são projetadas na fachada da embaixada americana em Londres Hannah McKay/Reuters Para responder a essa questão, vamos usar três classificações diferentes: vitória praticamente garantida, favorito e leve vantagem. Veja a seguir: 🔵 Partido Democrata Vitória praticamente garantida: Califórnia, Havaí, Illinois, Maryland, Pensilvânia, Nova York, Massachusetts e Connecticut.
Favorito: Colorado, Minnesota, Iowa, Michigan, Maine e Rhode Island. Leve vantagem: Arizona e Novo México. 🔴 Partido Republicano Vitória praticamente garantida: Idaho, Wyoming e Arkansas.
Favorito: Dakota do Sul, Oklahoma, Tennessee, Alabama, New Hampshire e Carolina do Sul. Leve vantagem: Nebraska, Kansas, Texas, Flórida e Vermont. Voltar ao início.
16. Voto pelo correio: como funciona e por que virou um dos principais temas da campanha? Funcionários eleitorais separam cédulas de voto por correio no escritório do Supervisor de Eleições do Condado de Miami-Dade para as eleições primárias da Flórida, em 18 de agosto de 2026 AP Photo/Lynne Sladky Todos os 50 estados permitem alguma forma de votação pelo correio.
Desses, 37 estados e Washington, D.C., permitem que os eleitores solicitem uma cédula sem apresentar justificativa, segundo levantamento do Centro para Inovação e Pesquisa Eleitoral. As regras variam de estado para estado. De forma geral, os eleitores que escolhem essa modalidade recebem a cédula pelo correio, preenchem o documento e o enviam de volta dentro do prazo estabelecido.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem defendido restrições ao voto pelo correio e afirma que o sistema é suscetível a fraudes. Em março, ele assinou um decreto para endurecer as regras de votação por correspondência e ampliar a verificação da cidadania dos eleitores. A medida prevê a criação de uma lista federal de cidadãos aptos a votar pelo correio, elaborada pelo Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA e pela Administração da Seguridade Social.
Pelo decreto, as cédulas enviadas pelo correio só poderiam ser entregues a pessoas incluídas nesse cadastro. Trump afirma que a medida visa impedir fraudes e que pessoas sem cidadania americana votem nos Estados Unidos. Alguns estados e organizações de defesa do direito ao voto contestaram judicialmente as novas regras.
Eles argumentam que a Constituição dos EUA atribui aos estados e ao Congresso, e não ao presidente, o poder de definir as regras eleitorais. Em setembro, a Suprema Corte manteve o bloqueio a uma regra do Serviço Postal dos EUA que implementaria parte do decreto de Trump antes das eleições de novembro. A norma exigiria que os estados enviassem listas de eleitores aptos a votar pelo correio e que os envelopes das cédulas tivessem códigos de barras específicos.
Com isso, o órgão poderia recusar o envio de cédulas que não cumprissem essas exigências. Voltar ao início. 17.
A guerra dos mapas eleitorais: por que republicanos e democratas entraram nessa disputa? presidente dos EUA, Donald Trump, responde a perguntas durante o anúncio do plano de uma empresa de Minnesota para construir uma siderúrgica de US$ 15 bilhões em Iowa, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, em 28 de setembro de 2026 REUTERS/Kevin Lamarque Para evitar perder o controle da Câmara, Trump sugeriu que os republicanos apoiassem o redesenho dos distritos eleitorais nos estados.
A estratégia era criar mapas mais favoráveis ao partido. A ofensiva de Trump começou pelo Texas. O estado tem o segundo maior número de deputados do país e é um importante reduto republicano.
A proposta foi aprovada no estado em agosto de 2025 e já está em vigor. Com o novo desenho, a expectativa é que os republicanos ganhem vantagem ao redistribuir eleitores e reduzir o número de distritos em que os democratas tinham vantagem. A estratégia, no entanto, gerou reação.
Três meses depois, a Califórnia decidiu redesenhar o próprio mapa para favorecer os democratas. Com isso, a expectativa é que o partido conquiste cinco cadeiras atualmente ocupadas por republicanos. Mas a disputa continuou.
Os republicanos conseguiram redesenhar os mapas de outros seis estados: Alabama, Flórida, Louisiana, Carolina do Norte, Ohio e Tennessee. Em Utah, uma decisão judicial também levou à criação de um distrito eleitoral com tendência democrata em Salt Lake City. Voltar ao início.
18. Financiamento de campanha: como está a disputa por recursos? Elon Musk, CEO da X e da SpaceX, se formou em 1997 na Upenn REUTERS/Gonzalo Fuentes As eleições de meio de mandato de 2026 devem ser as mais caras da história dos EUA.
As campanhas arrecadaram mais de US$ 15 bilhões (R$ 75 bilhões), segundo dados da Comissão Eleitoral Federal compilados pela emissora NPR. Metade desse valor já foi gasto. Apesar de os candidatos democratas terem arrecadado mais dinheiro em diversas disputas, os republicanos contam com grupos políticos que têm grandes reservas para financiar campanhas e anúncios eleitorais.
Entre julho e setembro, candidatos democratas ou independentes arrecadaram mais do que os adversários republicanos em 27 das 35 disputas pelo Senado, segundo a NPR. Nas 13 corridas consideradas mais competitivas, os democratas arrecadaram quase cinco vezes mais do que os republicanos. Já quando se considera o dinheiro disponível para organizações externas que apoiam os partidos, os republicanos levam vantagem.
Segundo a Associated Press, grupos ligados a Trump tinham cerca de US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões) disponível para investir nas eleições, contra aproximadamente US$ 579 milhões (R$ 2,9 bilhões) de organizações democratas semelhantes. Parte desses recursos vem de grandes doadores. O empresário Elon Musk, por exemplo, transferiu US$ 158 milhões (R$ 793 milhões) para o Senate Leadership Fund, grupo alinhado aos republicanos no Senado.
Ele também fez outras doações a organizações que apoiam candidatos do partido. Parte do dinheiro foi usada na disputa pelo Senado no Texas, onde o republicano Ken Paxton enfrenta o democrata James Talarico. Na terça-feira (20), Trump anunciou que investiria mais de US$ 400 milhões (R$ 2 bilhões) para ajudar candidatos republicanos.
Do lado democrata, o empresário Michael Bloomberg prometeu investir US$ 80 milhões (R$ 400 milhões) em apoio a candidatos do partido, segundo a Reuters. Voltar ao início. VÍDEOS: agora no g1 Agora no g1



