g1 responde às principais buscas do Google sobre a Mpox O Distrito Federal teve 23 casos confirmados de Mpox em 2026, informou a Secretaria de Saúde em nota, nesta quarta-feira (4). Destes, 8 foram apenas em outubro. "Observa-se aumento recente de casos confirmados, com oito confirmações em outubro, reforçando a importância da vigilância epidemiológica e laboratorial para o monitoramento da circulação do vírus e a identificação oportuna de novos casos", diz a secretaria.

A secretaria diz que a população deve estar atenta aos seguintes cuidados: 🔎 Sinais de alerta: diante do aparecimento súbito de lesões em mucosas e/ou erupções cutâneas agudas, como bolhas e pústulas, em qualquer parte do corpo, procure uma unidade de saúde para avaliação. 🩸 Prevenção: evite contato físico próximo ou íntimo com pessoas que apresentem lesões de pele ou mucosas suspeitas. 🧼 Higiene: higienize frequentemente as mãos com água e sabão ou utilize preparação alcoólica para as mãos.

Evite compartilhar objetos pessoais, roupas, toalhas e roupas de cama. 🏠 Isolamento: pessoas com suspeita ou confirmação de mpox devem evitar contato próximo com outras pessoas e seguir as orientações dos profissionais de saúde para reduzir o risco de transmissão, mantendo o isolamento pelo período recomendado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp O que é a Mpox?

Mpox Reprodução Em entrevista para a TV Globo, a infectologista Joana D’arc Gonçalves explica que a Mpox é uma doença viral, geralmente transmitida de pessoa a pessoa, através do contato direto com lesões e secreções corporais. Ela também pode ser transmitida por algumas gotículas respiratórias e por fômites, como lençóis, toalhas e roupas íntimas. "O vírus fica um tempinho na superfície de forma viável, por mais de um mês.

A pessoa infectada tem que ter muito cuidado com os utensílios que ela manuseia no dia a dia, para não transmitir a doença para outras pessoas", diz Joana. A transmissão também é possível pelo contato com animais silvestres, como roedores, que podem ser portadores do vírus. Sintomas A infectologista Joana D’arc Gonçalves diz que a doença começa com alguns sintomas inespecíficos, como febre, mal-estar e alguns linfonodos.

"Aproximadamente, depois de três dias, o indivíduo ele aparece com umas manchas vermelhas no corpo. Essas manchas, elas evoluem para umas pequenas elevações, pápulas, depois formam umas vesículas, umas pústulas e cria umas crostas. Essas feridas, dependendo da localização, pode ser na faringe, olhos, genitália.

A forma mais frequente atualmente é genitália, porque é uma infecção de transmissão contato pele a pele prolongado. Isso é mais frequente nas relações sexuais", explica. Joana D’arc Gonçalves diz que, geralmente, os sintoma são auto limitados com as lesões de pele, mas alguns indivíduos podem evoluir para complicações, como pneumonia e encefalites.

"Se não cuidar, se ficar tocando muito nas feridas, pode ter infecção bacteriana e levar um quadro de sepse e outras alterações", fala. Diagnóstico e tratamento Segundo a Secretaria de Saúde, o diagnóstico é feito por meio de testes laboratoriais específicos. A notificação de casos (suspeitos, confirmados e prováveis) é imediata e deve ser realizada pelos serviços públicos ou privados.

Não há tratamento específico para a Mpox. "O manejo clínico envolve aliviar os sintomas e prevenir complicações e sequelas. A maioria dos casos apresenta sintomas leves e moderados, com recuperação completa após algumas semanas", diz a secretaria.

A vacinação contra a doença é direcionada a grupos específicos, como: pessoas vivendo com HIV/aids; com imunossupressão grave; profissionais de laboratório que manipulam o vírus; em casos de pós-exposição em indivíduos que tiveram contato direto com casos suspeitos ou confirmados. "No momento, não há vacina disponível para a prevenção da mpox", informa a Secretaria de Saúde. Como se proteger?

A secretaria diz que a melhor maneira de prevenir a Mpox é evitar o contato com pessoas infectadas ou objetos contaminados. "Caso o trato seja necessário, recomenda-se o uso de equipamentos de proteção como luvas, máscaras, avental e óculos de proteção", informa. A higiene pessoal, especialmente lavar as mãos com frequência, também é fundamental.

"Indivíduos com suspeita ou confirmação de mpox devem cumprir o isolamento e não compartilhar itens de uso pessoal", afirma a pasta. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.