Goiana é a primeira aprovada do Brasil em cota para quilombola para ser diplomata Helen Jaine Gomes Borgens, a primeira brasileira aprovada em cota quilombola no concurso para diplomata no Brasil, deve ter salário inicial bruto de R$ 22,5 mil, segundo o edital. Helen é ex-aluna da UFG e faz parte da comunidade quilombola do Retiro, que fica em Simolândia, na região nordeste de Goiás. À universidade, ela disse que sonha em ser embaixadora.
🔎 Diplomatas são servidores públicos responsáveis por representar e defender os interesses de seu país perante outros governos e organizações internacionais. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, este foi o primeiro concurso para a carreira na diplomacia realizado sob a vigência da nova lei de cotas, que estabelece reserva de vagas em concursos públicos federais para pessoas pretas, pardas, indígenas e quilombolas.
✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp O concurso é realizado pelo Instituto Rio Branco e é considerado um dos mais difíceis e concorridos do país. Helen nasceu em Goiânia, mas depois de se formar, em 2025, foi para Simolândia, onde fica sua comunidade, para se preparar para o concurso. O esforço valeu a pena e Helen foi aprovada na única vaga reservada a candidatos quilombolas.
De acordo com a instituição, o primeiro incentivo que Helen recebeu para seguir na carreira veio por meio de um professor de curso preparatório para vestibular. Durante a graduação, a estudante se afastou da área, mas a vontade de ser diplomata voltou quando cursou a disciplina de Política Externa Brasileira.
Goiana é a primeira aprovada do Brasil em cota para quilombola para ser diplomata Arquivo pessoal LEIA TAMBÉM: ENTENDA: Goiana é a primeira aprovada do Brasil em cota quilombola para ser diplomata Gari que emocionou com ensaio de fotos ao se formar em enfermagem conciliava trabalho e estudo: 'Não é vergonha varrer rua' Estudante percorre quase 130 km de moto para conseguir chegar à universidade e lutar pelo sonho do diploma: 'Sem reclamar' Sonho O edital com a confirmação foi publicado no dia 23 de junho.
À UFG, Helen contou que está orgulhosa da conquista e sonha em ocupar o cargo mais alto da carreira diplomática, o posto de embaixadora. Segundo ela, é uma honra representar a categoria quilombola ocupando esse espaço. Ela contou à universidade que o fato de morar no interior dificultou seu acesso ao estudo especializado para o concurso e que precisou estudar inglês e todos os conteúdos além do básico sozinha.
Como funciona o concurso? Palácio do Itamaraty recebe iluminação em homenagem ao Orgulho LGBTQIA+ Divulgação/Palácio do Itamaraty Oferecido pelo Instituto Rio Branco, o Concurso de Admissão à Carreira Diplomática (CACD) é realizado desde 1996 e exige conhecimento de diversas áreas de conhecimento. Todo brasileiro com formação em curso superior reconhecido pelo Ministério da Educação pode participar da seleção.
O concurso é dividido em uma etapa com prova objetiva e outra com prova dissertativa. Nos exames, são avaliados oito disciplinas como História do Brasil, Política Internacional, Economia e Direito. Após a aprovação, o candidato precisa fazer um Curso de Formação de Diplomatas no Instituto, com duração de três a quatro semestres, para ocupar o primeiro cargo da carreira diplomática: o de terceiro-secretário.
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