Aos 15 anos, um comprimido resolvia. A cólica vinha, incomodava por algumas horas, e a vida seguia normal. Dez anos depois, o mesmo remédio não faz mais efeito nenhum.
A dor passou a durar o período inteiro, às vezes chega antes da menstruação, e já tirou a mulher do trabalho mais de uma vez. Para muita gente, essa progressão silenciosa é só "o corpo mudando com a idade". Na realidade, pode ser o sinal mais importante que a cólica manda: o de que ela deixou de ser normal, e pode estar ligada a uma condição chamada endometriose.
Segundo o Ministério da Saúde, a endometriose afeta cerca de uma em cada 10 mulheres em idade reprodutiva no Brasil. Mesmo assim, o tempo médio até o diagnóstico definitivo no país ainda varia de sete a 10 anos, e aceitar o agravamento da dor como parte da rotina é uma das principais razões para essa demora. Por que a dor pode ficar cada vez mais intensa Diferente da cólica menstrual comum, provocada só pelas contrações normais do útero, a dor da endometriose tende a mudar com o tempo.
O tecido semelhante ao endométrio que cresce fora do útero reage a cada ciclo hormonal, sangra e mantém um processo inflamatório contínuo na pelve. Sem tratamento, esse estímulo inflamatório repetido causa alterações mais profundas na região: Formação de aderências e fibroses: o tecido inflamado cicatriza de forma irregular, criando "pontes" que colam órgãos como útero, ovários, intestino e bexiga uns nos outros.
Infiltração mais profunda: as lesões podem avançar mais de cinco milímetros nas estruturas da pelve, atingindo nervos e ligamentos. O sistema nervoso fica mais sensível: a exposição repetida à dor deixa o sistema nervoso mais reativo, e a dor passa a ser sentida com mais intensidade mesmo fora do período menstrual. Como reconhecer a mudança no padrão da cólica A mudança costuma acontecer aos poucos.
Observar a frequência, a duração e a resposta da dor aos remédios do dia a dia ajuda a identificar o momento certo de buscar avaliação médica. Fique atenta a: Remédio que parou de funcionar: analgésicos e anti-inflamatórios que antes resolviam deixam de fazer efeito. Dor que dura mais tempo: o desconforto que ficava só no primeiro dia passa a acompanhar todo o período do fluxo, e às vezes até os dias antes da menstruação.
Dor em outros momentos: o incômodo deixa de aparecer só na menstruação e passa a surgir durante a relação, ao evacuar, ao urinar ou na ovulação. Impacto na rotina: faltar ao trabalho, adiar compromissos ou precisar de pronto-socorro para medicação injetável por causa da dor.
O diagnóstico e a investigação ampliada De acordo com o cirurgião oncológico com atuação em cirurgia ginecológica e cirurgia de endometriose profunda há mais de 10 anos, Tiago Castilho, "o mapeamento da pelve, feito por ressonância magnética ou ultrassom transvaginal com preparo intestinal, permite localizar os focos da doença e planejar a melhor conduta", explica.
Para entender se esse agravamento pode estar ligado a outros sintomas do corpo, vale consultar o conteúdo completo sobre como entender a endometriose além dos sintomas ginecológicos. "Quando vemos um quadro de dor progressiva que não responde ao tratamento clínico, ou que compromete a qualidade de vida e o funcionamento dos órgãos pélvicos, a cirurgia minimamente invasiva surge como uma alternativa precisa para remover o tecido doente e restaurar a anatomia", destaca o cirurgião.
Investigação e cuidado especializado Uma mudança importante no padrão da dor não deve simplesmente virar rotina. Investigar a causa é o que permite saber se existe endometriose, ou outra condição que também precise de tratamento. Tiago Castilho trabalha há mais de 10 anos com mulheres com endometriose e dedica parte importante da sua atuação ao tratamento cirúrgico de casos complexos.
É especializado em técnicas minimamente invasivas, incluindo videocirurgia e cirurgia robótica, e estruturou o Cuidado 360º para acompanhar de forma organizada as pacientes que precisam de cirurgia. Reconhece essa progressão na sua própria cólica? Entre em contato com a equipe de Tiago Castilho pelo telefone (44) 99169-8161 e agende uma avaliação.
Tiago Castilho é Cirurgião Oncológico com atuação em Cirurgia Ginecológica e Cirurgia de Endometriose Profunda, mestre e doutor na área, com mais de 10 anos de experiência no tratamento cirúrgico da doença. CRM-PR 22590 | RQE 2911 | RQE 844.



