Caso teve início após bebê ser levado ao Hospital Regional José Alencar, em Uberaba Reprodução/TV Integração Um bebê de 8 meses foi levado pela mãe ao Hospital Regional de Uberaba por causa de febre, mas a avaliação médica levantou uma suspeita mais grave. A criança tinha vários machucados, entre eles fraturas nas costelas, um roxo na testa e uma fratura cicatrizada no braço.
Diante das lesões e das versões divergentes sobre como os ferimentos teriam ocorrido, o médico que acompanhava o atendimento acionou a Polícia Militar (PM). O caso aconteceu na manhã de quinta-feira (17). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Segundo o registro policial, além das lesões, a equipe médica identificou atraso no desenvolvimento do bebê e peso abaixo do esperado para a idade.
O conjunto de sinais levou o profissional a suspeitar que os ferimentos poderiam ter sido causados por uma agressão. Durante a avaliação, a mãe apresentou versões diferentes para explicar alguns dos machucados. No caso de um hematoma na cabeça, por exemplo, ela inicialmente relatou que o ferimento havia ocorrido cinco dias antes.
Depois, afirmou que o episódio teria acontecido entre duas e três semanas antes. A mulher também teria relacionado a internação a uma queda da cama. Já as fraturas nas costelas, segundo ela, poderiam ter sido causadas por uma reanimação realizada quando o bebê nasceu.
A equipe médica, porém, buscou informações no hospital onde a criança recebeu atendimento neonatal. Segundo o registro policial, não foi encontrada documentação que apontasse a realização de ressuscitação cardiopulmonar no nascimento. O bebê também tinha uma fratura no braço registrada cerca de dois meses antes.
Na ocasião, segundo o boletim, a mãe teria apresentado versões diferentes para explicar o ferimento e não procurado atendimento médico imediatamente. Agora no g1 Outra criança também apresentava ferimento Enquanto o caso era investigado, policiais foram até a residência da família e encontraram outra criança, de 2 anos, sob os cuidados do avô. Ela tinha um ferimento no olho esquerdo.
Segundo o registro policial, ao ser questionada sobre o que havia acontecido, a criança teria apontado para o homem que vivia com a mãe e dito: “papai bateu”. Ela também teria feito um gesto com a mão, indicando um tapa no rosto. A mesma versão teria sido apresentada posteriormente no hospital, diante de profissionais que acompanhavam o caso.
Segundo a Polícia Militar (PM), o relato da criança contrariou a explicação da mãe, que teria afirmado que o ferimento havia sido causado por uma queda. A criança de 2 anos também tinha histórico recente de ferimentos. Em julho, ela havia sido atendida por causa de uma fratura na perna esquerda.
O Conselho Tutelar informou ainda aos profissionais sobre um atendimento anterior do bebê de 8 meses por causa de um machucado no pé. Diante do conjunto de ocorrências, as duas crianças foram retiradas dos cuidados dos responsáveis e entregues à avó, por determinação do Conselho Tutelar.
Leia também: Homem ouve gritos, pula muro e salva mulher de tentativa de feminicídio Mãe e padrasto são presos após bebê ser internada com queimaduras de cigarro Mulher é presa por agredir criança que bagunçou o cabelo da filha Responsáveis foram levados à delegacia A mãe e o homem foram encaminhados pela Polícia Militar (PM) à Delegacia de Polícia Civil para prestar esclarecimentos sobre as lesões e as circunstâncias do caso. A Polícia Civil informou que não houve prisão confirmada.
A Delegacia de Orientação e Proteção à Família (DOPF) investiga o caso por suspeita de maus-tratos e lesão corporal. O g1 entrou em contato com a Polícia Civil para saber se o homem é o pai biológico das duas crianças, mas não havia obtido resposta até a última atualização desta reportagem. VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo



