Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) disputam o 2º turno Diego Herculano/Reuters e Adriano Machado/Reuters Minas Gerais é considerado por estudiosos um "estado pêndulo" porque, nas últimas três décadas, o eleitorado mineiro oscilou entre candidatos de direita e de esquerda. Também é apontado como "espelho" do Brasil por reunir realidades econômicas e sociais semelhantes às encontradas em diferentes regiões do país.
O presidente reeleito Lula (PT) aumentou seu número de votos no estado em mais de 1 milhão entre o primeiro e o segundo turno. A comparação com o Brasil também aparece nas urnas: desde a redemocratização, o estado votou, nas eleições presidenciais, no candidato que acabou eleito no país. Além disso, no segundo turno, Minas Gerais foi o único estado onde a liderança na disputa presidencial mudou – no primeiro, o candidato do PL ficou com 48,24% dos votos, e o petista, com 43,33%.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp O presidente recebeu 6.351.099 votos em MG, 109.313 a mais do que Flávio, que teve 6.241.786. No primeiro turno, a diferença entre os dois tinha sido de 588.612 votos. Com 16,3 milhões de eleitores, o estado é o segundo maior colégio eleitoral do país, atrás apenas de São Paulo.
Veja como votaram as 10 maiores cidades de Minas no 2º turno 'Nosso general': quem é o deputado mineiro André Janones, elogiado por Lula no discurso da vitória Série sobre voto pendular explica por que Minas é o estado que mais representa a diversidade do Brasil Nas eleições para o Legislativo, a divisão entre direita e esquerda também ficou clara no estado.
Veja nesta reportagem como foi a campanha dos presidenciáveis em MG no segundo turno e como o estado se dividiu nas urnas no primeiro: Visitas de candidatos revelam estratégias para o 2º turno Flávio venceu em votos; Lula, em municípios PL e PT eleitos para o Senado Divisão também aparece na Câmara dos Deputados PL e PT elegem maiores bancadas na ALMG Governo de Minas foi exceção Visitas de candidatos revelam estratégias para o 2º turno Os locais escolhidos pelos candidatos para os atos de campanha ajudam a mostrar as estratégias adotadas na disputa pelo eleitorado mineiro.
Lula voltou a Minas em 16 de outubro. Primeiro, foi a Juiz de Fora, a única entre as dez maiores cidades do estado em que venceu Flávio. Depois, seguiu para Ipatinga, onde o candidato do PL abriu uma vantagem de 29 pontos percentuais no primeiro turno.
Na última quarta-feira (21), o petista participou de uma caminhada no Centro de Belo Horizonte, acompanhado de aliados como o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e a senadora eleita Marília Campos. Flávio escolheu outro ponto estratégico para sua primeira visita ao estado no segundo turno. Em 15 de outubro, esteve em Capelinha, no Vale do Jequitinhonha, uma das poucas cidades da região onde derrotou Lula no primeiro turno.
No último sábado (24), véspera da eleição, o candidato vem a Belo Horizonte ao lado de aliados, como o deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PL). Flávio venceu em votos; Lula, em municípios Apesar de Lula ter vencido em mais cidades, Flávio terminou o primeiro turno com 588.612 votos a mais que o adversário em Minas. O resultado foi influenciado pela vantagem do candidato do PL nos maiores colégios eleitorais mineiros.
Entre as dez cidades do estado com mais eleitores, ele venceu em nove: Belo Horizonte, Uberlândia, Contagem, Betim, Montes Claros, Uberaba, Ribeirão das Neves, Governador Valadares e Ipatinga. Lula ganhou apenas em Juiz de Fora. A divisão também aparece quando se observa o mapa regional.
Flávio venceu no Sul de Minas, no Triângulo Mineiro, no Alto Paranaíba e na Região Central. Lula ficou à frente no Norte, no Jequitinhonha, no Mucuri e na Zona da Mata. No resultado nacional, Flávio terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos, e Lula, com 45,16%.
Já no segundo turno, Lula ganhou em 528 municípios de Minas Gerais, e Flávio, em 325. No primeiro turno, o presidente tinha ficado na frente em 452 cidades, e o adversário, em 401. PL e PT eleitos para o Senado Na eleição para o Senado, os mineiros escolheram um representante do PL e uma do PT.
Domingos Sávio (PL) foi o mais votado, com 4.968.829 votos, ou 24,21%. Ele teve o apoio de Flávio Bolsonaro. A segunda vaga ficou com Marília Campos (PT), apoiada por Lula, com 3.990.864 votos, ou 19,44%.
Divisão também aparece na Câmara dos Deputados Na eleição para a Câmara, o PL conquistou 21 das 53 cadeiras de Minas e passou a ter a maior bancada mineira. A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, ficou com 13. A relação dos candidatos mais votados apresentou outro desenho: entre os dez deputados federais com maior votação no estado, cinco são do PT e dois são do PL.
O primeiro colocado foi Nikolas Ferreira (PL), com 3.119.318 votos, o mais votado do Brasil. Aliado de Flávio Bolsonaro, ele tem participado ativamente da campanha presidencial. Na segunda posição ficou Ana Elisa (PT), com 524.219 votos.
Ela também tem contribuído para a campanha de Lula, principalmente nas redes sociais. Outro deputado reeleito, André Janones (Rede), ganhou protagonismo na campanha petista por meio do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que alcançou mais de 9 milhões de seguidores. PL e PT elegem maiores bancadas na ALMG Na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o PL saltou de 13 para 21 cadeiras.
O partido terá a maior bancada na Casa a partir de 2027. O PT aparece logo atrás, com 15 deputados, seguido pelo PSD, com nove. PP terá cinco parlamentares, e Republicanos, quatro.
Bruno Engler (PL) foi o estadual mais votado, com 675.940 votos. Beatriz Cerqueira (PT) ficou em segundo lugar, com 328.402. Governo de Minas foi exceção A eleição para o governo mineiro foi a principal exceção ao cenário mais equilibrado observado nas outras disputas.
Cleitinho Azevedo (Republicanos) venceu no primeiro turno, com 55,40% dos votos válidos. Patrus Ananias (PT), candidato de Lula, ficou em segundo, com 26,34%. Flávio Roscoe (PL), candidato de Flávio Bolsonaro, terminou em terceiro, com 6,97%.
Embora tenha declarado apoio a Flávio no segundo turno, Cleitinho divergiu do presidenciável durante a discussão sobre o fim da escala 6x1, uma das principais pautas atuais da esquerda e bandeira de Lula. Flávio criticou a proposta durante a tramitação, mas votou a favor da PEC que acaba com a escala 6x1 em 14 de outubro. Infográfico mostra resultados das eleições presidenciais em MG no 1º turno Kayan Albertin - Arte/g1 Vídeos mais vistos no g1 Minas:



