O que se sabe sobre a morte da estudante Isabelle Caracristi A Polícia Civil informou que não havia câmeras de segurança instaladas no rooftop de onde Isabelle Caracristi caiu, em um prédio localizado no bairro Aldeota, em Fortaleza, no dia 13 de setembro. A informação foi divulgada durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (23).
Apesar da ausência de câmeras de segurança no rooftop, imagens de outros pontos do prédio e de áreas próximas corroboram a conclusão da investigação sobre a queda, informou o delegado-geral Márcio Gutierrez. ✅ Clique e siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp A investigação aponta que a morte de Isabelle Caracristi foi motivada por precipitação voluntária (suicídio) do rooftop . O corpo teve múltiplas lesões com a queda, mas não apresentava sinais de violência.
Porém, a polícia disse que outras possibilidades ainda não foram completamente descartadas e que o caso permanece em investigação. Mais de 700 vídeos são analisados pela Polícia Civil. O laudo pericial concluiu que não houve qualquer tipo de alteração ou manipulação nas filmagens.
Uma das câmeras do condomínio registrou a trajetória do corpo durante a queda. A partir das imagens, os peritos calcularam o tempo de queda, estimado em cerca de 3 segundos, e a velocidade. Os dados, segundo a perícia, corroboram a hipótese técnica de uma queda voluntária, com o corpo em posição vertical.
"Nunca teve câmera no rooftop. Nós temos câmeras que mostram o percurso da precipitação do corpo, inclusive, essa câmera foi importante para calcular essa dinâmica da precipitação", informou Júlio Torres, perito geral da Perícia Forense do Estado do Ceará. As câmeras do elevador registraram Isabelle entrando e apertando o botão do 23º andar, onde fica o rooftop.
Até o momento, a equipe de investigação não identificou o acesso de outras pessoas ao local. No entanto, foi constatado que não há câmeras de segurança nas escadas, que também dão acesso ao rooftop. Câmeras de segurança registraram Isabelle entrando e apertando o botão do 23º andar, onde fica o rooftop.
Diário do Nordeste/Reprodução A perícia também identificou na parede próxima à porta do apartamento de João uma estrutura que indica que havia uma câmera instalada no local. No entanto, os peritos não conseguiram determinar quando o equipamento foi retirado. Também não foram localizadas imagens anteriores.
Prisão preventiva Isabelle Caracristi e João Munhoz Neto Reprodução João Munhoz Neto, de 34 anos, namorado da universitária Isabelle Caracristi, 22, encontrada morta no pátio do condomínio onde morava com ele, em Fortaleza, foi preso preventivamente nesta terça-feira (22). Ele foi detido em um condomínio no bairro Aldeota, na capital cearense. A prisão preventiva de João Munhoz foi mantida pela Justiça Estadual, em audiência de custódia realizada nesta quarta (23).
A advogada Lígia Peixe, que representa a defesa de João Munhoz, criticou a prisão preventiva, a qual ela disse que a pegou de surpresa. “Ontem ele se apresentou voluntariamente, entregou o celular, eu deixei meus telefones, disse que a hora que precisassem ouvi-lo, ele estaria em qualquer lugar para ser ouvido. Demos o endereço e, de repente, a gente é surpreendido com isso”, comentou.
Polícia detalha investigação sobre caso Isabelle O g1 apurou que o pedido de prisão preventiva tem como base os seguintes artigos do Código Penal: 122, induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou a praticar automutilação ou fornecer material para que a vítima provoque ferimento contra si; 147, ameaça. Lígia Peixe disse ainda que, desde a morte, o cliente está fragilizado e sob efeito de remédios, mas não especificou quais medicações.
O caso ocorreu no dia 13 de setembro, mas ganhou repercussão nas redes sociais na sexta-feira (18), depois que a mãe da vítima divulgou um vídeo cobrando explicações e justiça pelo caso.
LEIA TAMBÉM: Estudante de 22 anos é encontrada morta em condomínio 'Mãe, eu te amo': universitária enviou mensagem à família antes de ser encontrada morta Namorado disse à polícia qual foi a última mensagem recebida de Isabelle Caracristi Namorado de Isabelle Caracristi é casado com outra mulher, confirma advogada dele O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) informou, em nota, que os "procedimentos de competência do Poder Judiciário relacionados à investigação sobre a morte da estudante Isabelle Caracristi tramitam em segredo de Justiça".
João Munhoz Neto foi preso nesta terça-feira (22) Reprodução O que aconteceu Universitária é achada morta no apartamento do namorado em Fortaleza A estudante universitária Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi encontrada morta no pátio do condomínio onde morava com o namorado, de 34 anos, e familiares dele, na noite do último dia 13, no bairro Aldeota, em Fortaleza.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais depois que a mãe da vítima divulgou um vídeo cobrando explicações e justiça pelo caso (confira no vídeo acima). Isabelle Caracristi estava no segundo semestre do curso de Direito. Ela estagiou por aproximadamente 20 dias em um escritório de advocacia em Fortaleza, onde conheceu João Munhoz Neto.
De acordo com a empresa, em agosto ela solicitou seu desligamento "por razões de ordem pessoal". A mãe de Isabelle descreve a jovem como "intensa e romântica", uma "menina linda, extremamente amorosa": "Quando eu viajava para trabalhar em Sobral, ela me ligava o tempo inteiro para saber se tinha chegado bem. Erámos muito amigas", disse Isorlanda Caracristi, em entrevista à TV Verdes Mares.
Segundo a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), foram identificadas lesões no corpo da jovem "compatíveis com o impacto contra o solo". Exames laboratoriais realizados na vítima tiveram resultado negativo para substâncias de interesse toxicológico. O celular e um tablet da mãe de João, identificada como Sara Regina Alexandre Munhoz, foram apreendidos pela Polícia Civil.
O celular de Isabelle também foi recuperado e será periciado. Imagens de câmeras de segurança obtidas pelo Diário do Nordeste e confirmadas pelo g1 mostram a movimentação no condomínio onde a estudante de Direito foi encontrada morta. Abaixo, confira a cronologia do caso: 18h32 do dia 13 de setembro: O namorado de Isabelle vai até a portaria do Condomínio La Piazza.
Após 18h32 do dia 13 de setembro: o namorado e a mãe dele deixam o condomínio em um carro. 19h12 do dia 13 de setembro: Isabelle aparece sozinha em um elevador, com o celular na mão. Ela segue para o rooftop, no 23º andar.
Por volta de 20h40 do dia 13 de setembro: segundo a SSPDS, ocorre o óbito de Isabelle. 22h48 do dia 13 de setembro: o namorado da estudante retorna ao condomínio. Noite de 13 de setembro: uma equipe da Perícia Criminal da Pefoce é acionada para atender à ocorrência.
Durante os exames, são identificadas lesões no corpo da estudante compatíveis com impacto contra o solo. 14 de setembro: a mãe de Isabelle vai ao condomínio e é informada sobre a morte da filha. 18 de setembro: o caso ganha repercussão nas redes sociais após a mãe da estudante publicar um vídeo cobrando explicações e justiça.
20 de setembro: A mãe de João Munhoz foi encontrada no início da noite de domingo, na praia do Cumbuco, em Caucaia, município vizinho a Fortaleza. Lá, a Polícia cumpriu um mandado de busca e apreensão para apreender o celular e o tablet dela. 21 de setembro: Dia de intensa movimentação na delegacia que investiga o caso, em Fortaleza.
A mãe e o irmão de Isabelle foram ouvidos. 22 de setembro: João Munhoz Neto é preso preventivamente, por incitação ao suicídio e ameaça. Estudante de 22 anos é encontrada morta em condomínio onde morava com namorado, diz família Reprodução Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:



