Trump diz aprovar ida de Flávio Bolsonaro aos EUA O Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, ligado aos democratas, criticou a decisão do governo americano de conceder vistos ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e a seus familiares. Em publicação nas redes sociais, o grupo comparou o tratamento previsto para o brasileiro à política migratória dos Estados Unidos em relação a pessoas que fogem de conflitos no Sudão e no Haiti.
“Nenhum asilo para pessoas fugindo da guerra no Sudão ou do conflito no Haiti, mas Rubio está estendendo o tapete vermelho para Bolsonaro. Aparentemente, fugir da violência não se qualifica. Negar os resultados eleitorais, sim”, afirmou o comitê.
Políticos democratas também publicaram críticas nas redes sociais à possibilidade de o brasileiro obter asilo nos EUA. Em publicação na rede social Threads, o candidato democrata Isaiah Martin criticou a possibilidade de acolhimento do senador brasileiro nos Estados Unidos. Martin chamou Flávio de “imigrante ilegal criminoso” e afirmou que os contribuintes americanos arcariam com os custos para proteger a família Bolsonaro e suas viagens pelo país.
"Agora, o contribuinte americano vai arcar com os custos para proteger sua família criminosa e suas viagens de luxo pelo nosso país", afirmou. Outro democrata, o deputado Joaquin Castro, também questionou a possibilidade de Flávio obter asilo nos Estados Unidos. “Perder uma eleição não é motivo para pedir asilo”, escreveu Castro no Threads.
Na publicação, ele afirmou que o governo Trump estaria oferecendo um refúgio seguro ao senador, que é investigado no Brasil por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, além de ter sido obrigado por decisão judicial a entregar os passaportes. "O governo Trump deve explicações ao Congresso sobre seu papel em ajudar Bolsonaro a fugir do Brasil em desacordo com a legislação brasileira".
Comitê democrata critica governo dos EUA por concessão de vistos a Flávio Bolsonaro Reprodução/X Manifestação de Trump e do governo americano O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (28) que aprova a ida do senador Flávio Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos. Questionado por jornalistas sobre o assunto, Trump também voltou a criticar a eleição presidencial brasileira, realizada no domingo (25), na qual Flávio foi derrotado. “Bem, eu aprovaria.
Acho que eles são boas pessoas. A eleição foi muito estranha, e achei que foi terrível. Ela tem recebido avaliações ruins.
Veja o que aconteceu com o mercado deles”, afirmou Trump. Na terça-feira (27), o Departamento de Estado dos EUA informou que concederá vistos a Flávio Bolsonaro e à sua família e permitirá a entrada deles no país. O governo americano não informou, porém, se o senador já está em território americano.
Também na terça, a Reuters e o jornal "The New York Times" informaram, citando fontes anônimas, que Flávio deixou o Brasil com destino aos Estados Unidos. A saída ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar, na noite de domingo, que o senador entregasse seus passaportes. Donald Trump na base aérea Andrews.
Kevin Lamarque/Reuters Flávio não entregou os documentos à Polícia Federal no prazo estipulado, que terminou às 11h de terça-feira. Na madrugada desta quarta (28), a Direção Nacional de Migrações da Argentina confirmou que Flávio Bolsonaro e três familiares entraram na Argentina pela Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones. De acordo com o órgão, Flávio Nantes Bolsonaro, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, Carolina Figueira Bolsonaro e Luiza Figueira Bolsonaro cruzaram a fronteira às 22h50.
A Direção Nacional de Migrações afirmou que os quatro apresentaram documentação válida para a viagem e não tinham nenhum impedimento legal para entrar no país. Saída do Brasil Na terça-feira, o site argentino Infobae afirmou que Flávio teria deixado o Brasil pela fronteira com Puerto Iguazú, na Argentina, usando seu documento de identidade. Segundo a BBC News, o senador chegou aos Estados Unidos pela Flórida e se encontrou com o irmão, Eduardo Bolsonaro.
Investigações A decisão de Moraes para que Flávio entregasse os passaportes foi dada em um processo no qual o senador e o advogado Willer Tomaz são investigados por lavagem de dinheiro em um suposto esquema envolvendo empresas de Tomaz e casas de apostas. Os dois confirmam que são amigos, mas negam que sejam sócios e também negam qualquer irregularidade.
Flávio Bolsonaro também é investigado pela Polícia Federal em outro inquérito, aberto para apurar a possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme "Dark Horse", sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O candidato à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), discursa após perder o segundo turno das eleições presidenciais, em Brasília, Brasil, em 25 de outubro de 2026 REUTERS/Agustin Marcarian *Com informações da Reuters.



