PF deflagra 8ª fase da Operação Unha e Carne F Preso na 8ª fase da Operação Unha e Carne, na manhã desta quinta-feira (15), o delegado Marcus Amim ocupou alguns dos principais cargos da segurança pública fluminense ao longo da carreira. Entre eles, comandou a Secretaria de Polícia Civil e o Detran-RJ. A prisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na investigação sobre conexões de agentes públicos com grupos criminosos que atuam no RJ.

Os investigadores descobriram uma rede de postos de combustíveis no Grande Rio que movimentou R$ 7,6 bilhões em um suposto esquema de lavagem de dinheiro, com anuência de políticos. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Formado em Direito pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Amim ingressou na Polícia Civil em 2002.

Como delegado, comandou unidades estratégicas da corporação, entre elas a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), a Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) e a 27ª DP (Vicente de Carvalho). Em junho de 2023, ele nomeado pelo então governador Cláudio Castro (PL) como presidente do Detran-RJ.

Em outubro daquele ano, foi nomeado secretário de Polícia Civil após uma manobra da Assembleia Legislativa do Rio que modificou o artigo 16 da Lei Complementar 204, a Lei Orgânica da Polícia Civil. Marcus Amim Reprodução/TV Globo A mudança, proposta pelo Governo do Estado e aprovada na véspera da nomeação, flexibilizou os critérios para o comando da Polícia Civil ao permitir que delegados com menos de 15 anos de carreira na função assumissem a Secretaria de Polícia Civil.

Com a alteração, Marcus Amim, que à época acumulava 12 anos como delegado, pôde para chefiar a corporação. Amim permaneceu no cargo por cerca de dez meses, até ser substituído pelo delegado Felipe Curi. Depois, assumiu a coordenação do Departamento de Segurança da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Antes de comandar a Polícia Civil e o Detran-RJ, ele ficou conhecido por participações em programas de TV e pela atuação nas redes sociais. Amim já havia sido alvo da 6ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal em 7 de julho deste ano. Na ocasião, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão contra ele.

Desde então, o delegado passou a ser alvo de investigações conduzidas pela Corregedoria da Polícia Civil. Ainda não houve uma decisão. Em 2018, o deputado Márcio Canella, também preso nesta fase da operação, propôs a concessão da Medalha Tiradentes, principal honraria da Assembleia, ao delegado Amim.

No mesmo ano, o policial foi agraciado pela homenagem. O g1 tenta contato com a defesa de Amim. A Polícia Civil do RJ não comentou a prisão do delegado.

À esquerda, o ex-deputado Márcio Canella (União) coloca a Medalha Tiradentes no delegado Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil do RJ, em 2018 Reprodução/TV Alerj 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.