Caso Mary Hellen: brasileira presa por tráfico na Tailândia volta ao Brasil, diz defesa A volta para casa marca o início de uma nova etapa para Mary Hellen Coelho Silva, moradora de Pouso Alegre (MG). Depois de ficar presa na Tailândia por tráfico internacional de drogas por mais de quatro anos, a brasileira está com a família e tenta reconstruir a vida no país. Segundo informações repassadas ao g1 pela advogada Kaelly Cavoli Moreira, ela chegou ao Brasil em 5 de setembro, no dia em que completou 26 anos.
📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram A retomada da vida perto dos familiares acontece após mais de quatro anos desde a prisão, em fevereiro de 2022, no aeroporto de Bangkok. A jovem foi condenada a 9 anos e 6 meses de prisão pela Justiça da Tailândia e conseguiu reduzir a pena pela metade. Após deixar o presídio, Mary Hellen foi levada à delegacia em que havia sido presa, onde ficou por alguns dias.
Em seguida, foi transferida para um centro de detenção para estrangeiros, onde permaneceu por cerca de um mês, até conseguir deixar a Tailândia. Segundo a advogada, a jovem manteve contato esporádico durante a viagem de volta ao Brasil e teria precisado pedir emprestado o celular de outros passageiros do avião para se comunicar. Ela chegou ao país sozinha e sem pertences.
VEJA TAMBÉM: Brasileira presa por tráfico na Tailândia volta ao Brasil, diz defesa Quem é Mary Hellen, brasileira que cumpriu pena por tráfico internacional de drogas na Tailândia e voltou ao Brasil Entenda como brasileira reduziu pena pela metade no país que prevê até pena de morte para tráfico de drogas Mary Hellen, brasileira presa e condenada na Tailândia Arquivo pessoal Alternativas para voltar ao Brasil Desde 2022, a defesa avaliou diferentes possibilidades para o futuro de Mary Hellen: A primeira alternativa era tentar o perdão real, que levaria à extinção antecipada da pena.
O benefício poderia reduzir o tempo de prisão ou até levar ao perdão da condenação, dependendo das condições estabelecidas pelas autoridades tailandesas. A concessão, no entanto, não era garantida e dependia de uma decisão da monarquia. Outra possibilidade discutida foi a extradição, procedimento que poderia permitir a transferência de Mary Hellen para o Brasil.
Como não havia tratado de extradição entre os dois países, a medida dependeria de articulação diplomática e de um eventual acordo de reciprocidade. A terceira alternativa era permanecer na prisão até o cumprimento da pena, com os benefícios previstos no sistema tailandês. Naquele período, a defesa já considerava que as reduções poderiam diminuir significativamente o tempo de detenção.
Mary Hellen, jovem moradora de Pouso Alegre presa na Tailândia Redes sociais Em abril de 2026, a defesa informou que a brasileira já havia conseguido uma redução significativa da pena por bom comportamento. Na ocasião, também aguardava a análise de um pedido protocolado em dezembro de 2025. O trabalho realizado por Mary Hellen dentro da prisão também contribuiu para a redução da pena, conforme as informações obtidas pelo g1.
A atividade, somada ao comportamento e aos antecedentes, fez parte do processo que permitiu a antecipação de sua saída. A expectativa da defesa, em abril, era de que ela concluísse o cumprimento da sentença no primeiro semestre de 2026. Após sair da prisão, ela retornou para o Brasil no dia 5 de setembro.
CARTA: Mary Hellen escreveu para a família e disse esperar ver parentes 'o mais rápido possível' A LEI DA TAILÂNDIA: O que diz a lei na Tailândia sobre prisões por drogas Relembre o caso Entenda: brasileiros presos por tráfico na Tailândia Mary Hellen Coelho Silva foi presa em 14 de fevereiro de 2022, no aeroporto de Bangkok, na Tailândia, junto de outro brasileiro. Segundo as informações divulgadas na época, os dois transportavam cerca de 9 quilos de cocaína escondidos em compartimentos ocultos de três malas.
Um terceiro suspeito foi detido horas depois com outros 6 quilos da droga. Natural do Rio de Janeiro, Mary Hellen foi criada em Pouso Alegre, no Sul de Minas, onde morava com a mãe e os irmãos antes de viajar para o exterior. Na época da prisão, ela tinha 21 anos e trabalhava com carteira assinada em uma churrascaria da cidade.
Ela havia deixado o emprego pouco antes da viagem. Durante o período em que esteve presa, Mary Hellen perdeu a mãe, Thelma Coelho, que morreu em 13 de abril de 2024, em Pouso Alegre, enquanto lutava contra um câncer. Na época, a defesa relatou dificuldades para comunicar a morte à brasileira, que mantinha contato com a família principalmente por cartas.
Ela também perdeu o avô durante o encarceramento. A prisão ganhou repercussão no Brasil devido à rigidez das leis tailandesas para crimes relacionados a drogas. Dependendo da quantidade apreendida e das circunstâncias, o tráfico pode ser punido com pena de morte no país.
Em 8 de maio de 2022, a Justiça tailandesa condenou Mary Hellen a 9 anos e 6 meses de prisão, divididos em dois anos por um crime civil e sete anos e seis meses por um crime penal. A sentença foi divulgada no Brasil no dia 11 de maio.
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