A memória de três nomes que marcaram a vida cultural e intelectual de Santarém foi celebrada em uma noite de emoção, música e poesia. A Academia de Letras e Artes de Santarém (ALAS) realizou, na sexta-feira (25), no Centro Cultural João Fona, a tradicional Sessão de Saudade, dedicada aos acadêmicos Ércio Afonso da Cunha Bemerguy, Manuel José Sena Dutra e José Wilson Malheiros da Fonseca.
✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp Sessão da Saudade foi marcada por homenagens, música e poesia no Centro Cultural João Fona Anselmo Colares ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp A cerimônia, realizada às 17h30, reuniu acadêmicos, familiares dos homenageados, autoridades e convidados. Para o jornalista e vice-presidente da ALAS, Edinaldo Rodrigues, a solenidade transformou a saudade em uma celebração da vida e do legado deixado pelos três intelectuais.
“A noite de 25 de setembro de 2026 gravou-se em nossas almas como um altar de luz, afeto e memória”, escreveu Edinaldo ao registrar os momentos do evento. Segundo ele, a Academia se reuniu “não para cultivar a dor da ausência, mas para celebrar a presença eterna e fulgurante dos nossos inesquecíveis confrades”.
A solenidade foi conduzida pelo presidente da ALAS, Renato Aurélio Sussuarana, enquanto o discurso oficial em homenagem aos intelectuais ficou sob responsabilidade do escritor e acadêmico Nicodemos Neves Sena, que veio de São Paulo para participar da programação. Sessão da Saudade reuniu amigos, familiares e intelectuais no Centro Cultural João Fona. Anselmo Colares Ao comentar a participação dos acadêmicos e colaboradores, Edinaldo destacou o envolvimento de todos na construção da homenagem.
“A cada acadêmico e acadêmica que emprestou seu brilho e sensibilidade a esta cerimônia, guardo uma gratidão imensa e terna”, afirmou. Membros da Academia de Letras e Artes de Santarém (ALAS) Anselmo Colares A programação também levou a arte ao centro da homenagem. O público acompanhou a primeira audição de “Canto da Saudade”, canção inédita interpretada por Ádria Góes, além de apresentações musicais, recitais de poesia e a participação do cantor e compositor Gonzaga Blantez.
Para Edinaldo, a arte teve papel fundamental na construção do clima da cerimônia. “A arte, linguagem primeira da nossa ALAS e outras artes, embalaram nossos sentimentos”, destacou. A canção “Canto da Saudade” foi composta especialmente para a ocasião por Renato Sussuarana e Vicente Malheiros da Fonseca.
Edinaldo classificou a composição como uma “joia rara” criada para eternizar a sessão dedicada aos três acadêmicos. A apresentação contou ainda com a participação de Marcos Silva ao piano, Djalma Pereira e Haroldo Pereira, além de Gonzaga Blantez. A programação artística reforçou a proposta da ALAS de unir literatura, música e outras manifestações culturais como formas de preservação da memória.
A homenagem também contou com a presença de representantes dos três acadêmicos lembrados durante a solenidade: Márcia Bemerguy Queiroz, Zuíla Lima Dutra e o maestro Tinho Fonseca. Para o vice-presidente da ALAS, a presença dos familiares e representantes “mantiveram viva a chama dos que tanto amamos”. Edinaldo também reconheceu o trabalho dos servidores do Centro Cultural João Fona e dos profissionais que contribuíram para a realização da programação.
Entre os agradecimentos, citou Aládio Mourão Sirotheau, responsável pela estrutura de som, e o professor Anselmo Colares, que possibilitou a transmissão do evento pelo Instagram. Além da homenagem, a noite marcou a abertura oficial do processo de seleção para o preenchimento de cinco cadeiras de sócios efetivos da ALAS.
O Edital de Vacância contempla as cadeiras de números 02, 14, 20, 35 e 38, ligadas aos patronos Antonieta Dolores Teixeira, Gioconda Peluso, João Felipe Bettendorf, Silvio Leopoldo de Macambira Braga e Dom Tiago Ryan. O processo abre uma nova etapa na composição da Academia, enquanto a Sessão de Saudade reforçou o compromisso da instituição com a preservação da memória de seus integrantes.
A Sessão de Saudade terminou, assim, como uma celebração da memória, reafirmando o papel da ALAS na preservação da história cultural de Santarém e mantendo vivos, por meio da literatura e das artes, os nomes daqueles que ajudaram a construir essa trajetória.



