Candidatos ao Senado por Mato Grosso do Sul José Câmara/g1 O debate promovido pelo g1 nesta sexta-feira (4) entre candidatos ao Senado por Mato Grosso do Sul foi marcado por discussões sobre meio ambiente, combate ao crime organizado, transparência em emendas, violência contra mulher e geração de emprego. Participaram do encontro Beto do Movimento (PSOL), Soraya (PSB), Valter da Comagran (PRD) e Vander Loubet (PT).

Também foram convidados Capitão Contar e Reinaldo Azambuja, ambos do PL, mas eles recusaram o convite. O debate foi transmitido ao vivo pelo site e pelos perfis do g1 no YouTube, TikTok e Instagram. Foram convidados os candidatos de partidos e federações com representação mínima de cinco parlamentares no Congresso, ou que alcançaram ao menos 5% de intenções de voto na última pesquisa Quaest.

Seis temas foram previamente definidos e comunicados às campanhas antes do debate. A ordem dos assuntos foi sorteada antes do início do encontro, bem como a posição das cadeiras durante o encontro e a ordem das considerações finais. Os participantes tiveram 15 minutos de tempo de fala para administrar ao longo da discussão, com intervenções de até 1 minuto e 30 segundos por vez.

Ao final, todos tiveram direito a um minuto para as considerações finais. Confira o que falaram os candidatos sobre os temas estabelecidos: Meio ambiente/Pantanal Combate ao crime organizado Transparência em emendas Violência contra a mulher Relação entre Judiciário, Legislativo e Executivo Trabalho e emprego Primeiro tema: Meio ambiente/Pantanal Candidatos ao Senado de MS respondem sobre meio ambiente e Pantanal No primeiro tema, os candidatos ao Senado por Mato Grosso do Sul discutiram Meio ambiente e Pantanal.

Antes de apresentarem suas propostas, os participantes cumprimentaram os eleitores e agradeceram a oportunidade. Soraya destacou o aumento das queimadas no Pantanal e afirmou que 90 mil hectares já foram queimados neste ano, número que, segundo ela, é quatro vezes maior que o registrado no mesmo período do ano passado. A candidata disse que tem destinado emendas para ações relacionadas ao bioma, embora tenha reconhecido que a execução dos recursos não ocorreu como esperava.

Ela também defendeu que a preservação do Pantanal considere, além da fauna e da flora, as comunidades que vivem na região. Citou a comunidade de Porto Esperança, afetada pela poeira provocada pela mineração. Soraya ainda afirmou que, em 2025, como coordenadora da bancada, participou da destinação de R$ 528 milhões para Mato Grosso do Sul e destacou, junto com Vander Loubet, a destinação de R$ 53 milhões para levar água às comunidades indígenas Jaguapiru e Bororó, em Dourados.

Segundo ela, a execução desse recurso está lenta. Valter da Comagran afirmou que o Pantanal representa cerca de 25% do território de Mato Grosso do Sul e defendeu uma política baseada em três pilares: prevenção, fiscalização e incentivos. Segundo ele, é preciso garantir que quem vive e produz no Pantanal tenha condições de continuar trabalhando, mas seguindo regras de preservação ambiental.

O candidato criticou o fato de recursos para combater queimadas chegarem, muitas vezes, apenas durante o período de seca. A proposta apresentada por ele é antecipar o envio de recursos de Brasília e manter ações permanentes de prevenção antes do início das queimadas, para reduzir os impactos sobre a população, a fauna, a flora e o meio ambiente. Beto do Movimento relacionou sua proposta ambiental à trajetória de atuação na preservação ambiental, demarcação de terras indígenas e reforma agrária.

Durante o debate, ele chamou atenção principalmente para a situação das comunidades indígenas. O candidato citou a Aldeia Bororó, em Dourados, onde, segundo ele, milhares de famílias ainda enfrentam problemas de acesso à água. Beto afirmou que esteve na comunidade e ouviu relatos de que o problema continua, mesmo após mobilizações anteriores.

Ele também destacou a importância da demarcação das terras indígenas para a preservação ambiental e denunciou, segundo seu relato, situações de comunidades vivendo próximas a áreas de produção agrícola e expostas à contaminação por agrotóxicos. Beto defendeu ainda maior fiscalização ambiental e a redução do uso de produtos proibidos no Brasil, afirmando que a contaminação pode atingir o solo e os recursos hídricos. Vander Loubet afirmou que o meio ambiente e o Pantanal estão entre suas prioridades no Senado.

Ele destacou que Mato Grosso do Sul possui quatro biomas: Pantanal, Cerrado, Mata Atlântica e Chaco, e defendeu políticas de preservação para todos eles. O candidato disse que, além de preservar, é necessário fortalecer a legislação para combater crimes ambientais. Ele citou um projeto da deputada Camila, do qual afirmou que será relator, com proposta inspirada em medidas adotadas em Mato Grosso do Sul.

Vander também ressaltou que o trabalho de um parlamentar não se limita à criação de leis e contou ter atuado para mediar um conflito entre o Imasul e o Ministério do Meio Ambiente relacionado à legislação do Pantanal. Segundo ele, a ministra Marina Silva pediu sua intervenção junto ao governo estadual, e uma videoconferência foi realizada para tentar solucionar o impasse.

Segundo tema: combate ao crime organizado Candidatos ao Senado de MS respondem sobre crime organizado Vander Loubet defendeu o reforço da segurança nas fronteiras de Mato Grosso do Sul e propôs a criação de uma Academia de Polícia do Mercosul, com o objetivo de qualificar policiais brasileiros e paraguaios. Também destacou a importância da articulação e da unificação das forças policiais, além da valorização dos servidores da segurança pública.

Beto do Movimento afirmou que, por fazer fronteira com dois países, Mato Grosso do Sul precisa ter as fronteiras mais bem cuidadas. Também apontou a necessidade de maior diálogo e aproximação entre as autoridades e as forças de segurança que atuam diretamente no combate ao crime organizado. Soraya disse que a segurança é responsabilidade do governo estadual, mas avaliou que o Estado não está conseguindo dar conta da área.

Defendeu o combate ao PCC e às demais facções criminosas e criticou a situação dos presídios. Também destacou a necessidade de valorizar os servidores da segurança e prometeu aumentar o auxílio destinado a esses profissionais, atualmente citado por ela como de R$ 300. Valter da Comagran defendeu que o combate ao crime comece antes de os criminosos atravessarem as fronteiras das cidades.

O candidato também falou sobre integrar a atuação da Receita Federal e Polícia Federal e demais forças de segurança. Defendeu o uso da inteligência artificial no combate ao crime organizado e a união das forças no combate ao crime. Temos que combater a corrupção dentro do setor público, mencionando os casos de policiais que acabam se corrompendo e indo para o crime.

Terceiro tema: transparência em emendas Candidatos ao Senado de MS respondem sobre emendas Vander Loubet defendeu as emendas parlamentares e afirmou que, ao longo de seus seis mandatos, destinou recursos diretamente a municípios, instituições e universidades. Segundo ele, nunca foi questionado sobre a aplicação dos valores.

O candidato também defendeu o modelo atual de controle das emendas e elogiou o ministro do STF Flávio Dino por medidas que, segundo ele, acabaram com as chamadas “emendas secretas”, que permitiam a destinação de recursos sem transparência. Vander afirmou que é favorável às emendas porque elas ajudam municípios e estados, mas ressaltou que os recursos precisam ter origem e destino identificados.

Ele disse ainda que mantém em seu portal informações sobre suas emendas e a execução dos recursos, permitindo que a população acompanhe e fiscalize. Soraya também se declarou favorável às emendas parlamentares e afirmou que concentrar todos os recursos em Brasília dificultaria a identificação das necessidades específicas dos municípios. Sobre transparência, a candidata convidou os eleitores a consultar seu site para verificar quanto foi destinado para cada cidade e como os recursos estão sendo executados.

Ela ressaltou, porém, que o trabalho do parlamentar não termina com a indicação da emenda. Para Soraya, é necessário acompanhar e fiscalizar a execução do dinheiro público. A candidata afirmou ainda que destinou emendas aos 79 municípios de Mato Grosso do Sul e disse que foi a primeira senadora a prestar contas de todas as suas emendas, incluindo recursos que estavam pendentes de liberação de governos anteriores.

Valter da Comagran afirmou ser totalmente favorável às emendas parlamentares, mas destacou que, por serem recursos públicos, a população tem o direito de saber quem indicou o dinheiro e onde ele será aplicado. O candidato defendeu que as emendas não sejam utilizadas como moeda de troca política e que os recursos sejam empregados exatamente na finalidade para a qual foram destinados.

Para ele, os prefeitos dos 79 municípios são importantes na definição da aplicação dos recursos porque conhecem de perto as necessidades de cada cidade. Valter defendeu, portanto, que os gestores municipais tenham participação na decisão sobre onde investir o dinheiro das emendas. Beto do Movimento também defendeu a manutenção das emendas parlamentares, argumentando que elas podem fortalecer municípios e comunidades onde os recursos dos governos federal e estadual não chegam de forma suficiente.

Ele destacou principalmente a necessidade de direcionar os recursos para comunidades indígenas, quilombolas, assentamentos, cooperativas e grupos de mulheres produtoras rurais. O candidato, no entanto, afirmou que é preciso aumentar a fiscalização para garantir que o dinheiro indicado pelos parlamentares chegue efetivamente às pessoas que precisam dos recursos.

Segundo Beto, em alguns casos o parlamentar indica a verba para o município, mas a execução fica sob responsabilidade da prefeitura e o dinheiro pode não chegar ao público que deveria ser beneficiado. Para ele, o principal desafio é garantir que as emendas sejam aplicadas corretamente, ajudando a gerar emprego, movimentar a economia local e melhorar a qualidade de vida das comunidades.

Quarto tema: combate à violência contra a mulher Candidatos ao Senado de MS respondem sobre violência contra a mulher Beto do Movimento disse que a violência contra a mulher afeta não apenas as vítimas, mas também os filhos. Defendeu o incentivo ao tratamento psicológico como uma das medidas de enfrentamento ao problema e afirmou que essa é uma pauta que já defende. Valter da Comagran defendeu ações de prevenção, especialmente em casos em que já existem registros de agressividade ou medidas protetivas.

Propôs levar delegacias para cidades mais distantes e criar uma rede integrada de proteção, unindo as diferentes delegacias do Estado. Também criticou discursos que, segundo ele, não se transformam em ações concretas e destacou os impactos do feminicídio sobre os filhos das vítimas. Vander Loubet destacou a escolha de duas mulheres como suplentes como uma forma de contribuir para o combate ao feminicídio e à violência doméstica.

Defendeu a união entre governo federal, Estado e municípios, o fortalecimento das Casas da Mulher Brasileira e a interiorização das ações de combate à violência. Também propôs o uso de tecnologia para facilitar as denúncias feitas pelas vítimas. Soraya citou mulheres vítimas de feminicídio em Mato Grosso do Sul e afirmou que, como senadora, não tem poder de execução direta, mas pode indicar emendas.

Disse ter destinado emendas para a implantação de 10 Salas Lilás, mas afirmou que não acompanhou a aplicação dos recursos nos projetos. Criticou a responsabilização das vítimas pelo aumento dos casos de violência e defendeu uma maior participação feminina no Senado. Também destacou sua atuação e a presença de mulheres em sua chapa.

Quinto tema: relação entre entre judiciário, legislativo e executivo Beto do Movimento defendeu o diálogo e a harmonia entre Executivo, Legislativo e Judiciário e criticou o que classificou como uma disputa ideológica crescente entre os poderes. Para ele, o conflito tem deixado de lado a discussão de projetos para o desenvolvimento do país e dos estados.

O candidato também apontou a corrupção como um dos principais problemas e afirmou que o Legislativo precisa agir diante de parlamentares envolvidos em denúncias ou investigações. Beto defendeu ainda uma mudança na postura dos eleitores. Segundo ele, a sociedade precisa escolher representantes comprometidos com projetos para o país, evitando a repetição de conflitos entre os poderes.

Para o candidato, a pacificação depende tanto dos políticos quanto da população na hora de votar. Soraya afirmou que o Brasil vive uma crise sem precedentes na relação entre os três poderes e classificou a situação como grave e perigosa. Para ela, nenhum dos poderes pode ter atuação absoluta e todos precisam respeitar os limites estabelecidos pela Constituição.

A candidata também abordou os pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Soraya, os senadores têm competência para analisar esses processos, mas defendeu que isso seja feito com cautela e seguindo o devido processo legal. Ela afirmou que existem mais de 180 pedidos de impeachment no Senado e ressaltou que uma eventual responsabilização precisa garantir direito à defesa e ao contraditório.

Apesar das críticas, Soraya disse ser favorável ao impeachment de ministros quando houver crime de responsabilidade comprovado. Vander Loubet defendeu que o Congresso Nacional tenha capacidade de se autorregular, evitando espaços que possam favorecer interferências de outros poderes. Ao mesmo tempo, afirmou que é necessário respeitar a independência entre Executivo, Legislativo e Judiciário.

O candidato também defendeu a criação de um código de ética e conduta para o Judiciário. Segundo ele, integrantes de qualquer um dos três poderes que cometerem crimes devem ser responsabilizados. Vander afirmou que eventuais punições precisam ocorrer somente após a apuração dos fatos e com garantia do direito de defesa e de resposta.

Para ele, responsabilizar quem comete irregularidades, independentemente do poder ao qual pertença, pode contribuir para fortalecer a democracia. Valter da Comagran defendeu a independência e o diálogo entre os poderes, mas criticou a postura que considera passiva do Senado diante dos conflitos políticos e institucionais do país. Segundo ele, o Senado deveria atuar de maneira mais firme na fiscalização do Executivo e no acompanhamento do funcionamento do Judiciário.

Valter afirmou que há uma situação de desordem e criticou o comportamento de políticos diante das crises. O candidato também fez uma comparação com outros países para questionar a falta de responsabilização política no Brasil. Para ele, a postura de parlamentares diante dos acontecimentos recentes transmite a impressão de que os políticos estão desrespeitando o próprio povo.

Sexto tema: trabalho e emprego Soraya destacou o potencial de Mato Grosso do Sul para gerar empregos a partir do agronegócio e da logística, citando a localização do estado, que faz fronteira com dois países e divisa com cinco estados. Para ela, investimentos em diferentes modais de transporte podem ampliar a geração de empregos e aproveitar melhor a posição estratégica de MS. A candidata também defendeu o fortalecimento de setores além do agronegócio, como indústria, comércio e serviços.

Na área de qualificação profissional, citou o investimento de R$ 18 milhões, por meio do Prospera MS, para capacitação na agricultura familiar. Sobre o fim da escala 6x1, Soraya afirmou ser favorável e disse ter votado pelo fim do modelo na CCJ. Ela defendeu uma jornada de cinco dias de trabalho por dois de descanso, mas ressaltou que é necessário avaliar os impactos para os empregadores e para diferentes setores da economia.

A candidata também citou uma experiência em uma empresa da família, onde a jornada foi alterada. Segundo ela, a mudança trouxe melhora na qualidade de vida e no rendimento dos funcionários. Soraya afirmou ainda que aguarda um estudo da Federação das Indústrias sobre os possíveis impactos econômicos do fim da escala 6x1.

Vander Loubet defendeu o fim da escala 6x1, com cinco dias de trabalho e dois de descanso. Segundo ele, a mudança permitiria que trabalhadores tivessem mais tempo para a família e outras atividades e poderia contribuir para reduzir afastamentos médicos e aumentar a produtividade. O candidato também destacou a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, além da ampliação para rendimentos de até R$ 7,4 mil.

Ele defendeu que a faixa de isenção chegue a R$ 10 mil, com aumento da tributação sobre setores como bancos, bilionários e empresas de apostas. Vander afirmou ainda que a proposta de mudança na jornada prevê um período de transição e medidas de proteção para pequenos e microempresários. Outra prioridade apontada foi a qualificação profissional.

O candidato defendeu o fortalecimento dos institutos federais para preparar jovens para o mercado de trabalho e aumentar a renda dos trabalhadores. Segundo ele, Mato Grosso do Sul precisa deixar de depender apenas do modelo de agroexportação e avançar para uma economia com empregos mais qualificados e salários maiores. Valter da Comagran disse que conhece tanto a realidade dos trabalhadores quanto a dos empregadores, por ter trabalhado por 20 anos como CLT e atualmente ser empresário.

Ele se declarou favorável à melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores, mas defendeu que eventuais mudanças na jornada sejam analisadas de acordo com as características de cada setor. Para o candidato, uma das principais medidas para gerar empregos é ampliar a capacitação profissional, especialmente entre os jovens. Ele defendeu a modernização do ensino para preparar os trabalhadores para novas profissões e para áreas ligadas às novas tecnologias.

Valter também propôs a criação de escolas e programas específicos de capacitação para jovens com autismo, com o objetivo de facilitar a entrada dessas pessoas no mercado de trabalho. Beto do Movimento afirmou que a geração de empregos passa pela qualificação profissional e pela valorização dos trabalhadores. Ligado aos movimentos sociais e sindicais, declarou ser contra a escala 6x1 e defendeu que os candidatos assumam compromisso de votar pelo fim desse modelo.

Ele também destacou a importância da agricultura familiar como fonte de emprego e renda. Segundo Beto, os assentamentos podem gerar trabalho para os próprios integrantes das famílias e contribuir para a produção de alimentos. O candidato criticou a atuação do governo estadual na criação de políticas de qualificação e fortalecimento da agricultura familiar.

Para ele, é necessário criar mecanismos que beneficiem tanto os trabalhadores quanto os empregadores. Beto também defendeu o direito a dois dias de descanso por semana, relacionando a redução da jornada à saúde física, emocional e psicológica dos trabalhadores. Ao mesmo tempo, afirmou que é preciso discutir medidas que ajudem as empresas a absorver eventuais mudanças na jornada e nos custos trabalhistas.

Tema livre Valter da Comagran falar sobre o desenvolvimento e a infraestrutura de Mato Grosso do Sul. Ele defendeu a ampliação e modernização das rodovias e das ferrovias e afirmou que o estado precisa industrializar parte da produção local para aumentar o valor agregado dos produtos, gerar empregos e melhorar a renda da população. O candidato destacou principalmente a situação das regiões de fronteira, que, segundo ele, receberam poucos investimentos nas últimas décadas.

Valter defendeu a criação de oportunidades de trabalho nesses municípios para evitar que moradores precisem deixar suas cidades em busca de emprego. Ele também criticou o ritmo de desenvolvimento de Mato Grosso do Sul em comparação com Mato Grosso. Citou Sinop (MT) como exemplo de crescimento e afirmou que cidades como Dourados, que têm potencial econômico, poderiam apresentar um desenvolvimento maior.

Valter encerrou pedindo que os eleitores avaliem o histórico dos candidatos e fiscalizem a atuação dos gestores públicos antes de votar. Vander Loubet usou o tema livre para apresentar sua experiência política e defender sua candidatura ao Senado. Ele destacou os seis mandatos como deputado federal e afirmou que tem capacidade de diálogo com diferentes grupos políticos.

Entre as ações citadas, destacou sua atuação em conflitos envolvendo demarcação de terras indígenas, incluindo a negociação relacionada à área de Antônio João. Segundo Vander, o acordo permitiu indenizar o proprietário e garantir uma área para cerca de 6 mil indígenas. O candidato também citou investimentos obtidos por meio de uma parceria com a Itaipu, que, segundo ele, passaram a alcançar 35 municípios, com mais de R$ 160 milhões em recursos.

Na área de infraestrutura, Vander defendeu a retomada das ferrovias e a ampliação do transporte intermodal. Ele afirmou que a ferrovia voltou para o governo federal e que é necessário acelerar o processo para melhorar o escoamento da produção e estimular o desenvolvimento do estado. Vander também citou a ampliação da estrutura universitária no norte de Mato Grosso do Sul e defendeu uma atuação próxima ao governo federal para levar investimentos aos municípios.

Beto do Movimento afirmou que decidiu disputar o Senado por enxergar problemas que, na avaliação dele, afetam diretamente a população de Mato Grosso do Sul. Ele criticou a situação da infraestrutura de Campo Grande, citando os buracos nas ruas, e disse que problemas semelhantes podem ser encontrados nos municípios do interior e nas periferias. O candidato também destacou a reforma agrária e a situação de famílias que aguardam por terras.

Segundo Beto, cerca de 19 mil famílias estão à beira de estradas esperando por um lote. Ele criticou ações do governo estadual relacionadas às famílias acampadas e defendeu os direitos dos povos indígenas e dos trabalhadores rurais. Na segunda parte de sua fala, Beto voltou a abordar a saúde pública, principalmente o atendimento pelo SUS.

Ele citou falta de medicamentos e de médicos em unidades de saúde e falou sobre a situação da Santa Casa. O candidato também mencionou denúncias de possíveis desvios de recursos na saúde e defendeu mais investimentos e fiscalização para garantir atendimento à população. Soraya escolheu falar sobre saúde, destacando que uma pesquisa Quest apontou o tema como a principal preocupação dos moradores de Mato Grosso do Sul.

A candidata concentrou sua fala na situação da Santa Casa e pediu que a população acompanhe os dados disponíveis no Portal da Transparência. Ela defendeu apoio à instituição para garantir a continuidade dos atendimentos. Esta reportagem está em atualização****